Dicionário Bíblico


aquitofel: hebraico: irmão de loucura

arrepender: se - Abandonar conscientemente o pecado e voltar-se para Deus; lastimar-se por atos cometidos e resolver nunca mais repetir o mesmo erro.

arquimedes: O que pensa muito

arturo: grego: congregação

azur: hebraico: proveitoso ou auxiliador

azul: o vestuário real era, comumente, de uma cor azul, ou purpúrea (Êx 25.4), visto que não há na língua hebraica termo algum para designar o verdadeiro azul. A cor azul era, como a púrpura, derivada de uma espécie de marisco, sendo a cor obtida do próprio animal, e não da concha. (*veja Cores.) A palavra traduzida pelo termo azul é, também, usada para indicar uma certa espécie de tapeçarias (Et 1.6).

azuba: abandonada

aridez: Qualidade do que é árido, secura, esterilidade..

azriel: Deus é meu ajudador

azrica: hebraico: auxílio contra o inimigo

azrição: hebraico: auxílio contra o inimigo

azrial: hebraico: auxiliador ou auxílio de Deus

azoto: forma grega de Asdode, fortaleza

azorrague: Significa flagelo ou punição.

azoraque: hebraico: açoite, chicote

aznote -tabor: orelha de tambor

azmote-tabor: hebraico: desfiladeiro de Tabor

azmote: hebraico: desfiladeiro

azmom: vigoroso

azmavete: A morte é forte. l. Um dos valentes de Davi (2 Sm 23.31 - 1 Cr 11.33). 2. Um descendente de Mefibosete ou Meribe-Baal (1 Cr 8.36). 3. o pai de Jeziel e de Pelete, dois dos hábeis fundibulários e frecheiros, que se juntaram a Davi em Ziclague (1 Cr 12.3). 4. Superintendente dos tesouros reais, no reinado de Davi (1 Cr 27.25). 5. Uma aldeia dos confins de Judá e Bergamim - atualmente Hismeh. Quarenta e dois dos filhos de Azmavete voltaram do cativeiro com Zorobabel (Ed 2.24). Em outro trecho o nome é Bete-Azmavete.

azmavate: a força da morte - poder da morte

aziza: forte

azevedo: Nome português de árvore

azeredo: Mata de azereiros

azgade: forte na fortuna

acazias: 1. Filho de Acabe e Jezabel, eoitavo rei de israel. Estava para partir numa expedição contra o rei de Moabe, que, sendo seu vassalo, se tinha revoltado, quando adoeceu por haver caído pelas grades de um quarto no seu palácio de Samaria. Quando tinha saúde prestava culto aos deuses de sua mãe, mas agora mandou saber ao pais dos filisteus, por meio dos seus oráculos e de Baal-Zebube, se restabeleceria. Elias censurou-o por esta impiedade e anunciou-lhe a sua morte próxima. Reinou uns dois anos (1 Rs 22.51 a 53 - .2 Rs 1). 2. Quinto rei de Judá, filho de Jeorão e de Atalia, filha de Acabe, e, portanto, sobrinho do precedente Acazias. É chamado Jeocaz em 2 Cr 21.17. Acazias, idólatra, foi feliz na aliança com seu tio Jorão, rei de israel, contra Hazael, rei da Síria. Era tão estreita a união entre tio e sobrinho, que houve grande perigo de que o gentilismo se propagasse com grande força pelos reinos dos hebreus. Este mal foi evitado por uma grande revolução, movida em israel por Jeú, sob a direção de Eliseu. Quando Acazias visitava o seu tio em Jezreel, aproximou-se Jeú da cidade. os dois reis saíram ao seu encontro, mas a seta de Jeú penetrou o coração de Jorão, sendo Acazias perseguido e mortalmente ferido. Tinha reinado apenas um ano (2 Rs 8.25 a 29, e 9).

azem: hebraico: fortaleza, osso

azenate: hebraico: dedicado ao Senhor

azeite: A principal fonte de azeite entre os judeus era a oliveira. Havia comércio de azeite com os negociantes do Tiro, os quais, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não o produzem de boa qualidade. Foi na quantidade de 20.000 batos (2 Cr 2.10), ou 20 coros (1 Rs 5.11), o azeite fornecido por Salomão a Hirão. o comércio direto desta produção era, também, sustentado entre o Egito e a Palestina (1 Rs 5.11 - 2 Cr 2.10,15 - Ed 3.7 - is 30.6 - 57.9 - Ez 27.17 - os 12.1). A ‘oferta de manjares’, prescrita pela Lei, era, freqüentes vezes, misturada com azeite (Lv 2.4,7,15 -8.26,31 - Nm 7.19 - Dt 12.17 - 32.13 - 1 Rs 17.12,15 - 1 Cr 12.40 - Ez 16.13,19). o azeite estava incluído entre as ofertas de primeiros frutos (Êx 22.29 - 23.16 - Nm 18.12 - Dt 18.4 - 2 Cr 31.5) - e o seu dízimo era reclamado (Dt 12.17 - 2 Cr 31.5 - Ne 10.37,39 - 13.12 - Ez 45.14). o azeite ‘para a luz’ devia ser, por expressa ordenação, o azeite das azeitonas esmagadas no lagar (Êx25.6 - 27.20,21 -35.8 - Lv 24.2 - 1 Sm3.3 - 2 Cr 13.11 - Zc 4.3,12). Usava-se o azeite na consagração dos sacerdotes (Êx 29.2,23 - Lv 6.15,21), no sacrifício diário (Êx 29.40), na pu-rificação do leproso (Lv 14.10 a 18,21,24,28), e no complemento do voto dos nazireus (Nm 6.15). Certas ofertas deviam efetuar-se sem aquele óleo, como, por exemplo, as que eram feitas para expiação do pecado (Lv 5.11) e por causa de ciúmes (Nm 5.15). os judeus também empregavam o azeite para friccionar o corpo, depois do banho, ou antes de uma ocasião festiva, mas em tempo de luto ou dalguma calamidade abstinham-se de usá-lo. Nos banquetes dos egípcios havia o costume de ungir os hóspedes - os criados ungiam a cabeça de cada um na ocasião em que tomavam o seu lugar à mesa (Dt 28.40 - Rt 3.3 - 2 Sm 12.20 - 14.2 - Sl 23.5 - 92.10 - 104. 15 - is S1.3 - Dn 10.3 - Am 6.6 - Mq 6.15 - Lc 7.46). Também se aplicava o azeite externamente ou internamente como medicamento (is 1.6 - Mc 6.13 - Lc 10.34 - Tg 5.14). Geralmente era ele empregado nos candeeiros, que no Egito têm um depósito de vidro, onde primeiramente se derrama água: a mecha é feita de algodão, torcida em volta de uma palha (Mt 25.1 a 8 - Lc 12.35). o azeite indicava alegria, ao passo que a falta denunciava tristeza, ou humilhação (is 61.3 - Jl 2.19 - Ap 6.6). Muitas vezes é tomado simbolicamente o azeite por nutrição e conforto (Dt 32.13 - 33.24 - Jó 29.6 - Sl 45.7 - 109.18 - is 61.3). (*veja Unção, oliveira.)

azbuque: totalmente desolado

azel: Nobre. Descendente de Saul (1 Cr 8.37,38 - 9.43). Declive, rampa. o lugar até onde há de chegar a ravina do monte olivete, quando o Senhor aí Se manifestar (Zc 14.5).

azeca: Cidade de Judá, com aldeias independentes, situadas no Sefelá, uma rica planície agrícola. Josué, na perseguição dos cananeus, depois da batalha de Bete-Horom, foi até Azeca (Js 10.10, 11). os filisteus acamparam entre Azeca e Socó, antes da batalha, na qual Golias foi morto (1 Sm 17.1). Foi uma das cidades fortificadas pelo rei Roboão (2 Cr 11.9), e acha-se mencionada como lugar reocupado pelos judeus, depois da sua volta do cativeiro (Ne 11.30).

azazias: aquele a quem o Senhor fortaleceu

azarias: A quem o Senhor ajudou. Nome vulgar hebraico, especialmente nas famílias de Eleazar. As principais pessoas, que tiveram este nome, foram: 1. o sumo sacerdote, que foi sucessor do seu avô Zadoque (1 Rs 4.2). Ele oficiou na consagração do templo, e foi o primeiro sumo sacerdote que ali serviu. 2. Sumo sacerdote nos reinados de Abias e de Asa (1 Cr 6.10,11). 3. Sumo sacerdote no reinado de Uzias, o décimo rei de Judá. o mais notável acontecimento da sua vida acha-se narrado em 2 Cr 26.17 a 20. Quando o rei Uzias pretendeu queimar incenso no altar do templo, fortemente lhe resistiu Azarias, acompanhado de oitenta sacerdotes do Senhor. Uzias foi, por isso, atacado de lepra. Azarias foi contemporâneo de isaías, Amós e Joel. 4. Sumo sacerdote nos dias de Ezequias (2 Cr 31.10 a 13). Especialmente se ocupava em abastecer as câmaras do templo, armazenando ali os dízimos, as ofertas, e os objetos consagrados, para utilidade dos sacerdotes e levitas. A manutenção destas coisas e a conservação do culto dependiam inteiramente dessas ofertas, e quando o povo era pouco cuidadoso neste ponto, viam-se obrigados os sacerdotes e levitas a ir para as suas terras, ficando deserta a casa de Deus (Ne 10.35 a 39 - 12.27 a 30,44,47). 5. Um dos diretores dos filhos da província, que vieram de Babilônia com Zorobabel (Ne 7.7). Noutro lugar é chamado Seraías (Ed 2.2). 6. Um dos sacerdotes que repararam uma parte do muro (Ne 3.23, 24). 7. Levita que ajudou Esdras na instrução do povo com respeito ao conhecimento da lei (Ne 8.7). 8. Um dos sacerdotes que selaram o pacto com Neemias (Ne 10.2), sendo, provavelmente, aquele mesmo Azarias que prestou o seu auxílio na dedicação do muro da cidade (Ne 12.33). 9. Um dos príncipes de Salomão, filho de Natã, talvez neto de Davi (1 Rs 4.5). 10. Filho de Josafá, rei de Judá (2 Cr 21.2). 11. o primitivo nome de Abede-Nego (Dn 1), escolhido com Daniel e outros para servirem o rei Nabucodonosor. Ele recusou-se a apoiar a idolatria, e foi, por isso, lançado numa fornalha com os seus companheiros, sendo todos miraculosamente livres. 12. Filho de odede, e profeta nos dias do rei Asa. Ele aconselhou o rei, falando também ao povo de Judá e Benjamim, a que fizesse desaparecer a idolatria, e restaurasse o altar do verdadeiro Deus, que estava em frente do pórtico do templo. Grande número de israelitas da nação irmã reuniram-se aos seus irmãos para a reforma, e isso deu começo a uma era de paz e de grande prosperidade (2 Cr 15). 13. Filho de Jeroão, e um dos capitães de Judá, no tempo de Atalia (2 Cr 23.1). 14. Um dos capitães de Efraim no reinado de Acaz - mandou voltar ao seu lugar os cativos e o despojo, que tinham sido levados por Peca na invasão de Judá (2 Cr 28.12).

azareel: hebraico: Jeová ajudou

azanote-tabor: hebraico: desfiladeiro de Tabor

azanate: hebraico: dedicado ao Senhor

azalias: hebraico: Jeová pôs de parte

azalia: aquele a quem o Senhor tem preservado

azair: rico, poderoso

azaiel: minha força é D'us

aazai: protetor

azaca: hebraico: cercado

ayrton: Ilha misteriosa

avultar: Aumentar; fazer crescer

avivamento: Quando falamos de avivamento ou despertamento, sempre vem à nossa mente a idéia de manifestações poderosas e visíveis do Senhor, sempre pensamos em Deus agindo de maneira grandiosa através do Seu Espírito Santo. Realmente, às vezes, o Senhor se revela de maneira poderosa e visível em nossas vidas. Mas isso nem sempre é assim. Às vezes, Deus também age de maneira diferente, e um despertamento pode se manifestar de maneira bem diversa. Quando acontece isso? Quando Deus decide deixar um despertamento acontecer em pequena escala, dentro da vida de uma só pessoa. Avivamento significa em primeiro lugar que os crentes mornos, cansados, despertem para uma nova vida espiritual e entrem outra vez em contato com "rios de água viva". Ou expressando-o com uma passagem bíblica: "... a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (Cl 3.3). Esse é quase sempre o início de um avivamento. Mas nós pensamos sempre em acontecimentos espetaculares quando falamos em rios de água viva e em despertamento. Entretanto, o acontecimento maior e mais espetacular é quando filhos de Deus que estavam mornos e cansados espiritualmente se tornam outra vez ardorosos pelo Senhor; quando em suas vidas começam a jorrar outra vez os "rios de água viva".

avidez: Desejo; desejar ardentemente

avite: ruínas

azarel: aquele a quem Deus ajuda

aviltar: Tornar(-se) vil, abjeto, desprezível

avestruz: Em Jó (39.13 a 18) há uma vívida pintura da sua ostentação, e do modo como cruelmente e com estupidez trata os seus ovos e os filhos pequenos. É posto pela lei entre as aves imundas, e é considerado como criatura que habita na desolação do deserto (Lv 11.16 - Dt 14.15 - Jó 30.29 - is 13.21 - 34.13 - 43.20 - Jr 50.39 - Mq 1.8). Não é verdade que o avestruz oculte alguma vez a sua cabeça na areia, julgando-se então invisível. Desde tempos remotíssimos se conhecem os avestruzes, na Síria, na Arábia e na Mesopotâmia.

aversão: Repulsa; antipatia; forte

avem: hebraico: vácuo, nonada, ídolo

aves: As aves achavam-se divididas em animais limpos e imundos na Lei de Moisés. As aves imundas, que por isso mesmo não podiam servir de alimento, eram aquelas que se alimentavam de carne, peixe e animais mortos. As que se alimentavam de insetos, de grãos e de fruta eram ‘animais limpos’. Esta classificação pode, facilmente, concordar com as idéias modernas sobre o assunto. outra cláusula da lei judaica proibia que se tirasse do ninho a ave-mãe, embora os seus filhinhos ou os seus ovos pudessem dali ser levados. Há várias referências aos hábitos das aves. Jeremias (8.7) fala da chegada da cegonha, do grou e da andorinha - e em Cantares de Salomão (2.11,12) o canto das aves e a voz da rola são anunciativos da primavera. Em Ec 12.4 acha-se esta expressão, ‘a voz das aves’: é a do rouxinol, que existe em grande número ao longo das margens do Jordão e na vizinhança do mar Morto. Canta muito bem, e é uma ave que facilmente se domestica. Tais aves são muito procuradas no oriente, e há uma referência a este costume em Jó (41.5): ‘Brincarás com ele, como se fora um passarinho?’ A grande maioria das aves que se encontram na Palestina, pertence à classe das aves de arribação. Nos lugares mais baixos do vale do Jordão acham-se aves subtropicais, que não se vêem nas regiões mais ao norte. Além destas, há umas quinze espécies peculiares à Palestina. As aves eram muito empregadas como alimento pelos habitantes da Terra Santa, e ainda o são hoje. Nos tempos primitivos eram elas apanhadas principalmente por meio de redes e armadilhas (Sl 124.7 - Pv 7.23) - mas atualmente são caçadas com a espingarda nos arrabaldes de Jerusalém. outro sistema de caçar aves, principalmente perdizes e abetardas, consiste em arremessar uma pequena vara. A uma caça deste gênero faz-se alusão em 1 Sm 26.20. Em uma única passagem menciona Bildade quatro diferentes métodos de apanhar aves (Jó 18.8 a 10). Aves marítimas e aves aquáticas são raras na Palestina - mas aves de presa, como abutres, açores, etc., são numerosas, e há muitas referências a elas na Bíblia. No livro de Deuteronômio (32.11) diz-se que Deus ensinou israel como a águia ensina os filhos. (*veja Águia.)

avareza: Apego doentio ao dinheiro

avarento: Apego excessivo ao dinheiro; mesquinhez; sovinice.

auzate: possessão

auzão: sua possessão

autocomiseração: Capacidade de ter piedade, pena, ou compaixão de si mesmo.

auzam: hebraico: a sua possessão

autêntico: Verdadeiro, legítimo, que não deixa dúvidas.

abominável da desolação: Na sua profecia sobre a destruição de Jerusalém (Mc 13.14), deu Jesus aos Seus discípulos um sinal pelo qual eles saberiam quando estaria iminente o acontecimento, devendo então fugir, enquanto havia tempo. ‘Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar... os que estiverem na Judéia fujam para os montes.’ S.Mateus 24.15 diz: ‘Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo...’ No livro do profeta Daniel (9.27 - 11.31 - 12.11) acham-se frases semelhantes a respeito da tentativa de Antíoco Epifânio para abolir o Judaísmo, e que foi manifestada com a profanação do templo, a suspensão dos sacrifícios, e (em 168 a. C.) a colocação de um pequeno ídolo no altar dos holocausto. No livro 1º dos Macabeus, 1.57, chama-se a esta última atrocidade, ‘a abominação da desolação’. Não se pode determinar o exato cumprimento da profecia, em relação com a destruição de Jerusalém (70 A.D.). Talvez possa ter a sua explicação no fato de ter sido profanada a Terra Santa pelos exércitos romanos (Lc 21.20) - ou então havia, no pensamento de Jesus, alguma particular profanação do templo.

auspicioso: De bom augúrio; prometedor.

ausate: hebraico: possessão

aureliano: Aquela que é dourada, de ouro

aurelio: Aquela que é dourada, de ouro

aureliana: Aquela que é dourada, de ouro

aveus: Povo primitivo da Palestina. Habitava em vilas, ou em acampamentos nômades, ao sul de Sefela, grande planície ocidental, que vai até Gaza. Nestas ricas possessões foram os aveus atacados pelos invasores filisteus, ‘os caftorins, que saíram de Caftor’, sendo destruídos por estes, que habitaram aquelas terras em seu lugar (Dt 2.23). Fala-se da parte restante desse povo em Js 13.3, 4, como habitando ao sul dos filisteus. Tem sido identificado com os heveus.

aurelia: Aquela que é dourada, de ouro

aurea: Aquela que é dourada, de ouro

aumai: morador próximo da água

audível: Que se ouve, que se pode ouvir.

atrote-bete-joabe: hebraico: coroas de casa de Joabe

atulhado: Cheio completamente

atrote-sofã: Cidade de Gade (Nm 32.35)

atributo: Aquilo que é próprio de um ser.

atlai: O Senhor é forte

atos dos apóstolos: Título e Plano. o titulo do livro nos mais antigos MSS é simplesmente Atos, ou ‘Atos dos Apóstolos’. Esta indeterminação é própria da natureza seletiva dos fatos narrados. As primeiras palavras estabelecem a ligação entre o que se lê no Evangelho e o que o livro dos Atos expõe. Não se sabe se a expressão ‘todas as coisas que Jesus fez e ensinou’ quer significar que a intenção do autor era escrever uma continuação da obra de Jesus realizada por meio dos apóstolos. Talvez a frase signifique, na sua simplicidade, ‘o que fez Jesus primeiramente’, sendo a obra dos apóstolos que ele tinha escolhido, distinta da de Jesus. o tema dos Atos vem apontado em 1.8: ‘Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.’ Este plano, irregularmente traçado, facilmente se reconhece na estrutura da obra. Ao milagre de Pentecoste segue-se o testemunho dos apóstolos e o aumento da igreja, nas três fases - Jerusalém (caps. 2 a 7), Judéia e Samaria (caps. 8 a 12), e até aos confins da terra (caps. 13 a 28). o progresso exterior da igreja acompanha o crescimento interior, especialmente na gradual emancipação do Judaísmo. A terceira fase acha-se quase inteiramente identificada com os trabalhos de S.Paulo. o autor. o testemunho externo desde ireneu é unânime em atribuir a Lucas tanto os Atos como o terceiro Evangelho. É universalmente admitido que a primeira pessoa ‘nós’, no cap. 16, v. 10, significa que as linhas descritivas da viagem são traçadas por um companheiro de Paulo. A única explicação razoável é que em Trôade o autor se juntou a Paulo, acompanhou-o até Filipos, ficando nesta cidade durante a sua ausência, e daí para o futuro andou sempre com o Apóstolo até que este chegou a Roma. Fontes. o ‘documento de viagem’ se nos mostra como sendo as próprias notas de Lucas, completadas com casos de memória e naturais investigações. E com respeito às outras partes do livro podemos supor que Lucas seguiu o método indicado em Lc 1.1 a 4. Devia ter aproveitado com maior descanso a companhia de Paulo em Cesaréia, em Malta, e em Roma, onde, talvez, encontrasse mais tarde o Apóstolo S. Pedro. Tenha havido tal encontro, ou não, é certo que Marcos ‘o intérprete de Pedro’ esteve com ele em Roma (Cl 4.10 - 4.14 - Fm 24) - e podia, sem dúvida, fornecer-lhe boas informações acerca dos primitivos acontecimentos em Jerusalém, dos quais foi centro a casa que sua mãe habitava. Em Cesaréia permaneceu Lucas com Filipe, o evangelista (21.8), e em Jerusalém encontrou-se com Tiago e os anciãos (21.18). Data. As últimas palavras (28.30,31) permitem-nos dizer que a história dos Atos vai até ao ano 62. Têm alguns sustentado que a maneira abrupta como termina o livro indica o limite do conhecimento do escritor, sendo provável que fosse escrito cerca do ano 63. É muito pouco provável que o Evangelho de Lucas fosse escrito antes do ano 70, e o livro dos Atos é posterior. Estas e outras leves indicações de caráter externo e interno, levam-nos a fixar o ano 80, pouco mais ou menos, como sendo a mais provável data. Valor histórico. A impressão geral que recebemos na leitura do livro é a de ser uma narrativa verdadeira, feita por um historiador consciencioso, guiado pelo Espírito Santo. Já, em 1790, Paley traçou no seu livro, Horae Paulinae, ‘as coincidências naturais’ entre os Atos e as epístolas paulinas com argumentos que ainda de forma alguma perderam o seu valor. A suma do que trata o livro é como se segue: i. A primeira parte da história, consagrada inteiramente à igreja de Jerusalém, narra o preenchimento do corpo apostólico (1): a primeira manifestação do Espírito Santo, segundo a promessa (2) e o aumento e prosperidade da igreja, entre amarguras e perturbações de dentro e de fora, até à perseguição e dispersão dos seus membros (3 a 7). Neste período é dada especial proeminência aos primeiros discursos de Pedro, que apresenta o Evangelho como o cumprimento das profecias e a realização completa do ‘pacto feito com os pais’ - e à oração histórica de Estêvão, mostrando que o tratamento da parte de Deus com o antigo povo de israel era progressivo, e que a relação do privilégio religioso com o lugar e circunstâncias exteriores era apenas temporária. ii. Segue-se uma narração sobre o progresso da obra evangelizadora, sendo levado o Evangelho a Samaria, e convertido um prosélito da Etiópia (8) - depois disto, como introdução à história missionária da igreja, dá-se a conversão e a chamada daquele que havia de ser ‘o Apóstolo dos gentios’ (9) - abre-se a porta da fé em Cesaréia aos incircuncisos pela pregação de S.Pedro, e começa a evangelização dos pagãos em Antioquia, onde Paulo exerce primeiramente a sua especial missão (10,11) - e, finalmente, a morte de um e o livramento de outro dos dirigentes da igreja-mãe de Jerusalém, que deixa de ser então o principal assunto da história (12). iii. A terceira parte, que começa com a obra de Antioquia, o grande centro da igreja gentílica, marca outra interposição do Espírito Santo, narrando as viagens de S.Paulo, constituindo elas três grandes circuitos missionários. o Apóstolo, em cada lugar onde evangeliza, dirige-se primeiramente aos judeus, mas é rejeitado e perseguido por eles, ao passo que os gentios acodem a ouvir a Palavra, de forma que numerosas igrejas se fundaram pelo seu ministério nas principais cidades da civilização pagã (13 a 20). Por fim, quando visita Jerusalém em circunstâncias especiais para conciliar os seus compatriotas, ele é atacado, preso, e depois de uma notável série de falas, em que se defende a si próprio e às suas doutrinas, é mandado para a capital do mundo gentílico a fim de ser julgado no tribunal de César. Já em Roma, ele mais uma vez apela para os seus compatriotas, e lembra-lhes a antiga lamentação profética sobre a sua obstinada cegueira, e declara-lhes que a ‘salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão’ (21 a 28). Alguns dos seus numerosos discursos, proferidos nas viagens missionárias, são amostras de argumentação na maneira de dirigir-se a diversas classes de ou

atônito: Confuso; perturbado; tonto

atirar: Arremessar, Lançar, Disparar, Jogar, Proferir, de súbito e com violência.

atinar: Acertar

atilada: Hábil; esperta

athanasio: Imortal

athaide: O pai que luta

aterrar: Aterrorizar

aterrador: Que aterroriza; pavoroso, aterrador, aterrorizante.

aterrorizador: Que aterroriza; pavoroso, aterrador, aterrorizante.

atenobios: latim: amigo do rei

abater: Fazer cair, Lançar por terra, Derrubar, Matar, Diminuir o prestígio, Deprimir.

augusto: Este nome ocorre três vezes noN.T. No evangelho de S. Lucas (2.1) se diz: ‘Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.’ Trata-se aqui de otaviano, segundo sobrinho de Júlio César, o qual, depois de grandes lutas, foi proclamado imperador de Roma no ano 29 a. C. Foi o primeiro dos imperadores, que teve o nome de Augusto, nome que lhe foi conferido pelo Senado em 27 a.C., para significar que ele era digno de veneração religiosa. Nas outras duas passagens (At 25.21, 25), Augusto quer simplesmente dizer o imperador, que era naquele tempo Nero.

atenas: A mais afamada cidade da antigaGrécia. S. Paulo visitou-a quando vinha da Macedônia, e parece ter ficado ali por algum tempo (At 17). No tempo deste Apóstolo era Atenas uma cidade livre, isto é, isenta de pagar tributos, fazendo parte da província romana de Acaia. Durante a sua permanência, proferiu S. Paulo aquele seu memorável discurso no Areópago perante os filósofos atenienses. A observação do historiador sagrado, respeitante ao caráter inquiridor dos atenienses (At 17.21), é justificada por muitos outros escritores. Demóstenes, o célebre orador ateniense, censura os seus conterrâneos por esse costume de constantemente andarem pelo mercado, perguntando uns aos outros: Que notícias há ? A sua natural vivacidade devia-se, em parte, à pureza e claridade da atmosfera, o que lhes permitia passar uma boa parte do tempo ao ar livre. o povo, como nota São Paulo, era algum tanto supersticioso - e na cidade, em todas as direções, havia grande número de templos, altares, e outras construções sagradas. S. Paulo disputou com os judeus numa sinagoga da cidade (At 17.17). No N.T. não há qualquer referência à igreja cristã, fundada pelo Apóstolo - mas, segundo a tradição, Dionísio, areopagita, que se converteu pela pregação de S.Paulo, foi o primeiro bispo da igreja.

ateisticamente: De modo ateu, que acredita que não há Deus.

ateísmo: Doutrina dos que negam a existência de Deus.

ataviou: Enfeitou; vestiu-se

atarote-sofar: hebraico: coroas de Sofar

atarote-adar: hebraico: coroas de Adar ou de grandeza

atargatis: deusa síria

atarote - bete - joabe: a coroa da casa de Joabe

atarote: coroa- ornamento

ataque: hebraico: alojamento, pousada

atap: oportuno

atanasio: Imortal

atalia: Jah é grande. 1. Filha de Acabee Jezabel, a qual casou com Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá, e introduziu nas terras do sul o culto de Baal, que já estava espalhado pelo reino de israel. Depois da subida de Jeú ao trono de Samaria, ela matou todos os membros, menos um, da família real de Judá, que tinham escapado ao morticínio do rei de israel (2 Rs 10.14). o que foi salvo era uma criança, de nome Joás, filho mais novo de Acazias, tendo sido a sua tia Jeoseba quem o escondeu. Esta era filha do rei Jorão, e mulher do sacerdote Joiada (2Cr 22.11) - e foram estes que cuidaram do pequeno príncipe, ocultando-o no templo pelo espaço de seis anos, durante os quais reinou Atalia sobre Judá. Mas no fim deste tempo apresentou Joiada ao povo o seu legítimo rei, e ‘na casa do Senhor’ recebeu este as homenagens dos soldados da guarda. No sábado, uma terça parte das tropas manifestou a sua fidelidade ao rei no palácio, e os restantes dois terços contiveram a multidão dos visitantes e adoradores, que acorreram ao templo. Atalia, que não prestava o seu culto na casa do Senhor, reconheceu que estava em perigo, ao ouvir as vozes do povo e a música na exaltação do seu neto ao trono. Ela chegou já tarde ao templo, e imediatamente a retiraram dali por mandado de Joiada, que disse: ‘Não a matem na casa do Senhor’ (2 Rs 11). Foi morta à entrada da casa do rei. 2. Um benjamita, filho de Jeroão (1 Cr 8.26). 3. o pai de Jesaias (Ed 8.7).

atalo: grego: pequeno pai

ataide: O pai que luta

atalaia: Guarda; ponto alto de onde se vigia; vigia

atade: hebraico: Espinheiro

ataias: o Senhor é ajudador

atace: lugar de alojamento

asvate: feito, trabalhado

atanal: hebraico: galardão o mesmo que Eteni

astúcia: Habilidade em enganar; artimanha, ardil, malícia, sagacidade.

astrogildo: Brilhante e digno de sacrifício

astrólogo: o fato de predizer o futuro pelos aspectos, influências e posições dos corpos celestes, esteve muito em voga entre o povo da antigüidade, excetuando-se, talvez, os hebreus. A palavra astrólogo é derivada das palavras gregas aster (estrela) e logos (discurso ou palavra). Embora houvesse muita velhacaria e charlatanismo entre os astrólogos, especialmente quando eles pretendiam prever os acontecimentos futuros pela observação das estreei-las (que eles supunham exercer influência sobre os negócios dos homens), transmitiram, contudo, às gerações posteriores conhecimentos muito úteis, e foram os fundadores da moderna ciência da Astronomia. A prova de que se fez tentativa em tempos remotíssimos para regular o ano, segundo o movimento anual do Sol, acha-se no fato de serem os meses judaicos divididos em trinta dias cada um (Gn 7.11 - 8.4). os egípcios, babilônios e fenícios manifestaram grande superioridade na ciência astronômica. Somos informados de que havia mágicos e encantadores no Egito (Êx 7.11 - Lv 19.31 - 20.27 - Dt 18.20), que calcularam os eclipses do Sol e da Lua, e fingiam perante o povo ter produzido aqueles fenômenos por meio dos seus encantamentos. Algumas das constelações são mencionadas em Jó (9.9 - 38.31,32) - em is (13.10), em Am (5.8) - e em 2 Rs (23.5). Não é, de forma alguma, para admirar que os hebreus não tivessem prestado grande atenção à Astronomia, visto que o estudo da astrologia, a que se dava alta importância entre os pagãos, lhes era proibido (Lv 20.27 - Dt 18.10 - is 47.9 - Jr 27.9 - Dn 2.13,48). Na verdade, Daniel estudou a arte da astrologia em Babilônia, mas não a praticava (Dn 1.20 - 2.2). os astrólogos (certamente os magos do cap. 2 de Mt) dividiam os céus em repartimentos ou habitações, atribuindo a cada uma das divisões um governador ou presidente. Este fato pode, talvez, explicar a origem da palavra Belzebu, ou o senhor das habitações celestes (Mt 10.25 - 12.24 a 27 - Mc 3.22 - Lc 11.15 a 19). (*veja Magoa, Feiticeiros.)

astrid: Rainha dos belgas

asterpte: hebraico: união

astarote: Estrela, o planeta Vênus. A principal divindade feminina dos fenícios, como Baal era o principal dos deuses. Assim como Baal foi identificado com o Sol, assim Astarote, ou Astarte, com os seus crescentes, o era com a Lua, simbolizada pela vaca. o culto desta deusa veio dos caldeus para os cananeus. Era a deusa do poder produtivo, do amor, e da guerra. Entre os filisteus o seu culto era acompanhado de grande licenciosidade, em que os bosques representavam uma proeminente parte. As pombas eram-lhe consagradas. (*veja Bosque.)

asterote-carnain: hebraico: deusa de carnain, o mesmo que hoba

astade: hebraico: espinheiro

asterote: uma esposa

assurim: poderoso

assurbanipal: persa: veloz, ou caudilho

assuero: 1. Pai de Dario, o Medo (Dn 9.1). 2. Assuero, rei da Pérsia, acha-se mencionado em Ed 4.6. Depois da morte de Ciro, os inimigos dos judeus, desejando embargar a reedificação da cidade de Jerusalém, fizeram a Assuero acusações contra eles. Pode ser identificado com o do número seguinte. 3. o Assuero do livro de Ester deve ser o mesmo que Xerxes, filho de Dario Histaspes, mais bem conhecido pela sua derrota na batalha de Salamina, quando invadiu a Grécia, 480 anos antes de Cristo. Ele divorciou-se da rainha Vasti, em virtude de ela recusar-se a aparecer em público num banquete, e quatro anos mais tarde casou-se com a judia Ester, prima e pupila de Mordecai. (*veja Ester.)

assiria, assur: Assur era um dos netos de Noé (Gn 10.11,22), a quem a idolatria dos últimos tempos tinha elevado à posição de um deus. os assírios chamam muitas vezes ao seu país ‘a terra do deus Assur’ - nos tempos primitivos a capital do império era Assur (Kileh-Shergat), e é provável que o nome de Assíria derivasse desta cidade. País e Povo. Na geografia antiga, Assíria era um país situado ao oriente do rio Tigre, limitada ao norte pela Armênia, a leste pela Média, e ao sul pela Susiana e Caldéia. A região é atravessada por vários rios, sendo o principal o Tigre (*veja Hidéquel). os territórios ao norte e ao sul eram montanhosos, ainda que nada impróprios para pastagens, produzindo também frutas, trigo e algodão. Foi para estas montanhas que Salmaneser mandou como colonos os habitantes de Efraim e Galiléia, quando ele se apoderou das dez tribos (2 Rs 17). Agora são, em parte, povoadas pelos nestorianos, cujos antepassados abraçaram o Cristianismo. o povo acha-se mergulhado numa rude e supersticiosa ignorância. Assur foi, primitivamente, o nome, não de um país, mas de uma cidade fundada em tempos remotos nas margens do Tigre - mais tarde o país circunjacente recebeu essa denominação. Foi edificada por um povo de raça semelhante à dos modernos turcos, sendo mais tarde conquistada pelos assírios semíticos, gente ligada pelo sangue e linguagem aos hebreus e árabes. o nome que, primitivamente, significava ‘limite de água’, foi ligeiramente mudado pelos assírios, tomando a forma de uma palavra que, na Assíria, quer dizer ‘gracioso’. E assim tornou-se Assur uma personificação divina do poder e constituição da Assíria. Assur (Kileh-Sherghat) não foi sempre a capital, sendo mudada a sede do governo para Nínive, Calá e Dur-Sargin, que na atualidade são respectivamente conhecidas pelos nomes de Konyurgik, Nimrud, e Khorsabad. Em vez de Dur-Sargin, o livro do Gênesis menciona Resém ‘entre Nínive e Calá’ (Gn 10.12). Destas cidades é Nínive, pelo menos, tão antiga como Assur. Assíria só começou a levantar-se quando a monarquia babilônica já se ia tornando velha. Antes disso, o país tinha o nome de Gútio (Curdistão), o qual tem sido identificado com o de Goim, ou ‘nações’, a que se refere Gn 14.1, e das quais foi Tidal o rei. Parece ter havido tempo em que os príncipes de Assur eram meros governadores, nomeados pelos imperadores de Babilônia, visto como os mais antigos de que temos conhecimento se chamavam a si mesmos vice-reis e não reis. os primeiros possuidores desta terra, geralmente denominados acadianos, foram os que inventaram o sistema cuneiforme de escrever, e fundaram as principais cidades da Babilônia, sendo, também, os construtores dos mais antigos monumentos babilônicos que se conhecem. (*veja Babilônia.) Embora os invasores semitas tenham subjugado o povo da Acádia, este, contudo, sobreviveu por muito tempo na sua língua, que, ocupando o mesmo lugar que a latina na Europa, era geralmente conhecida dos babilônios educados. os babilônios eram agricultores, mas os assírios eram um povo militar e comercial, simples nos seus costumes, mas cruéis e ferozes, empalando e queimando vivos os habitantes das cidades conquistadas. Constituíam um poder realmente militar, mas destruída a sua grande fortaleza de Nínive, a própria nação se extinguiu (*veja Nínive). ‘Resumo histórico’. Pouco sabemos dos primeiros chefes da Assíria, exceto os seus nomes, sendo Bel-Capcapi o seu primeiro rei, e já não vice-rei (séc. 16 a.C.). Por alguns séculos ocupa-se a História das lutas que o povo assírio teve de sustentar com a Babilônia. Rimom-Hirari i (1320 a. C.) deixou inscrições nas quais vêm mencionadas as suas guerras. Seu filho fundou a cidade de Calá, e seis gerações dos seus descendentes se sentaram no trono da Assíria. Veio depois Tiglate-Pileser ii, fundador do primeiro império assírio, estendendo os seus limites desde a Cilícia, para o ocidente, até o Curdistão ao oriente. Quando este conquistador alcançou o mar Mediterrâneo, depois de ter subjugado os heteus, simbolizou essa conquista do mar por meio de um navio em que ele navegava, matando um delfim. Embelezou Nínive, e no ano de 1130 sitiou a cidade de Babilônia, tomando-a. (*veja Tiglate-Pileser.) Mas as conquistas de Tiglate-Pileser foram-se perdendo nos reinados seguintes, durante os quais se levantou e se alargou o reino de Davi e Salomão. Todavia, nos anos 911 a 858 a.C., o império da Assíria mais uma vez reviveu, tornando-se notáveis as jornadas dos monarcas conquistadores pelas horríveis barbaridades praticadas, tais como empalações e pirâmides de cabeças humanas. os exércitos de Assur-Natsirpal invadiram a Armênia, Mesopotâmia, Hindustão, Babilônia, Fenícia, ao passo que os de Salmaneser ii, o que submeteu oséias, estenderam mais os limites da nação, marcando o auge do poderio assírio. Num dos monumentos deste rei estão traçadas as figuras dos portadores de tributos de ‘Jeú, filho de onri’. Para se defenderem contra Salmaneser ii, os reis dos povos vizinhos formaram uma confederação. Entre estes acha-se mencionado ‘Acabe de israel’, que forneceu para a guerra 2.000 carros e 10.000 homens de infantaria. (*veja Acabe, Ben-Hadade ii.) Doze anos mais tarde, quando Hazael, rei da Síria, ocupava o trono de Damasco, marchou contra ele Salmaneser, sitiando esta cidade. Foi nesta conjuntura que Jeú se apresentou com ofertas de tributos e de submissão. (*veja Jeú.) A revolta de vinte e sete cidades, incluindo Nínive e Assur, obrigou Salmaneser ii a conservar-se na sua nação, bem como seu filho e sucessor. Mas Rimom-Nirari iii (810 a 781 a. C.) compeliu os fenícios, os israelitas, os edomitas e os filisteus a pagarem-lhe tributo. Desde esta ocasião decaiu esta potência até que, no ano de 745 a.C., Pul se apoderou da coroa, tomando o nome de Tiglate-Pileser iV - e assim foi fundado o segundo império da Assíria. (*veja Pul.) Este monarca fortaleceu grandemente a Assíria e inaugurou uma política de extensão e consolidação, que foi sustentada com êxito pelos seus sucessores. Era tal o terror que o seu nome infundia, que os reis de países pequenos, como Eniel de Hamate, Uzias de Judá, Rezim da Síria,

assueiro: rei leão

assôs: Cidade e porto de mar da província romana da Ásia, no território chamado antigamente Mísia. Ficava situada no golfo do Adramítio, à distância de onze quilômetros mais ou menos da costa fronteira de Lesbos, perto de Metimna. A estrada romana, que liga as cidades da parte central da província com Alexandria e Trôade passava por Assôs, sendo a distância entre os dois últimos lugares de 32 km. aproximadamente. Estes pontos geográficos esclarecem a rápida passagem de S. Paulo pela cidade, como se acha mencionada em At 20.13,14. Existem, ainda, muitas ruinas da antiga cidade, incluindo a cidadela, donde se divisa uma paisagem surpreendente. A Rua dos Túmulos, que vai até à Porta Grande, é outro notabilíssimo ponto. Este lugar, outrora importante, é hoje uma pequena vila, Bairam Kalessi (*veja Trôade).

assobiar: o ato de chamar alguém por meio de assobio significava poder e autoridade (is 5.26 - 7.18). Quando Zacarias fala da volta do cativeiro, diz que o Senhor assobiará para juntar a casa de Judá, e trazer os judeus ao seu próprio pais. A palavra ‘assobiar’, ou o som, significava geralmente insulto e desprezo (1 Rs 9.8 - Jó 27.23 - Jr 19.8 - 49.17 - 51.37 - Lm 2.15 - Ez 27.36 - Sf 2.15).

assinalar: Distinguir, ilustrar, marcar.

assima: hebraico: cabra pelada

assir: Prisioneiro. Freqüente nome na família de Coré. 1. Filho de Coré (Êx 6.24 - 1 Cr 6.22). 2. Filho de Ebiasafe, filho de Coré (1 Cr 6.37). 3. Filho de Ebiasafe, filho de Elcana, sendo, deste modo, Assir sobrinho de Samuel (1 Cr 6.23).

asseveração: Afirmação

asseverar: Dar por certo; atestar

assertiva: Proposição afirmativa.

assento: duas pedras

assentar: Basear-se, Firmar-se, Fundar-se, Fundamentar-se.

assembléia: congregação

assediar: Importunar insistindo

assaz: Bastante; suficiente

assarela: reto para com Deus

asriel: voto de Deus

asquelon: persa: migração ou cavalo

aspergir / espargir: Espalhar em borrifos um líquido.

aspergir: Respingar

asquenas: persa: assim espalha fogo

amoreira: A amoreira (Lc 17.6) é uma árvore vulgar da Arábia do Norte, incluindo a Palestina, sendo conhecidas duas variedades, a preta e a branca, que nos dão o seu fruto, alimentando-se das suas folhas os bichos-da-seda. A árvore a que se faz referência em 2 Sm 5.23, 24 e 1 Cr 14.14, 15 não é bem a amoreira. Pode ser o sicômoro ou o choupo, de que há quatro espécies na Palestina: a preta, a branca, a lombarda (muito conhecida na Europa), e ainda aquela espécie que guarnece o Jordão, e outros rios do país. o choupo cede naturalmente à ação do vento, tremendo, agitando-se, ao mais leve sopro.

aspenaz: persa: focinho de cavalo

aspata: persa: cavalo

asot: hebraico: feito, o gozo do prêmio

asná: forte, poderoso

asnapar: persa: veloz

asmos ou ázimos: Sem fermento

asmos / ázimos: São pães sem fermento que se comia na semana da Páscoa. A festa dos Asmos celebrava-se no princípio da colheita da cevada e do trigo.

asmoneu: hebraico: opulento

asmavete: hebraico: a morte é forte

asmodeu: hebraico: perder

asírios: Semitas, descendentes de Assur, um dos filhos de Sem. Estabeleceram-se no curso médio do rio Tigre, na Mesopotâmia. Eram um povo guerreiro, que herdou a cultura hurrita e suméria e fundou um grande império no séc. VII aC, destruído pelos medos e babilônios em 605 a. C. Foram eles que destruíram o reino de Israel (722 aC) e exilaram sua população.

asir: prisioneiro

asíncrito: incomparável

asima: Era um deus adorado pelo povo deHamate. o respectivo culto foi introduzido na Samaria pelos colonos de Hamate, a quem o rei da Assíria estabeleceu naquela terra (2 Rs 17.30).

asila: hebraico: Jeová tem perdoado

asiia: hebraico: Jeová tem perdoado

asiarca: grego: chefe da Ásia

amasias: o Senhor é forte

ashkenazita: Judeu de origem ashkenazi.

ashkenazi: Termo utilizado para designar os judeus nascidos na Europa Ocidental.

ashã: fumaça- fumo

asfenaz: persa: veloz, focinho de cavalo

aserim: deusa cananéia da fertilidade

aserote: deusa cananéia da fertilidade

asera: deusa dos tiros

asiongaber: hebraico: espinha dorsal do homem

abel-mizraim: Nome dado pelos cananeus à eira de Atade, onde José, os seus irmãos, e os egípcios choraram a morte de Jacó (Gn 50.11). Provavelmente a passagem contém um jogo de palavras, como entre Abel, prado, e Ebel, lamentação. Pela narrativa do fato poder-se-ia entender algum lugar nos limites de Canaã, primitivamente chamado Campina do Egito, mas a afirmação de que era ‘além do Jordão’ coloca o sítio muito mais ao nordeste, implicando uma grande volta para os pranteadores.

asenate: hebraico: que pertence a deusa Neith

asena: hebraico: forte, durável

asel: hebraico: nobre

asdode: Fortaleza, castelo. Cidade bem fortificada, dominando a planície da Filístia. Está situada no cimo de um monte, e domina a entrada da Palestina, para quem vai do Egito, devendo a este fato a sua grande importância histórica. Asdode foi, também, a sede principal do culto de Dagom. Acha-se quase 50 km. distante da fronteira meridional da Palestina, cinco do mar Mediterrâneo, e, aproximadamente, a meio caminho entre Gaza e Jope. Ainda que coubesse à tribo de Judá, nunca foi conquistada pelos israelitas (Js 15.47). Mas é mencionada como ponto de ofensivas operações contra eles. Quando o rei Uzias derrubou a muralha da cidade, estabeleceu redutos sobre os montes adjacentes a fim de estar a salvo contra futuros ataques (2 Cr 26.6). Ainda no tempo de Neemias conservava as suas características de raça e de linguagem (Ne 13.23,24). A única referência que se faz no N. T. a este lugar está em relação com a viagem de Filipe, que voltava de Gaza (At 8.40). Hoje é uma insignificante povoação, com o nome de Esdud, sem padrões alguns da sua antiga importância.

asdobe: praça fortificada

asdode-pisea: hebraico: lugar fortificado de divisão

ascensão: Subida de Jesus ressuscitado ao céu em corpo e alma. Embora falemos com uma linguagem de localização, não se trata propriamente de mudanças de lugar, mas de mudanças no modo de ser. Na realidade, a ascensão coincide com a ressurreição. Cristo passa à nova dimensão do existir, sem limitação das leis do tempo e do espaço. Vive junto do Pai em estado glorioso.

ascode: hebraico: lugar fortificado ou fortaleza

ascetismo: Moral que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem.

ascaradom: persa: dom do fogo

asbel: opinião de Deus

ascalom: Uma das cinco cidades dos senhores dos filisteus (Js 13.3 - 1 Sm 6.17). Estava situada à borda do mar Mediterrâneo (Jr 47.7). o sítio ainda conserva o antigo nome. Sansão desceu de Timna para Ascalom, onde ele matou trinta homens, despojando-os do que tinham. Era uma cidade afastada, e muito menos notável nas Escrituras do que as outras principais cidades da Filístia. No tempo de orígines viam-se alguns poços de notável configuração perto da cidade, os quais se julgou serem os cavados por isaque, ou de qualquer modo pertencentes à época patriarcal. Ascalom teve parte notável nas lutas dos Cruzados: dentro dos seus muros, ainda firmes, estabeleceu Ricardo Coração de Leão a sua corte. Echalota é uma planta com o cheiro e sabor do alho, a qual existia por aqueles sítios de Ascalom, donde deriva a palavra.

asbéia: juro

aasbai: hebraico: despojo ou belo

asarmote: hebraico: aldeia da morte

asasontomar: hebraico: fonte de cabrito

asariel: meu D'us luta

asarela: hebraico: reto com Deus

aser: Feliz. oitavo filho de Jacó nascido de Zilpa, serva de Lia (Gn 30.13). o território que coube aos descendentes de Aser ficava no litoral da Palestina desde o monte Carmelo até Sidom. Continha alguns dos mais belos terrenos da Terra Santa, e na sua natureza produtora manifestava as bênçãos que tinham sido conferidas a Aser por Jacó e Moisés (Gn 49.20 - Dt 33.24,25). Havia ali o azeite em que ele havia de banhar o seu pé, o pão em abundância, e os deliciosos manjares para sua satisfação - e, também, nas manufaturas metálicas dos fenícios, estavam o ferro e o metal para o seu calçado. A Fenícia estava já, naquele primitivo período, em completo vigor, e Aser contentava-se em participar das suas riquezas, habitando entre os seus habitantes, sem tentar a sua conquista e extermínio, prescritos a respeito de todos os cananeus (Jz 1.31,32 - 5.17). Na contagem dos israelitas no Sinai, era mais numerosa a tribo de Aser do que a de Efraim, Manassés, ou Benjamim (Nm 1.32 a 41) - mas, no reinado de Davi, tão insignificante se tinha tornado a tribo que o seu nome é inteiramente omitido na lista dos principais chefes (1 Cr 27.16 a 22). À exceção de Simeão, é Aser aquela tribo a oeste do Jordão, que não deu à nação qualquer herói ou juiz. Todavia, Ana que servia a Deus com jejum e orações, de dia e de noite, no templo (Lc 2.36 a 38) era filha de Fanuel, da tribo de Aser.

asarel: hebraico: Jeová limitou

amizabede: meu povo doador da abundancia

asareel: o que Deus tem ligado por um voto

asaramel: hebraico: príncipe do povo de Deus

asalias: hebraico: Deus tem perdoado

asaradom: persa: dom do fogo

asaias: o SENHoR o criou. l. o oficial a quem, juntamente com outros, o rei Josias mandou procurar informação divina a respeito do Livro da Lei, que Hilquias tinha achado no templo (2 Rs 22.12 a 14 e 2 Cr 34.20). 2. Príncipe simeonita, no reinado de Ezequias, o qual expulsou de Gedor os pastores de Cão (1 Cr 4. 36). 3. Levita, no reinado de Davi, da família de Merari (1 Cr 6.30). Ele auxiliou a levar a arca, desde a casa de obede-Edom até Jerusalém (1 Cr 15.6). 4. o primogênito da ‘silonita’, segundo 1 Cr 9.5, o qual com a sua família voltou de Babilônia a Jerusalém. Em Ne 11.5 chama-se Maaséias.

asafe: Cobrador. 1. Levita, um dos principais músicos de Davi, e a quem o rei nomeou para ‘dirigir o canto na casa do Senhor’ (1 Cr 6.31, 39). Asafe era, também, ‘vidente’ (2 Cr 29.30), e são-lhe atribuídos doze salmos, todos eles de caráter profético (Sl 50,73 a 83). os seus descendentes ou partidários, os ‘filhos de Asafe’, tomaram parte na purificação do templo e na celebração daquele acontecimento (2 Cr 29.13 a 30,35.15). 2. Antepassados de Joá, chanceler de Ezequias (2 Rs 18.18 - is 36.3 a 22). 3. oficial do rei da Pérsia, guarda das florestas reais em Judá (Ne 2.S). 4. Levita mencionado em 1 Cr 9.15 - Ne 11.17).

asael: Deus o fez. 1. Filho mais novo de Zeruia, irmã de Davi, afamado como corredor. Foi um dos trinta valentes de Davi, dando-lhe este rei um comando no exército (2 Sm 23.24 e 1 Cr 27.7). Quando combatia sob as ordens do seu irmão Joabe em Gibeom contra o exército de is-Bosete, ele perseguiu Abner, que, depois de lhe pedir que o deixasse, foi obrigado a matá-lo em defesa própria (2 Sm 2.18). 2. Um levita, a quem Josafá mandou ensinar a lei ao povo em Judá (2 Cr 17.8). 3. Um levita, que por mandado do rei Ezequias tinha a seu cargo as ofertas, os dízimos e as coisas consagradas (2 Cr 31.13). 4. o pai de um agente empregado por Esdras (Ed 10.15).

arza: terra

arvorar: Erguer; erigir

arvade: lugar de fugitivo

aruma: elevação

arubote: pátio

artifício: Habilidade, perspicácia.

arthur: Nobre, generoso

artemis: grego: deusa grega (chamada Diana pelos romanos): deusa da luz e da caça

artaxerxes: o grande rei. Nos livros deEsdras e Neemias, o nome de Artaxerxes parece pertencer a dois reis da Pérsia: (1) o Artaxerxes de Esdras 4, que mandou suspender as obras do templo, é de vários modos identificado com Cambises, o pseudo-Smeredis ou Xerxes - (2) e o monarca posterior a quem se refere Esdras 7 e Ne 2.1, 5.14, 13.6, o qual permitiu e favoreceu a reedificação das muralhas de Jerusalém. A identificação, porém, do primeiro Artaxerxes é difícil, porque as inscrições refutam a teoria de que Artaxerxes era título real, e não simplesmente um nome. Já é geralmente aceita a opinião de que há referência apenas a um Artaxerxes, estando, por conseqüência, fora de lugar a parte de Esdras 4.6 a 27. Deve, provavelmente, ser identificado com Artaxerxes 1º, o Longímano, que reinou de 464 a 425 a.C.

artemas: grego: presente de Artêmia

arruda: Pequeno arbusto, de sessenta a noventa centímetros de altura, com folhas peque-as e flores amarelas. o seu aroma é demasiadamente ativo para os ocidentais, mas era apreciado dos antigos. A arruda foi, antigamente, usada como condimento, e também para fins medicinais (Lc 11.42).

arrojada: Audaz, denodado, destemido, valente, valoroso

arrojar: Ousadia; atrevimento

arrieiro: Condutor de bestas de carga

arrimo: Amparo; proteção

arribação: Partida

arrepender-se: Abandonar conscientemente o pecado e voltar-se para Deus; lastimar-se por atos cometidos e resolver nunca mais repetir o mesmo erro.

arrependimento: Arrependimento é o sentimento de pesar por faltas cometidas, ou por um ato praticado. Neste último sentido se diz a respeito de Deus, como se vê em Gn 6.6 - 1 Sm 15.11, etc. - e, semelhantemente, as ações divinas são, a outros respeitos, apresentadas por meio de ter-mos que se aplicam propriamente em relação ao homem (Gn 8.1 - 11.5). os profetas, em muitas das suas passagens, chamam o homem ao arrependimento dos seus pecados e à mudança de vida (is 55.7 - Jr 3.12 a 14 - Ez 14.6 - Jl 2.12,13). Com respeito a alguns exemplos de arrependimento e confissão de pecados, no A.T., *veja Nm 12.11 - 1 Sm 15.24 a 31 - 2 Sm 12.13 - 1 Rs 21.27 a 29 - 2 Cr 12.6,7. No N. T. uma palavra traduzida por ‘arrependimento’ denota pesar por coisa feita (Mt 21.30), e é usada em relação a Judas (Mt 27.3). outra palavra (na sua forma verbal ou substantiva) exprime uma mudança de idéias, que se manifesta numa mudança de vida e de propósitos. É a palavra usada na pregação de Jesus (Mt 4.17, etc.), na dos Apóstolos (At 2.38 - 5.31, etc.), nas Epístolas (Rm 2.4, etc.), e no Apocalipse (2.5, etc.).

arremeter: Atacar com ímpeto ou fúria

arredar: Remover para trás; recuar

arregimentar: Alistar ou reunir em regimento

arrecadas: Adorno de orelha, geralmente em forma de argola

arrebatar: Enfurecer; encolerizar

arratel: 325 gr.

arrecada: Brinco, em geral de metal e em forma de argola.

arrebatamento: A palavra grega, traduzida por arrebatamento ou êxtase, somente a emprega Lucas, o médico (At 10.10 - 11.5 - 22.17). Pedro experimentou um arrebatamento quando viu os céus abertos e toda espécie de animais quadrúpedes que desciam até perto dele. Neste arrebatamento ouviu uma voz que lhe ensinou como havia de proceder a respeito da chamada dos gentios. Paulo diz que caíra em êxtase na sua volta de Damasco, quando recebeu o mandado de Deus para ir aos gentios. Há uma breve notícia de outro arrebatamento em 2 Co 12.1 a 4. Tal palavra não se encontra no A.T., mas acham-se lá descritos alguns fenômenos análogos (Nm 24.4,16). Um profundo sono caiu sobre Abraão, sentindo também o pavor de uma grande escuridão (Gn 15.12). Balaão viu uma visão de Deus (Nm 24.4). Saul profetizou e caiu em êxtase (1 Sm 19.24). Ezequiel por sete dias esteve atônito até que a palavra do Senhor veio à sua alma (Ez 3.15 - 8.3). (*veja Sonho, Visão.)

arrazoar: Discutir; expor um assunto; falar

arraigar: Firmar pela raiz; fixar, enraizar.

arratéis: 496 gr.

arraial: Acampamento

arquitetura: o mais antigo edifício de que há memória é a Torre de Babel, construida com tijolos cozidos ao fogo, fortemente ligados por meio de betume, tão abundante no vale do Eufrates (Gn 11). Há, pelo menos, duas cidades nas terras a que se refere a Bíblia, que pretendem ser de uma remotíssima antigüidade, e são elas Damasco e Hebrom. A primeira já existia no tempo de Abraão, e Hebrom, que era de origem cananéia, foi fundada cerca do ano 2.000 a.C. os primeiros israelitas, pastores de vida nômade, habitavam em tendas, mas durante a sua escravidão no Egito foram obrigados a trabalhar em construções, muitas das quais de considerável fama. Mas é somente a partir do tempo de Davi que eles se podem considerar como edificadores. Começaram nessa época a usar a pedra calcária, de que havia abundância, não só em reparações de ruínas, mas na edificação de novos palácios e fortalezas. Mas as tendas ou cabanas de ramagem com rudes pinturas ainda continuaram a ser as casas favoritas do povo. Quando entraram na terra prometida, ai acharam cidades muradas que os esperavam (Nm 13.28 - Dt 1.28). Davi preparava-se para a grande empresa de edificar o templo, mas essa tarefa foi reservada para Salomão, que livremente chamou em seu auxílio operários estrangeiros, mandando vir, também, materiais de fora (1 Rs 5.10 - 1 Cr 28 e 29). Além das suas obras em Jerusalém e perto desta cidade, Salomão edificou, em vários lugares, fortalezas e cidades. Entre os reis de Judá e israel, houve muitos que foram grandes edificadores (1 Rs 15.17, 23 - 22.39 - 2 Rs 20.20 - 2 Cr 32.27, 30). Na volta do cativeiro foram reedificados os muros de Jerusalém e o templo, muito solidamente com pedra e madeiras do Líbano (Ed 5.8). Durante o governo de Simão Macabeu foi erigida para defesa do templo e da cidade a fortaleza Barris, mais tarde chamada Antônia. ‘Mas’, diz o cônego Philpott, ‘os reinos de Herodes e seus sucessores foram especialmente notáveis pelo desenvolvimento que, por meio deles, tomou a Arquitetura. o templo foi restaurado com grande magnificência, e Jerusalém fortalecida com várias fortificações e embelezada de bons edifícios.’ Ainda existem as ruínas de muitas sinagogas galiléias, de um estilo misto de arquitetura, parte judaico e parte romano, as quais foram construídas durante o segundo e terceiro séculos da nossa era.

arquita: hebraico: tolerância

arquipo: mestre-estábulo

arqueus: Uma das famílias cananéias quehabitaram em Arca, cidade situada ao norte da Fenícia (Gn 10.17 - 1 Cr 1.15). Arca tornou-se famosa pelo culto que os seus habitantes prestavam a Afrodite. Foi fortificada pelos árabes e atacada pelos Cruzados, que, sob o comando de Raimundo de Tolosa, em vão a cercaram em 1099 durante o espaço de dois meses. Todavia, mais tarde, foi tomada por Guilherme de Sartanges. Em 1202 foi totalmente destruída por um terremoto. o lugar que agora tem o nome de Arca está à distância de dezenove quilômetros mais ou menos, ao norte de Trípoli, e de oito quilômetros ao sul de Nahr-el-Kebir (Eleutero). A grande estrada da costa passava entre essa povoação e o mar.

arqueólogo: Especialista em arqueologia (ciência que estuda a vida e a cultura dos povos antigos por meio de escavações ou através de documentos, monumentos, objetos, etc., por eles deixados).

arpachade: grego: regenerador

arquelau: Guia do povo. Filho de Herodes Magno e de Mataca, a quem Herodes legou a maior parte do seu reino (Judéia, iduméia e Samaria) com o título de rei. A única menção que dele se faz no N.T. é significativa. Quando José, casado com Maria, ouviu ‘que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá’, com o menino Jesus (Mt 2.22). Desde o princípio foi o governo de Arquelau manchado com atos de crueldade e derramamento de sangue. Não muito depois da morte de seu pai, foram assassinados 3.000 judeus no templo por uma coorte de soldados romanos, que Arquelau tinha mandado para sufocar um tumulto. Uma poderosa embaixada de judeus pediu ao imperador César Augusto que depusesse Arquelau e unisse a Judéia à Síria. Augusto recusou, permitindo, contudo, que ele não usasse o título de rei, mas o de etnarca. E na qualidade de governador dirigiu a sua província por dez anos, 4 a.C. até 6 d. C. Quando chegou este ano, uma segunda delegação foi a Roma, com o fim de apresentar queixas ao imperador a respeito das crueldades de Arquelau. A prova dos fatos era, então, esmagadora. Augusto, tendo posto o governador em frente dos seus acusadores, tomou por fim a resolução de o banir para a Gália, onde morreu.

arpade: descanso

arolote: hebraico: monte de prepúcios

aroldo: Comandante, o chefe do exército

aroer: desnudo

arodi: hebraico: asmo, montes

arode: burro selvagem

arnon ou armôn: rio que desagua no mar Morto

arnon: hebraico: murmurando, berrando, Torrente bravadora

arnom: Torrente. Um rio que servia de limite ao país de Moabe, tendo ao norte o país dos amorreus. Nasce nas montanhas da Arábia, corre através do deserto para o mar Morto, em frente de En-Gedi. Atualmente chama-se Mojeb. o seu curso é através de uma ravina de grande profundidade. À corrente em plano segue-se uma descida precipitada, que abre caminho à água por entre precipícios de pedra calcária - a largura de crista a crista é de quase cinco quilômetros. Em certa parte ainda ali se vêem vestígios de uma empedrada estrada romana, existindo também o arco da ponte. o rio corre por entre ricos prados, e em certos lugares há, nas margens, abundância de loureiros e salgueiros. Quando o Arnom se precipita no mar Morto, a sua largura é de 24 m, tendo pouco mais de um metro de profundidade, com lados perpendiculares de arenita, escura, avermelhada e amarela.

arnaldo: Forte como uma águia

arnan: hebraico: ligeiro, ágil

armas: Primeiramente, vamos tratar das armas ofensivas, mencionadas na Bíblia: 1. A espada, o instrumento de guerra mais usual, na antigüidade, era menor do que a moderna, como podemos inferir da descrição em Jz 3.16, onde se diz que o punhal de Eúde tinha um côvado de comprimento. Mas, nas mãos de guerreiros experimentados, ela podia ser manejada com terrível efeito (2 Sm 20.8 a 12 - 1 Rs 2.5). Era metida numa bainha, e estava presa a um cinturão. Antes do tempo do metal, as armas contundentes e cortantes eram feitas de pederneira, mas em parte alguma se diz que os israelitas fizeram uso delas. Somente em tempo de guerra se usava a espada - em tempo de paz nem mesmo o rei na sua majestade a trazia (1 Rs 3.24). 2. A lança, de diversas espécies, desde a fortíssima arma, a chanith, que pesava cerca de 25 arratéis, e foi usada por Golias e Saul, até ao kidon, leve e curta haste, que o guerreiro levava às costas, entre os ombros. Ainda havia outras, como a romack, a slelach, e a shebet. Foi com a lança shebet (traduzida a palavra por ‘dardos’) que Joabe acabou de matar Absalão (2 Sm 18.14). 3. o ano era uma arma, na qual eram amestrados todos os soldados, desde o mais humilde aos filhos do rei. Parece que era curvado com o auxílio do pé. Também são mencionados arcos de aço, como especialmente fortes. o cordel era provavelmente, a princípio, alguma fibra dura. As setas eram levadas numa aljava, e algumas vezes envenenadas. 4. A funda é, pela primeira vez, mencionada em Jz 20.16, onde se diz que 700 benjamitas, com a sua mão esquerda, podiam atirar ‘com a funda uma pedra num cabelo, e não erravam’. Em tempos posteriores os fundibulários faziam parte do exército regular (2 Rs 3.25). As fundas são ainda usadas na Palestina por aqueles que vigiam os rebanhos, e certamente Davi, enquanto rapaz, também fez uso dessa arma, com que mais tarde havia de ferir o gigante Golias. Agora, a respeito de armas defensivas, que a Bíblia menciona - são elas: (1) a couraça (1 Sm 17.5, 2 Cr 26.14 - Ne 4.16) - (2) o capacete (1 Sm 17.5 - 2 Cr 26.14 - Ez 27.10) - (3) grevas ou caneleiras para proteger as pernas e os pés (1 Sm 17.6) - o escudo, de que havia duas espécies: o zinnah, que encobria toda a pessoa, e o magen, para usar-se nos conflitos corpo a corpo. Ambas estas palavras se usam nos salmos metaforicamente com relação ao amparo de Deus (*veja Ef 6.10 a 17).

armênia: hebraico: terra sagrada

armagedom: A montanha de Megido. Nome simbólico da cena da última grande luta espiritual, e derivado de 2 Cr 35.22. (Ap 16.16.) o vale de Megido é o grande campo de batalha do Antigo Testamento, onde se efetuaram as principais lutas entre os israelitas e os inimigos do povo de Deus. Foi ali, na planície de Esdrelom, que Baraque ganhou uma grande vitória sobre os cananeus, e Gideão sobre os midianitas (Jz 4 e 5, e 7). Ali também encontrou a morte o rei Saul às mãos dos filisteus (1 Sm 31.8), e Josias às mãos dos egípcios (2 Rs 23.29,30g Cr 35.22).

armando: Homem do exército, homem de armas

armadura: Conjunto de armas defensivas dos antigos guerreiros, especialmente aquelas que constituíam a sua vestidura e proteção direta do corpo.

arlindo: Poderoso como a águia, escudo da águia

arlete: Penhor, garantia

aristides: Aquele que é brilhante pela sua ascendência

aristóbulo: conselheiro excelente

aristarco: Judeu de Tessalônica e companheiro de viagem de S.Paulo, pela primeira vez mencionado nos Atos como tendo sido arrebatado pelo povo no tumulto de Éfeso (At 19.29). Foi um dos delegados daquelas igrejas que contribuíram ‘para os santos’ de Jerusalém, e acompanhou a esta cidade o Apóstolo S. Paulo na sua terceira viagem missionária (At 20.4 - *veja 1 Co 16.1 a 4 - e 2 Co 8.9). Navegou com S. Paulo desde Cesaréia a Roma (At 27.2), e estava com o Apóstolo quando este escreveu dali a Filemom e à igreja de Colossos, falando de Aristarco como seu cooperador, bom amigo, e ainda como seu companheiro de prisão (Fm 24 - Cl 4.10,11). Como na epístola a Filemom, 23, 24, somente Epafras é indicado como companheiro de prisão e na epístola aos Cl 4.10 a 14 somente Aristarco, podemos supor que os companheiros de Paulo se revezavam em compartilhar voluntariamente do seu cativeiro.

arisal: hebraico: semelhante a um leão

arisai: semelhante a leão

arioque: nobre

ariovaldo: Comandante do exército

arimatéia: altura

ariete: (Ez 4.2 - 21.22). Máquina de guerra, feita de uma comprida trave de qualquer madeira dura, como carvalho. Numa extremidade tinha uma pesada chapa metálica com a feição de cabeça de carneiro. Esta trave estava suspensa sobre um estrado de vigas grossas, e era colocada diante do muro ou portão que devia ser derrubado: a cabeça de carneiro era movida para trás, e, impelida depois fortemente, ia bater no alvo. os romanos fizeram grande uso desta arma no cerco de cidades fortificadas. (*veja Armas.)

aríetes: Antiga máquina de guerra para abater ou derrubar muralhas

ariel: leão de Deus

arié: Leão. Foi, juntamente com Argobe,conspirador ou oficial (2 Rs 15.25). (*veja Argobe.)

aristofilo: Amigo do melhor, do bem escolhido

aridata: persa: nascimento nobre

aridai: hebraico: grande, brilhante

ariane: Aquela que é pura e casta

ariatico: grego: derivado da cidade de Ádria na Itália

ariana: Aquela que é pura e casta

argüem: Acusar

ari ou arih: leão

argüir: Repreender; acusar; censurar

arguto: De espírito vivo, engenhoso, sutil, perspicaz.

argobe: Amontoado de pedras. 1. Território ao oriente do Jordão, em Basã, no reino de ogue, contendo sessenta grandes cidades fortificadas. Argobe estava na porção que coube à meia tribo de Manassés, tendo tomado a respectiva posse Jair, o chefe daquela tribo. Depois disto formou um dos comissariados de Salomão, que estava a cargo de um oficial, cuja residência era em Ramote-Gileade (Dt 3.4, 13,14 - 1 Rs 4.13). Em tempos posteriores, Argobe recebeu o nome de Traconites. Tem sido identificado este território com o Lejah, notável província ao sul de Damasco e ao oriente do mar da Galiléia. A região é, na realidade, uma vasta camada de lava, dura como pederneira, soando como metal quando fortemente tocada. Ainda que tão rochosa e escalvada, tem, contudo, sítios férteis. Deve ter sido muito povoada em certo tempo, porque foram descobertas as ruínas de mais de cinqüenta cidades. Este vasto território forma maravilhoso contraste com a confinante planície de Haurã, um platô de ondulantes vales, de solo riquíssimo, que se estende desde o mar da Galiléia até ao Lejah, indo além do deserto, e quase não tendo uma pedra. 2. *veja 2 Rs 15.25 - esta passagem não nos diz claramente se ele foi conspirador ou um oficial do rei Peca.

argueiro: Uma partícula de qualquer coisa seca como o pó (Mt 7.3).

argentina: De prata, natural da Argentina

argemiro: Combatente, guerreiro ilustre

arfaxade: hebraico: atolado ou brotando

arganaz: Acha-se mencionado quatro vezes na Escritura: em Lv 11.5 - em Dt 14.7, entrando no número daqueles animais, de que ninguém se podia alimentar, porque ‘ruminam, mas não têm a unha fendida’ - em Sl 104.18, como achando abrigo nas rochas - e em Pv 30.26, pertencendo às quatro pequenas coisas, que são muito sábias: ‘povo não poderoso, contudo fazem a sua casa nas rochas.’ o que se traduz por ‘arganaz’ é o Hyraz Spria-cus. Destes animais, parecidos com o nosso coelho, há ainda abundância na Síria - vivem nas rochas e procuram refúgio logo ao menor sinal de perigo.

arfade: hebraico: apoio

aretas: o rei Aretas (2 Co 11.32). Houve muitos príncipes da Arábia com este nome, mas o único mencionado nas Escrituras é aquele, cujo governador em Damasco (9 a. C. até 40 d. C.) procurou prender Paulo, que escapou descendo num cesto por uma janela da muralha. Trata-se daquele Aretas, cuja filha casou com Herodes Antipas. Quando este repudiou sua mulher para unir-se a Herodias (mulher de seu irmão Filipe), Aretas mandou um exército contra ele, alcançando uma grande vitória. Foi esta guerra, no juízo da plebe, o justo castigo do Céu, que Antipas sofreu por ter mandado assassinar João Batista.

areuna: hebraico: Jeová está firme

areópago: ou Monte de Marte. Areópago significa literalmente o monte de Marte ou de Ares. Estava situado num cimo rochoso de Atenas, em frente da Acrópole. o sítio é memorável pelo fato de ali reunir-se o senado do Areópago, a mais antiga e venerável das academias de Atenas. os areopagitas sentavam-se como juizes, ao ar livre, em bancos de pedra, escavados na rocha. A linguagem de At 17.19, 22, deixa-nos em dúvida sobre se S.Paulo foi ali levado e permaneceu em pé no meio do Areópago, ou se foi ao monte de Marte guiado pelos filósofos, a fim de que, em lugar à parte e em maior sossego do que havia no mercado, ouvissem o que ele tinha a dizer. As opiniões dividem-se sob este ponto. A expressão dos Atos ‘no meio do Areópago’ parece indicar que a conversa foi no lugar apontado - mas como a fala de Paulo tinha caráter popular, é bem possível que tudo se passasse fora de qualquer formalidade. Certamente não houve uma conferência formal, mas talvez Paulo fosse à audiência de Stoa Basileios, ou para um exame preliminar de suas doutrinas, ou então para, segundo Ramsay (Paul the Traveller), ‘satisfazer aquele supremo claustro universitário acerca das qualificações do apóstolo para ensinar’.

areli: valente, heróico

aredi: hebraico: fugitivo, ou jumenta brava

ardom: hebraico: rebento

ardósia: Rocha rudimentar, separável em lâminas.

ardilosamente: Astuciosamente

ardis: Astúcia, manha, artimanha, artifício; estratagema, ardileza.

argumento: Raciocínio pelo qual se tira uma conseqüência ou dedução.

ardil: Cilada; armadilha

ab-rogar: Anular; suprimir

arcano: Segredo; mistério

arceu: grego: fugitivo

arcabouço: Ossatura do tórax; esqueleto

arca da aliança: Objeto mais sagrado de culto em Israel. Uma caixa feita de acácia e coberta com ouro. A arca ficava guardada no Santo dos Santos do tabernáculo durante o Êxodo e no Lugar Santíssimo do templo edificado por Salomão. Ela não podia ser tocada; era transportada por varapaus sobre argolas fixadas nos seus quatro cantos.

arcanjo: Anjo principal. 2 Ts 4.16 - Jd 9 (*veja Anjo.)

arbe: hebraico: meu servo

arco-iris: A correta interpretação de Gn 9.13 não é que pela primeira vez tenha aparecido então o arco-íris, mas sim que Deus consagrou esse fenômeno como sinal do Seu amor e testemunho da Sua promessa.

arauto: Mensageiro

alparca: Tipo de sandália que se prendeao pé por tiras de couro ou de pano amarradas, bastante utilizado na época de Jesus.

ararate: Território montanhoso da Armênia, mencionado na Escritura, para designar o lugar onde repousou a arca depois do dilúvio (Gn 8.4) - foi o asilo dos filhos de Senaqueribe (2 Rs 19.37 - is 37.38), e o seu povo era aliado, e provavelmente vizinho, de Mini e Asquenaz (Jr 51.27). o platô armênico foi bem adaptado para ser o berço da raça humana, e o centro do qual os homens podiam partir para as várias partes do mundo. A especial montanha que tem sido identificada com aquela, onde parou a arca, embora seja chamada Ararate pelos exploradores europeus, é conhecida com o nome de Massis pelos armênios, de Aghri-Dagh (escarpado monte) pelos turcos, e de montanha de Noé (Kuh-i-Nuh) pelos persas. Termina em dois picos cônicos, que se chamam o Maior e o Menor Ararate, distantes cerca de onze quilômetros um do outro, o primeiro estando a 6.260 metros acima do nível do mar, e o outro a 4.267 metros acima da planície dos Arapas.

aranha: Em dois casos (Jó 8.14 - is 59.5,6) não há dúvida de que se trata da aranha, pois é ela mencionada com a sua teia. A Palestina tem aranhas em grande número, que habitam a superfície do chão, e debaixo da terra em buracos, nas árvores, nas casas, e nas cavernas, vendo-se algumas vezes as paredes e os buracos completamente cobertos das suas teias. Jó compara a esperança do malvado à fraqueza da filamentosa teia de aranha (8.14).

arauna: hebraico: ágil ou força de Baal

arão: A significação deste nome é incerta. Foi o primeiro Sumo Sacerdote de israel, descendendo de Levi, o terceiro filho de Jacó. Seu pai chamava-se Anrão e sua mãe Joquebede, era irmão de Moisés e de Miriã, três anos mais velho que aquele, e mais novo do que esta. Foi escolhido por Deus para ser cooperador de Moisés em virtude do seu dom de fala (Êx 4.16). Ele foi com Moisés a Faraó, realizando sinais na presença deste rei, e sendo também o instrumento de Deus em outros maravilhosos casos (Êx 7.10). Na batalha contra Amaleque, sustentaram Arão e Hur as mãos de Moisés, para que israel fosse vitorioso (Êx 17.12). Quando Moisés subiu ao monte Sinai, foi Arão persuadido pelo povo a fundir um bezerro de ouro para adoração, e pelo seu procedimento foi severamente censurado. Moisés orou, e obteve o perdão de Deus para o povo e Arão (Dt 9.20). Algum tempo depois foi ele consagrado sumo sacerdote, devendo este alto cargo ser hereditário na família. Coré e os levitas revoltaram-se contra a sua dignidade sacerdotal, sendo o primeiro consumido pelo fogo. ofereceu Arão incenso para suspender a praga, e o Senhor manifestamente aceitou sua intercessão pelo povo. Juntamente com Moisés e os príncipes de israel recebeu ele a missão de fazer a contagem do povo. o murmúrio de Arão e Miriã contra Moisés teve, talvez, a sua origem na má vontade de Miriã, mas não persistiu por muito tempo (Nm 12). Em Meribá pecou ele e Moisés (Nm 20.10 e seg.), e parece que a sua morte se deu pouco depois no monte Hor, sucedendo-lhe no cargo seu filho Eleazar, que, somente com Moisés presente, dirigiu o culto da sepultura (Nm 20.28). Teve Arão de sua mulher Eliseba quatro filhos. Dois deles, Nadabe e Abiú, pereceram pelo fogo do Senhor, ainda em vida de seu pai, pelo fato de terem oferecido um fogo estranho. o sumo sacerdócio continuou na descendência de Nadabe até ao tempo de Eli, que pertencia à casa de itamar. Quando Salomão subiu ao trono, tirou aos filhos de Eli o sumo sacerdócio, e deu-o a Zadoque da casa de Eleazar, cumprindo-se assim a profecia que vem no livro 1º de Samuel 2.30.

arado: o arado da Síria, empregado em todas aquelas regiões, era um instrumento muito simples, sendo tão leve que um homem podia facilmente conduzi-lo. Na verdade, algumas vezes não era mais do que um ramo de árvore, cortado abaixo da bifurcação, e usado sem rodas. Com uma máquina tão imperfeita, era impossível fazer mais do que raspar a superfície da terra. Mesmo aqueles arados, providos de relhas e de dentes, eram, e ainda hoje são, muito leves, obrigando o lavrador a apoiar-se neles com toda a sua força para que possam rasgar a terra (Lc 9.62). Algumas vezes a extremidade do cabeçalho era guarnecida de ferro, ficando de tal forma que as profecias de isaías (2.4) e de Joel (3.10) poderiam facilmente ser realizadas.

arade: fugitivo

aracy: Aurora, mãe do amanhecer

aramaico: A língua do povo de Arã. Ela propagou-se por toda parte, exerceu influência sobre o hebraico, sendo no tempo de Jesus Cristo a língua popular da Palestina. As conquistas dos árabes destruíram a posição que o aramaico conservava.

araci: Aurora, mãe do amanhecer

arabela: Altar formoso

arábia: Deserto. A primeira vez que se menciona esta região na Sagrada Escritura é quando se refere a Salomão, recebendo ouro de ‘todos os reis da Arábia’ (1 Rs 10.15, 2 Cr 9.14). Josafá recebeu dos seus habitantes 7.700 carneiros e 7.700 bodes (2 Cr 17.11). os árabes, guerreiros selvagens, foram contra Judá nos dias de Jeorão, saquearam a casa deste rei, e levaram as suas mulheres e os seus filhos; mas foram derrotados por Uzias (2 Cr 26.7 e 21.17). A Arábia e os príncipes de Quedar negociaram com Tiro, e alguns dos seus habitantes estiveram entre os ouvintes dos apóstolos no dia de Pentecoste (At 2.11). Paulo, depois de convertido, retirou-se para a Arábia (Gl 1.17), provavelmente aquela parte do deserto, perto de Damasco. Em Gl 4.25 a referência é à península do Sinai. A designação de Arábia, como está nas Escrituras, aplica-se geralmente à Arábia Petréia, formada pelo Sinai, iduméia, e região do monte Seir. Algumas vezes se faz referência ao país, chamando-lhe ‘oriente’ (Gn 10.30, 25.6, e 29.1). os mais antigos habitantes foram chamados horeus, por terem vivido em cavernas, mas foram desapossados pelos edomitas, israelitas e amalequitas. As principais tribos da Arábia Petréia, mencionadas na Bíblia, são os amalequitas, edomitas, horeus, ismaelitas, midianitas, moabitas e amonitas. os habitantes do norte da Arábia, ou Arábia deserta (oeste e norte da Arábia Petréia), pretendem descender de ismael e Quetura. os seus hábitos de pilhagem são diversas vezes mencionados no Antigo Testamento (2 Cr 21.16, 26.7; Jó 1.15; Jr 3.2). o seu comércio era considerável em mercadorias da Arábia e da india, desde as praias do Golfo Pérsico (Ez 27.20 a 24); ainda há, principiando neste ponto, uma cadeia de oásis no deserto, que são outras tantas estações de caravanas. A Arábia ocidental, que inclui a península do Sinai, foi povoada pelos descendentes de Esaú, e geralmente era conhecida por terra de Edom ou iduméia, bem como pelo seu mais antigo nome de Deserto de Seir ou Monte Seir. os idumeus descendem ao mesmo tempo de Esaú e ismael, pelo fato de ter casado aquele com a filha deste último (Gn 28.9 e 36.3). o principal Estado da antiga Arábia era o de iêmen, ao sudoeste da península. Era este o reino bíblico de Sabá, cuja rainha foi ouvir a sabedoria de Salomão (1 Rs 10). os árabes chamam-lhe Bilkis. outro importante reino foi o de Hija, que estava situado na parte superior do mar Vermelho, do qual foi Mudade (ou El-Mudade) um dos seus famosos dominadores. Segundo os árabes, casou ismael com uma filha do primeiro Mudade, de quem é descendente Adnã, antepassado de Maomé. os árabes modernos afirmam que a sua nação é predominantemente ismaelita. As tribos que pretendem ter a sua origem no abandonado filho de Abraão, sempre foram governadas por pequenos chefes ou principais da família (xeques ou emires), havendo, geralmente, seguido a vida patriarcal. Diz o falecido Edward Stanley Poole: ‘Pessoa alguma pode misturar-se com este povo sem constantemente e por força lembrar-se dos primeiros patriarcas ou dos já fixados israelitas. Podemos apresentar, por exemplo, a sua vida pastoril, a sua hospitalidade, o seu universal respeito pela idade (Lv 19.32), a sua deferência familiar (2 Rs 5.13), e a sua supersticiosa consideração pela barba. No sinete do anel, que se usa no dedo mínimo da mão direita, está usualmente gravada uma frase de submissão a Deus, ou da Sua perfeição, como ‘Santidade ao Senhor’ (Êx 39.30) e as palavras de Cristo ‘por sua vez certifica que Deus é verdadeiro’ (Jo 3.33). Como sinal de confiança este anel é dado a outra pessoa (como em Gn 41.42). o estojo de escrevedor que se usa no cinto é, também, muito antigo (Ez 9.2), assim como o véu. Um homem tem o direito de requerer o casamento com sua prima, e abandona esse direito, tirando o seu sapato, como fez o parente de Rute a Boaz (Rt 4.7,8).’ As especiarias, o incenso, e as pedras preciosas mencionadas nas Escrituras, como vindas da Arábia, eram provavelmente produtos das regiões meridionais, que ainda são célebres por estas produções. o Cristianismo foi implantado na Arábia do sul pelo fim do segundo século, e já cem anos mais tarde tinha feito grande progresso. Floresceu principalmente no iêmen, onde se edificaram muitas igrejas; mas o estabelecimento da religião maometana, tendo na verdade destruído as crenças pagãs, extinguiu também no país o Cristianismo.

arabá: A planície, o deserto. Arabá é esse profundo vale que forma a mais admirável característica da Palestina, e se estende, de ambos os lados do Jordão, desde acima do mar da Galiléia, ao norte, até ao Golfo Elanítico do mar Vermelho, constituindo uma das mais notáveis depressões na superfície do globo. A parte meridional deste vale irregular, e de uma maneira especial o sul do mar Morto, ainda tem o nome de Arabá, sendo particularmente interessante pelo fato de ter sido ali o teatro das peregrinações dos filhos de israel, depois que foram repelidos do sul da Terra Prometida. É, na maior parte, uma região pavorosamente desoladora, listrada de raríssima vegetação sob um sol ardente: ‘Terra seca e deserta, terra em que ninguém habita, nem passa por ela homem algum’ (Jr 51. 43). A palavra acha-se em Js 18.18; mas geralmente em lugar de Arabá vem o termo ‘planície’.

arabe: hebraico: emboscada

aará: Terceiro filho de Benjamim (1 Cr 8.1).

agripa: que nasceu com os pés para frente

aquisameque: hebraico: irmão auxiliador

aquior: Deus é luz

aquinoão: Deus é amável

aquitobe: meu irmão (Deus) é bom

aquimneleque: hebraico: irmão de um rei

aquimeleque: Deus é rei

aquiles: Aquele que possui lábios curtos e grossos

aquietar: Pôr ou tornar quieto, acalmar.

aqueduto: Quando se aproximava de Jerusalém o exército da Assíria, mandou Ezequias tapar o manancial superior das águas de Giom, fazendo-as correr por meio de um canal para o isso executado com o fim de garantir aos habitantes um suprimento de água, que seria desviado dos invasores. outras referências se fazem ‘do aqueduto do construído açude superior’, e também a outro, por ordem de Ezequias (2 Rs 18.17 - is 7.3 - 36.2 - e 2 Rs 20.20 - *veja, também, is 22.9,11). Existem ainda as ruínas de vários aquedutos, tendo sido um destes construído pelo rei Salomão para levar a Jerusalém a água, que vinha de uma distância de 24 km dos ‘poços de Salomão’, além de Belém.

aproximar: Pôr próximo, Tornar próximo,Achegar, Estabelecer relações, Relacionar, Unir, Ligar, Fazer chegar, Apressar, Efetuar um processo de aproximação.

aprigio: Caçador de javali

apupar: Vaia; grito de reprovação

aprisco: Curral de ovelhas

apreço: Estima

apregoar: Publicar; divulgar

apoucar: Reduzir(-se) a pouco ou a poucos; restringir(-se); tornar menor; diminuir; representar como de pouca importância; menosprezar

aprazer: Causar prazer; ser aprazível; agradar, deleitar.

aquimote: hebraico: irmão da morte

apoteótico: Glorioso.

apostolado: Missão de apóstolo

apostatar: Desertar (da fé), mudar (de religião ou de partido)

apostasia: Ato de desviar-se ou afastar-se do relacionamento com Deus.

apóstolo: Esta palavra significa mais do que ‘mensageiro’: a sua significado literal é a de ‘enviado’, dando a idéia de ser representada a pessoa que manda. o apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador. i. Nos Evangelhos. S. Lucas diz-nos que o nome apóstolos foi dado aos doze por Jesus Cristo (6.13), e em mais quatro passagens o emprega a respeito dos discípulos (9.10, 17.5, 22.14, 24.10). Em cada um dos outros Evangelhos o termo ocorre uma só vez (Mt 10.2 - Mc 6.30 - Jo 13.16). Nos Atos e Epístolas, especialmente nos escritos de S. Paulo, é freqüente. A razão é clara: Jesus chamou alguns ‘discípulos’ para, de perto, viverem com Ele e irem aprendendo a Palavra do Evangelho, mas sempre com o fim de enviá-los por toda parte como Seus representantes. Daqui se depreende que as idéias essenciais do apostolado devem ser compreendidas em todas as relações do Mestre com os doze, embora o nome pertença propriamente aos casos em que o discípulo vai numa missão a qualquer ponto, quer para tratar de serviços temporais durante a vida de Cristo, quer para sustentar a obra evangélica depois da Sua morte. A idéia vem expressa com verdadeiro conhecimento e precisão de frase em S. Marcos, quando ali se diz que ‘chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. Então designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar’ (Mc 3.13, 14). Na significação do verbo enviar está incluída a de apóstolo (grego apostello). o estudo primário da significação de ‘apóstolo’, com base nos Evangelhos, deve efetuar-se em volta destes três pontos: chamada, educação, missão. Basta indicar aqui algumas das feições de cada especialidade, como se acha na simples e primitiva narração do Evangelho de Marcos (a) A Chamada. o primeiro ato do ministério público de Jesus Cristo é a chamada de Simão e André, Tiago e João, para a Sua companhia, a fim de fazer deles ‘pescadores de homens’ Mc 1.16 a 20). Uma estranha autoridade se nota na maneira de chamar, correspondendo-lhe uma resposta imediata: estas características aparecem na posterior chamada de Levi (2.14), e mesmo na nomeação dos doze (3.13 a 19). Não é o caso de uma adesão gradual a qualquer doutrina nova, a algum novo Mestre: é o próprio Jesus que, para os fins da Sua missão, toma a iniciativa. (b) A Educação. Na primeira parte do Evangelho são os discípulos testemunhas e companheiros de Jesus no Seu ministério público, mas ali se menciona uma direta instrução do seu Mestre (4.10 a 25,35 a 41 - 6.7 a 11,31,47 a 52 - 8.14 a 21). Todavia, a sua convivência com Jesus já habilitou Pedro, como que falando por todos, a fazer a grande confissão: ‘Tu és o Cristo’ (8.29), confissão seguida da predição de Cristo, três vezes repetida, com respeito à Sua paixão (8.31, 9.31, 10.33), proporcionando-lhes, entrementes, lições sobre renúncia, humildade, e serviço. o que se pode depreender do que se lê em S. Marcos é que desde o tempo do ministério da Galiléia, e depois de terem saído desta província, Jesus consagrou-Se cada vez mais à instrução e educação dos doze. Esta conclusão é sustentada, com muitos pormenores adicionais, por S. Mateus e S. Lucas, e confirmada pelo maravilhoso discurso de Jesus (Jo 13 a 17). (c) A Missão. A missão temporária, de que se fala em Mc 6.7 a 13, ainda que, pelo que sabe-mos, não se acha repetida, pode ser considerada como típica. insiste-se na simplicidade do abastecimento, como sendo de grande conveniência para concentração em trabalho urgente. Esta confiança é, também, acentuada no grande discurso que vem em Mt 10 geia-se Lc 10.1 a 24 sobre a missão dos setenta). os discípulos são revestidos de autoridade por Jesus, e na sua volta referem ao Mestre tudo o que tinham feito e ensinado. ii. Nos Atos e Epístolas. A suprema autoridade dos apóstolos, na igreja Primitiva, acha-se indicada em At 1.1 a 11, e manifesta-se por todo o livro. Com a escolha de Matias para o lugar que Judas deixou pela sua traição, ficou completo o círculo dos doze. Este fato nos mostra que, para o apostolado, era essencialmente requerido que o eleito tivesse sido companheiro de Jesus desde o Seu batismo até à ascensão. Mas pelas exigências da igreja, que tomou logo grande desenvolvimento, e pela livre concessão do Espírito Santo, deixaram de ter aquela estreiteza os limites do apostolado. Por ato da igreja de Antioquia (At 13.1 a 3), Barnabé e Saulo foram constituídos apóstolos: é-lhes conferido esse titulo, em 14.4, 14. Paulo não somente reclama com firmeza aquela qualidade (Rm 1.1 - 1 Co 1.1 - 2 Co 1.1, etc. - 1 Co 9.1 - 2 Co 11.5 - Gl 1.1, etc.), mas associa com ele a Barnabé (Gl 2.9 - 2 Co 9.5,6). É provável que Paulo queira, também, aplicar aquele termo a Tiago, o irmão do Senhor (1 Co 9.5 - 15.7 - Gl 1.19), a Silvano (1 Ts 2.6) - e mesmo a cristãos tão pouco conhecidos na história como Andrônico e Júnias (Rm 16.7). Mas esta extensão do círculo apostólico foi limitada por uma condição essencial: um apóstolo devia ter visto o Senhor (1 Co 9.1), para poder testemunhar logo o objeto da fé da igreja, Cristo ressuscitado (1 Co 15.8). Além disto, devia haver nele uma clara consciência da chamada divina e sua nomeação (Rm 1.1 - 1 Co 1.1, etc) e, servindo ao Senhor, os sinais de um apóstolo (2 Co 12.12 - 1 Co 9.2), etc. É em virtude destas combinadas aptidões que os apóstolos se acham primeiramente na ordem dos dons, que Deus concedeu à Sua igreja (1 Co 12.28 - Ef 4.11). Eles conservavam-se numa relação espiritual com Jesus Cristo, que os fez depositários e autorizados pregadores da Sua Palavra (2 Pe 3.2, e repetidas vezes nos escritores da primitiva igreja: cf. Ef 2.20 e Ap 21.14). Em conformidade com isto, a prova da apostolicidade foi mais tarde requerida nos escritos, que por fim fizeram parte do Cânon do Novo Testamento.

abimeleque: Meleque (rei) é pai. 1. Reide Gerar no tempo de Abraão (Gn 20.2), o qual levou Sara para o seu harém. Todavia, avisado por Deus, num sonho, a respeito da sua leviana ofensa, restituiu Sara, e fez uma aliança de paz com Abraão em Berseba. 2. outro rei de Gerar, em tempos de isaque (Gn 26), o qual procedeu com Rebeca como o seu antecessor a respeito de Sara. Depois de uma disputa acerca de poços, o que freqüentemente acontece nos lugares áridos, Abimeleque e isaque ficaram amigos. 3. Filho de Gideão (Jz 8.31). Depois da morte de seu pai, assassinou os seus setenta irmãos, à exceção de Jotão, que se havia escondido. Então, por influência dos irmãos de sua mãe (era ela siquemita), foi eleito rei de Siquém, que se tornou um estado independente de israel. Três anos mais tarde houve uma rebelião na cidade, na ausência de Abimeleque, a qual foi reprimida por Zebul, o governador, que expulsou Gaal, o chefe da sedição, e destruiu totalmente a cidade, espalhando sal sobre as suas ruínas. No ataque de Tebes uma mulher arremessou uma pedra de moinho à cabeça de Abimeleque (Jz 9.53, 54; 2 Sm 11.21), e ele, para escapar à vergonha de ser morto por uma mulher, ordenou ao seu escudeiro que o matasse. 4. Filho de Abiatar, sumo sacerdote no tempo de Davi (1 Cr 18.16); em 2 Sm 8.17 é chamado Abimeleque, que, segundo 1 Sm 22.20, etc., não era filho, mas pai de Abiatar. Parece haver alguma confusão nas narrações, o que influi na referência que se faz em S. Marcos 2.26. 5. No título do Salmo 34 é este nome dado a Aquis, rei de Gate (1 Sm 21.10 a 15).

amorreus: Habitantes das montanhas, serranos. os amorreus ocupavam um lugar importante entre os povos que possuíam a terra de Canaã antes de ser conquistada pelos israelitas. Parece que, primeiramente, fizeram parte da grande confederação dos descendentes de Canaã (Gn 10.16). Mas no espaço que decorreu entre a ida de Jacó para o Egito e o Êxodo eles tinham-se separado dos cananeus, estabelecendo-se fortemente em Jerusalém, Hebrom, e outros lugares importantes ao sul da Palestina - também atravessaram o Jordão, e fundaram os reinos, governados por Seom e ogue (*veja Am 2.9,10). Seom recusou aos israelitas passagem pelo seu território, e saiu a combatê-los - mas foi o seu exército derrotado inteiramente (Nm 21 - Dt 2). Mais tarde, encontramos os cinco chefes ou reis dos amorreus disputando a Josué o território ao ocidente do rio Jordão (Js 10). o povo amorreu mostrou sempre ser gente audaciosa, revelando caráter de guerreiros montanheses. Nada se sabe da sua história depois da conquista de Canaã pelos israelitas.

apolônia: que pertence a Apolo

apologia: Discurso para justificar, defender ou louvar.

apolônio: consagrado a Apolo

apolönio: consagrado a Apolo

apolo: Eloqüente judeu de Alexandria, que veio a Éfeso durante a ausência de S. Paulo, sendo aí mais perfeitamente instruído na doutrina de Jesus Cristo por Áqüila e Priscila. Por conselho destes foi a Corinto, onde foi bem sucedido no seu trabalho, especialmente nas discussões com os judeus (At 18.24 a 28). Quando Paulo escreveu a sua primeira epístola aos Coríntios, a igreja de Corinto estava dividida em diversas parcialidades - uns cristãos eram do partido de Apolo em oposição a outros que arrogavam a si próprios os nomes de Paulo, de Cefas, e de Cristo (1 Co 1.12 - 3.4 a 6, 22 - 4.6). Apolo não era, de modo algum, responsável por aquele cisma, pois é certo que Paulo tinha inteira confiança nele (1 Co 16.12). A não ser a referência que lhe é feita em Tito 3.13, nada mais se sabe a seu respeito.

apoliom: destruidor - anjo do abismo

apolinario: Deus da procriação na mitologia greco-romana

apoderar: Tomar posse, Apossar

apócrifos (livros): Livros não canônicos. l. A palavra Apócrifo significa oculto, e com toda probabilidade foi o termo primitivamente empregado por certas seitas a respeito de livros seus, que eram guardados para seu próprio uso. o termo Apócrifo é, agora, restritivo aos livros não canônicos. Posteriormente, a palavra apócrifo era aplicada aos livros espúrios. 2. os livne apócrifos do A.T. Estes não faziam parte do Cânon hebraico, mas todos eram mais ou menos aeeitos pelos judeus de Alexandria que liam o grego, e pelos de outros lugares - e alguns são citados no Talmude. Esses livros, à exceção de 2 Esdras, Eelesiistico, Judite, To-bias, e 1 dos Macabeus, foram primeiramente escritos em grego, mas o seu conteíído varia em diferentes coleções. Eis os livros apócrifos pela sua ordem usual: i (ou iii) de Esdras: Trata dos fatos históricos desde o tempo de Josias até Esdras, sendo a maior parte da matéria tirada dos livros das Crônieas, de Esdras, e de Neemias. Foi escrito talvez no 1< - século a. C. ii (ou iV) de Eedrae: Uma série de visões e profecias, especialmente apocalípticas, que Esdras anunciou. É dos fins do 1º século d.C. Tobiar: Uma narrativa lendária, interessante pelo conheeimento dos eostumes dos antigos tempos de Aicar. Cerca do princípio do 2º sé-culo a.C. Judite: Uma história a respeito de serem liber-tados os judeus do poder de Holofernes, general persa, pela coragem da heroína Judite. Foi escrito cerca de meados do segundo século a.C. Ester: Capítulos adicionados à obra canônica. É, talvez, do segundo século a.C. Sabedoria de Salomão: Livro escrito um pouco no estilo do livro dos Provérbios, sendo precioso por estabelecer o contraste entre a verdadeira sabedoria e o paganismo. A DATA do seu aparecimento deve ser entre o ano 50 a.C. e 10 d. C. Eclesiástico, ou Sabedoria de Jesus, filho de Siraque: É uma coleção de ditos prudentes e judiciosos em forma muito semelhante ao livro dos Provérbios. Foi escrito primitivamente em hebraico, cerca do ano 180 a 175 a. C., e traduzido em grego depois de 132 a.C. A maior parte do original hebraico foi descoberta nos anos 1896 a 1900. Baruque: Uma pretensa profecia feita por Baruque na Babilônia, com uma epístola ao mesmo Baruque por Jeremias. Provavelmente é um escrito do segundo século a.C. Adição à História de Daniel, isto é, (a) o Cântico dos três jovens (Benedicite, com uma introdução) - (b) a História de Susana, representando Daniel como justo juiz - (c) Bel e o Dragão, em que Daniel mostra a loucura do paganismo. Há pouca base para determinar a DATA destas adições. oração de Manassés, rei de Judá, no seu cativeiro da Babilônia. A DATA é desconhecida. Primeiro Livro dos Macabeus, narrando os fatos da revolta macabeana que se deu do ano 167 em diante (a.C.). Foi escrito cerca do ano 80 a.C. Segundo Livro dos Macabeus, assunto semelhante, porém mais legendário, e homilético. Foi escrito um pouco depois do primeiro. Há também, o Terceiro Livro dos Macabeus, que é, segundo parece, uma história fictícia do ano 217 a. C., tratando das relações do rei egípcio, Ptolomeu iV, com os judeus da Palestina e Alexandria. DATA incerta, mas antes de 70d. C. Existe ainda o Quarto Livro dos Macabeu, que é um ensaio homilético, feito por um judeu de Alexandria, conhecedor da escola estóica, sobre a matéria contida no 2º livro dos Macabeus. É, talvez, do 1º século d. C. Ainda que os livros apócrifos estejam compreendidos na versão dos Setenta, nenhuma citação certa se faz deles no Novo Testamento. É verdade que os Pais muitas vezes os citaram isoladamente, como se fossem Escritura Sagrada, mas, na argumentação, eles distinguiam os apócrifos dos livros canônicos. S. Jerônimo, em particular, no fim do 4º século, fez entre estes livros uma claríssima distinção. Para defender-se de ter limitado a sua tradução latina aos livros do Cânon hebraico, ele disse: ‘Qualquer livro além destes deve ser contado entre os apócrifos.’ Sto. Agostinho, porém (354-430 d.C.), que não sabia hebraico, juntava os apócrifos com os canônicos como para os diferençar dos livros heréticos. infelizmente, prevaleceram as idéias deste escritor, e ficaram os livros apócrifos na edição oficial (a Vulgata) da igreja de Roma. o Concilio de Trento, 1546, aceitou ‘todos os livros... com igual sentimento e reverência’, e anatematizou os que não os consideravam de igual modo. A igreja Anglicana, pelo tempo da Reforma, nos seus trinta e nove artigos (1563 e 1571), seguiu precisamente a maneira de ver de S. Jerônimo, não julgando os apócrifos como livros das Santas Escrituras, mas aconselhando a sua leitura ‘para exemplo de vida e instrução de costumes’. 3. Livros Pseudo-epígrafos. Nenhum artigo sobre os livros apócrifos pode omitir estes inteiramente, porque de ano para ano está sendo mais compreendida a sua importância. Chamam-se Pseudo-epígrafos, porque se apresentam como escritos pelos santos do Antigo Testamento. Eles são amplamente apocalípticos - e representam esperanças e expectativas que não produziram boa influência no primitivo Cristianismo. Entre eles podem mencionar-se o Livro de Enoque (etiópico), que é citado em Judas 14. Atribuem-se várias datas, pelos últimos dois séculos antes da era cristã. os Segredos de Enoque (eslavo), livro escrito por um judeu helenista, ortodoxo, na primeira metade do primeiro século d. C. o Livro dos Jubileus (dos israelitas), ou o Pequeno Gênesis, tratando de particularidades do Gênesis de uma forma imaginária e legendária, escrito por um fariseu entre os anos 135 e 105 a.C. os Testamentos dos Doze Patriarcas: é este livro um alto modelo de ensino moral. Pensa-se que o original hebraico foi composto nos anos 109 a 107 a. C., e a tradução grega, em que a obra chegou até nós, foi feita antes de 50 d. C. os oráculos Sibilinos, Livros iii-V, descrições poéticas das condições passadas e futuras dos judeus - a parte mais antiga é colocada cerca do ano 140 a. C., sendo a porção mais moderna do ano 80 da nossa era, pouco mais ou menos. os Salmos de Salomão, entre 70 e 40 a. C. As odes de Salomão, cerca do ano 100 da nossa era, são, provavelmente, escritos cristãos. o Apocalipse Siríaco de Baruque (2 Baruq

apio: latim: nome de uma cidade da Itália

apokálypsis: A preposição grega apó indica um movimento de afastamento ou retirada de algo que está na parte externa de um objeto. Assim é usada em Mt 5,29: "Caso o teu olho direito te leve a pecar, arranca-o e lança-o para longe de ti (apó sou)". Em hebraico, o verbo gâlâh é usado com o significado de "despir", "descobrir", "revelar", "desvelar". Ex 20,26 diz: "Nem subirás o degrau do meu altar, para que não se descubra (thigâleh) a tua nudez". E 1Sm 2,27: "Um homem de Deus veio a Eli e lhe disse: 'Assim diz Iahweh. Eis que me revelei (nighlêthî) à casa de teu pai...'". Dn 2,29 usa o verbo gâlâh para a revelação do que deve acontecer: "Enquanto estavas sobre o teu leito, ó rei, acorriam-te os pensamentos sobre o que deveria acontecer no futuro, e aquele que revela (weghâlê') os mistérios te deu a conhecer o que deve acontecer". LXX traduz o verbo gâlâh pelo grego apokalýptô, que significa "descobrir", "revelar", "desvelar", "retirar o véu". O NT usa o mesmo verbo neste sentido. Mt 10,26, por exemplo: "Não tenhais medo deles, portanto. Pois nada há de encoberto que não venha a ser descoberto (apokalyfthêsetai)". Ou Lc 10,22: "Tudo me foi entregue por meu Pai e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, e quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar (apokalýpsai)". Deste verbo deriva o substantivo feminino grego apokálypsis, "revelação", "apocalipse". Em Gl 2,2 Paulo diz a propósito de sua ida a Jerusalém: "Subi em virtude de uma revelação (apokálypsin)...". E o livro do Apocalipse começa assim: "Revelação (apokálypsis) de Jesus Cristo...".

aplacar: tranqüilo; suave

aphonso: Guerreiro pronto para o combate

apocalipse: o livro da Revelação. Chama-se assim o último livro da Bíblia pelo fato de conter as proféticas doutrinas reveladas ao autor por Jesus Cristo. A sua autoria é, pelo próprio livro, atribuída a João (1.1,4,9 - 22.8). Foi o servo de Jesus Cristo (1.1), ‘o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo’ (1.2). A igreja Primitiva, num testemunho quase universal, diz que o autor do Apocalipse é o Apóstolo João, filho de Zebedeu, o mesmo que escreveu o quarto Evangelho. Com respeito à DATA do livro, é muito discutido. A questão principal é saber se o desterro de João para Patmos, pequena ilha do mar Egeu, aconteceu quando Nero era imperador de Roma (64 a 68 A.D.), ou no tempo do imperador Domiciano (81 a 96). Este livro é do mesmo caráter profético, que distingue os livros de Daniel e Ezequiel. Esta literatura apocalíptica teve sempre por fim animar e estimular o povo judeu, em tempos de desgraça nacional, com a certeza de um futuro glorioso pela vitória do Libertador de israel que havia tanto tempo se esperava. o conteúdo pode ser dividido da maneira seguinte: A primeira parte (1 a 3) refere-se ‘às coisas que são’, e compreende uma visão preparatória das perfeições divinas, a simpatia do Redentor para com os homens, e também as epístolas aos ‘anjos’, que são personificações do espírito de cada uma das sete igrejas. Cada uma destas cartas ou epístolas consta de três partes: (1) a introdução, que se refere sempre a alguns dos atributos Daquele que fala à igreja, tomados da visão precedente, e nos quais se observa uma ordem progressiva e uma adaptação ao sentido geral da epístola que segue - (2) uma descrição das características da igreja com a conveniente animação, admoestação e censura - (3) e as promessas de uma recompensa aos que vencerem, promessas que são feitas a todas as igrejas. A parte restante do livro (4 a 22) compreende a profecia do ‘que deve acontecer depois destas coisas’. Há uma série de visões que mostram, por meio de imagens simbólicas e linguagem figurada, os conflitos e sofrimentos do povo de Deus, e a ação da Providência sobre os perseguidores dos fiéis. E conclui, apresentando a queda da mística Babilônia, que é a figura do erro, e mostrando a triunfante Nova Jerusalém, a igreja aperfeiçoada. Toda a matéria do livro pode, também, dividir-se em sete partes, não contando com o prólogo, que compreende os oito primeiros versículos do cap. 1º: l. As sete epístolas às sete igrejas (1 a 3) - 2. os sete selos (4.1 a 8.1) - 3. As sete trombetas ressonantes (8.2 a 11) - 4. As sete figuras místicas: a mulher vestida do sol, o dragão vermelho, o varão criança, a primeira besta que saiu do mar, a segunda besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião, o Filho do Homem sobre a nuvem - 5. o derramamento das sete taças (15,16) - 6. A aniquilação dos inimigos da igreja (17-20) - 7. As glórias da Cidade Santa, a Nova Jerusalém (21 a 22.5) - 7. Epilogo (22.6 a 21). A interpretação das profecias tem sido assunto para grandes discussões. As diferentes teorias podem ser dispostas em quatro parágrafos: (1) A interpretação preterista, que diz terem tido as profecias do Apocalipse o seu cumprimento na primeira idade da igreja. os críticos do sistema preterista afirmam que uma grande parte do livro refere-se ao tempo da perseguição de Nero e da rebelião judaica. os sete reis de que fala o v. 10 do cap. 17 significam os imperadores Augusto, Tibério, Gaio Calígula, Cláudio, Nero, Galba e oto. o que se diz em 13.18 com respeito ao número da besta, 666, corresponde, segundo este sistema de interpretação, ao valor numérico das letras hebraicas nas palavras Nero César. g) A escola histórica de expositores considera estas profecias como um delineamento dos grandes acontecimentos da história do mundo, ou da igreja, desde os tempos apostólicos até ao fim do mundo. (3) A escola futurista sustenta que a maior parte desta série de profecias, ou todas elas, dizem respeito a acontecimentos, que se realizarão um pouco antes da segunda vinda de Cristo. o anticristo, ou a besta apocalíptica é, segundo esta teoria, um infiel em pessoa, que reinará sobre toda a extensão do velho império Romano, e perseguirá triunfantemente os santos pelo espaço somente de três anos e meio, vindo depois Cristo destruir aquele ímpio poderoso. (4) o quarto sistema de interpretação, com o nome de espiritual ou ideal, considera o Apocalipse uma manifestação pitoresca de grandiosos princípios em constante conflito, embora sob várias formas, e de caráter eclético. É importante observar a correspondência de linguagem, em certas expressões, entre o Evangelho de João e o Apocalipse: i. A aplicação do título ‘Verbo de Deus’ a Jesus (19.13). Este nome ‘o verbo’ aparece somente no Novo Testamento, nos escritos de João: *veja Jo 1.1 e 1 Jo 1.1. ii. A idéia de designar pelo nome de Cordeiro o Redentor da Humanidade ocorre vinte e cinco vezes no livro do Apocalipse, e também em Jo 1.29, 36. iii. o uso do termo vencer, no sentido de destruir o mal do mundo, repetidas vezes se nota nas cartas às sete igrejas (2,3, e também em 12.11 e 15.2, e 17.14 e 21.7 - *veja 1 Jo 2.13, 14 e 4.4 e 5.4,5). iV. o termo ‘verdadeiro’ no sentido de real, genuíno, em oposição a fictício acha-se treze vezes no Evangelho e Epístolas, e dez vezes no Apocalipse (*veja 3.7 e 19.11 - Jo 1.14 e 15.1 - e 1 Jo 5.20). *veja A expressão ‘quantos o traspassaram’ (1.7) acha-se somente em Jo 19.37, e está em relação com a passagem de Zacarias, 12.10, cuja tradução difere da dos Setenta. Vi. A excelente idéia de João no Evangelho, expressa pelo nome e correspondente verbo grego, que se acham traduzidos pelas palavras ‘testemunho’, ‘testificar’, no sentido de declaração respeitante a Jesus Cristo, e de uma profissão pública de crença, encontra-se também de modo proeminente no Apocalipse (*veja 1.2,9 e 6.9, e 12.11, 17, e 19.10, e 20.4 e 22.18, 20).

apetecer: desejar; pretender

apercebido: Notar; perceber

apelação: Ato ou efeito de apelar, recurso.

apeles: aprovados em Cristo

apedrejamento: Entre os judeus era o apedrejamento método usual da execução da pena de morte. Qualquer crime que merecesse a morte, exceto se a lei estabelecesse expressamente outra forma, era punido com o apedrejamento. As testemunhas deviam arremessar as primeiras pedras (Dt 17.7). Eis algumas referências do A.T. a esse costume: Êx 8.26 - 19.13 - 21.28 a 32 - Lv 20.2, 10, 27 - Dt 13.5, 10 - 1 Rs 21.10. Nas referências do N.T. o apedrejamento é, não somente, uma punição legal, mas também um ato de violência da população (Lc 13.34 - Jo 8.5 - 10.31 a 33 - At 5.26 - 7.58, 59 - 14.19).

apear: Descer da montaria

apáticos: Que tem apatia (estado de insensibilidade; impassibilidade, indiferença).

apatia: Falta de energia; indiferença; insensibilidade

apartados: Desviados do caminho; afastados.

aparicio: Uma homenagem à aparição da Virgem Maria

aparecido: Uma homenagem à aparição da Virgem Maria

apaim: face - presença

aolibana: hebraico: a minha tenda está no lugar

aolibama: meu tabernáculo

aoliba: minha tenda está nela

aoliabe: a tenda de meu pai

aolá: a tenda dela

aoita: hebraico: amado do Senhor ou irmão do Senhor

aoi: hebraico: calor

aode: glória

aoá: irmão do junco

aparecida: Uma homenagem à aparição da Virgem Maria

anunciacao: Mensageira

anuir: Dar consentimento; aprovação

anulou: Reduziu a nada; invalidou, destruiu, eliminou.

anube: ligado juntamente

antotija: hebraico: resposta do Senhor

antotias: orações respondidas pelo Senhor

anunciar: Divulgar, Fazer conhecer, Levar o conhecimento a mais pessoas. Anunciar a Jesus Cristo, dar conhecimento de suas palavras.

antonieta: Aquela que está na vanguarda, inestimável

antonia(o): latim: inestimável, que não tem preço; grego: o que enfrenta inimigo.

antitético: Que contém antítese.

antítese: Oposição entre idéias ou palavras; contrário.

antipatride: grego: que pertence a Antipater

antipatris: grego: que pertence a Antipater, ou contra o pai

antípatro: o retrato do pai

antonio: Aquele que está na vanguarda, inestimável

antiparo: hebraico: igual ao pai

antioquia: Havia duas importantes cidades com este nome. (1) Antioquia da Síria. Nenhuma cidade, depois de Jerusalém, está em tão íntima conexão com a primitiva história do Cristianismo como Antioquia da Síria. os cristãos que tiveram de sair de Jerusalém, depois da morte de Estêvão, pregaram o Evangelho em Antioquia. Foi neste lugar que Paulo censurou a Pedro por se ter conduzido, contrariamente ao que devia ser, conforme as razões dos emissários de Jerusalém (Gl 2.11,12). Ali foi fundada a primeira igreja gentílica (At 11.20,21) - ali, pela primeira vez, se chamaram cristãos os discípulos de Jesus Cristo - ali praticou S. Paulo o sistemático trabalho ministerial - e deste lugar partiu ele para realizar a sua primeira viagem missionária, e voltou. E depois do Concílio Apostólico (cujas resoluções foram especialmente dirigidas aos convertidos dentre os gentios, em Antioquia, At 15.23), iniciou o Apóstolo, nesta mesma cidade, a sua segunda viagem missionária, voltando ao mesmo lugar - e daqui outra vez partiu, efetuando a terceira viagem, que terminou com a sua prisão em Jerusalém e Cesaréia. Esta famosa cidade de Antioquia fora fundada no ano de 300 a.C. os judeus aí se estabeleceram, logo de início, em grande número, e eram governados pelo seu próprio chefe, sendo-lhes permitido ter os mesmos privilégios políticos de que gozavam os gregos. É, certamente, esta a Antioquia do período romano, da qual se trata no Novo Testamento. os cidadãos tornaram-se notáveis pela sua maneira rude de tratar as questões e pela invenção de alcunhas. o nome de ‘cristãos’ foi, talvez, dado por escárnio aos discípulos do Divino Mestre. Existia ali perto Dafne, o célebre santuário de Apolo. A moderna Antakia é uma miserável e reduzida povoação. (2) Antioquia de Pisídia acha-se mencionada em At 13 e14, e em 2Tm 3.11. Tudooqueagora resta dessa terra são ruínas, sendo algumas delas importantes, como as de um templo, de um teatro, de uma igreja, e de um belo aqueduto. A pregação de Paulo na sinagoga de Antioquia produziu a conversão de um grande número de gentios - e este fato irritou de tal maneira os judeus, que eles fizeram grande oposição ao Apóstolo, que por isso foi obrigado a sair dali para icônio e depois para Listra. Voltando de Listra, foi de novo S.Paulo a Antioquia com o fim de confirmar na fé os convertidos. Deram-se estes acontecimentos por ocasião da primeira viagem missionária, indo S.Barnabé na companhia de S.Paulo. As palavras de 2 Tm 3.10,11 mostram que Timóteo estava bem informado sobre o que o Apóstolo sofrera durante a sua primeira visita a Antioquia da Pisídia.

amasai: Portador de carga. 1. *veja 1 Cr 6.25. 2. Chefe dos homens de Judá e Benjamim, que se juntaram a Davi em Ziclague - talvez o mesmo que Amasa (1) (1 Cr 12.18). 3. Um sacerdote que tocava a trombeta diante da arca, quando Davi a levou da casa de obede-Edom (1 Cr 15.24). 4. Um levita mencionado em 2 Cr 29.12.

antioco: o nome de Antíoco não se encontra nas Escrituras, mas há várias referências aos monarcas desta designação. Antíoco ii é um dos reis a que se refere Daniel 11.6: ‘Mas, ao cabo de anos, eles se aliarão um com o outro.’ Era rei da Síria, e estivera em guerra com o rei do Egito (Ptolomeu Filadelfo). Foi feita a paz no ano 250 a.C. : Ptolomeu, ‘o rei do Sul’, deu em casamento sua filha Berenice a Antíoco, ‘o rei do Norte’, que se separou da sua primeira mulher Laudice. Quando morreu Ptolomeu (247 a.C.), Laudice e seus filhos foram de novo chamados à corte. E ‘não pôde Berenice conservar o poder’, pois Laudice envenenou Antíoco, que ‘tinha sustentado’ aquela sua rival, e mandou matar a ela e a seu filho (Dn 11.6). Depois da morte de Antíoco, procurou vingar-se Ptolomeu Emergetes, irmão de Berenice, (‘um renovo da linhagem dela’) da morte desta sua irmã, invadindo a Síria: nesta invasão foi morta Laudice, e seu filho expulso do trono por algum tempo, sendo todo o país saqueado (Dn 11.7 a 9). Continuaram as hostilidades por muitos anos, e um neto de Antíoco ameaçou lançar por terra o poder do Egito (Dn 11.9,10). Antíoco iii, rei da Síria, apelidado o Grande, era neto de Antíoco ii. Ele uniu-se a Filipe iii da Macedônia com o fim de conquistar e dividir os domínios egípcios. Algumas facções dos judeus abraçaram a mesma causa (Dn 11.14). Todavia, Antíoco e Filipe foram obrigados, por causa de perturbações nos seus países, a desistir da sua empresa, resultando desse fato assenhorear-se de Jerusalém o rei do Egito e recuperar o território que havia perdido. No ano 198 a.C., reapareceu Antíoco em campo e aprisionou Scopas e suas tropas que se tinham refugiado em Sidom (Dn 11.15). os judeus receberam Antíoco como seu libertador, e ele permaneceu ‘na terra gloriosa, e tudo estará em suas mãos’ (Dn 11.16). Mais tarde deu Antíoco em casamento sua filha Cleópatra a Ptolomeu Epifânio, rei do Egito, e por seu dote as províncias de Fenícia - porém ela favoreceu mais os interesses de seu marido do que os de seu pai. Em 187 a.C. atacou Antíoco o templo de Belos em Elimais, sendo assassinado pelo povo que acorreu em defesa do seu santuário. Deste modo ele tropeçou, caiu, e não foi encontrado (Dn 11.19). Com respeito aos judeus, Antíoco não somente lhes deu inteira liberdade de culto, mas também fez ricas doações ao templo, favorecendo muito os sacerdotes. Apreciando a fidelidade dos judeus, transportou 2.000 famílias israelitas da Mesopotâmia para a Lídia e Frígia, para assim desfazer as tendências revolucionárias que se tinham manifestado nestas províncias. Antíoco iV, Epifânio, rei da Síria, filho mais novo do precedente. Seleuco, o filho mais velho, foi morto por Heliodoro, que usurpou a coroa. Antíoco expulsou este último, obtendo ele próprio ‘o reino com intrigas’, com exclusão de Demétrio, o filho de Seleuco (Dn 11.21). Depois disto promoveu quatro felizes campanhas contra o Egito, sendo evitada a completa conquista do país pela intervenção dos romanos (Dn 11.24). Este rei foi perdulário nas suas despesas, e as condições da Palestina durante o seu reinado foram de turbulência. Quando na sua segunda campanha (170 a.C.) ele voltou do Egito, assaltou Jerusalém, saqueou o templo, ordenando uma terrível carnificina. Dois anos mais tarde, ocupou a cidade e a fortificou. o templo foi profanado, e proibida a observância da lei. Foi feito um sacrifício no Lugar Santo a Júpiter olimpo (Dn 11.29, 30,31). Matatias e seus filhos organizaram a resistência ‘ajudados com pequeno socorro’ (Dn 11.34), mantendo deste modo intatos a fé e o nome de israel. Entretanto, Antíoco voltou as armas para o oriente (Dn 11.44). Em vão tentou saquear o rico templo de Nanéia (talvez com ‘o desejo de mulheres’ Dn 11.37), em Elimais. Por fim chegou ao termo da sua vida no ano 164 a.C., sem socorro de qualquer pessoa (Dn 11.45). Grande proeminência se dá no livro de Daniel ao reinado de Antíoco iV. Sem consideração alguma pelos deuses de seus pais (Dn 11.37), ele era incapaz de apreciar o valor da religião das outras pessoas - e tornou-se, assim, o símbolo dos inimigos de Deus (Dn 11.36,37). Pelos judeus era ele considerado como uma figura do anticristo, resistindo com todo o seu poder a tudo que era divino.

antigo testamento: o título. É difícil resolver se ‘Pacto’ ou ‘Testamento’ representa exatamente a palavra ‘diatheke’ na frase ‘he kaine diatkeke’ em Lc 22.20 - 1 Co 11.25 (cp. com Hb 9.15). o que parece é que a palavra hebraica ‘berith’ significa propriamente um pacto, uma aliança, quer entre homem e homem (Gn 31.44), quer entre Deus e o homem (Gn 15.18 - Êx 19.5 - Jr 31.31). Pela expressão Antigo Testamento compreendemos os livros do original hebraico, pela ordem, geralmente falando, da tradução grega dos Setenta. Porquanto a nossa Bíblia separa cuidadosamente dos livros canônicos, aos quais somente costumamos chamar o A.T., os outros livros, que denominamos apócrifos. (*veja Apócrifos.) A ordem hebraica, porém, é diferente da nossa. É constituída de três partes: primeiramente a Lei, isto é, o Pentateuco - em segundo lugar os Primeiros e últimos Profetas, sendo os primeiros os livros de Josué, Juízes, 1º e 2º de Samuel, e 1º e 2º dos Reis - e os últimos os profetas maiores, isaías, Jeremias, Ezequiel, e o Livro dos Doze, isto é, os profetas menores - em terceiro lugar, os Escritos, isto é, os três Livros Poéticos (Salmos, Provérbios, Jó), os Cinco Volumes ou Rolos (Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester) - Daniel, Esdras, Neemias, e o 1º e 2º das Crônicas. A base sobre a qual se apóia esta disposição parece ser a ordem em que foram recebidos os diversos livros no Cânon das Escrituras. (*veja Cânon.) É importante chamar a atenção para o fato de que o atual texto da Bíblia hebraica é aquele que foi aceito pelos escritores massoréticos (assim são chamados) dos séculos iX e X (d.C.). Eram estes uns judeus eruditos que se ocupavam das letras e vogais da língua hebraica, fixando estas, tanto quanto possível pela tradição (Massorá), que tinha vindo até eles. Por uma comparação com certa prova, e mais antiga, (tal como o Talmude do V e Vi séculos, a Vulgata de S.Jerônimo do ano 390 aproximadamente, o Misná do terceiro século, as citações dos Pais e do N.T., e mesmo as dos escritores Josefo e Filo) podemos perceber que o texto do A.T., fixado pelos massoretas, era praticamente idêntico ao que corria no princípio do primeiro século da nossa era. Desde esse tempo, pelo menos, parece que os judeus o haviam conservado com escrupulosa fidelidade. Devemos recordar que o A.T. é, essencialmente, uma narrativa do modo como Deus preparou um povo, que devia ser o depositário da Sua completa revelação. o método empregado não é aquele que teríamos imaginado, e talvez só agora compreendemos o que era em grande parte esse método. Porquanto nos parece que Deus não somente instruiu o povo de israel, mas também preparou o meio em que ele devia ser ensinado. Quanto a Abraão e aos seus descendentes imediatos, devem eles ter bebido a ciência babilônica e arábica. Moisés era um homem que tinha a instrução de um egípcio. Tendo sido ele educado na corte de Faraó, não devia ter ignorado a escrita cunciforme da Babilônia. Quando os israelitas se estabeleceram na Palestina, estiveram, para seu bem ou para seu mal, em contato com a cultura cananéia, que parece ter sido alta. Davi e também o seu filho Salomão receberam influência de Tiro e de outras nações, ao passo que a Assíria, e mais tarde a Babilônia e a Pérsia exerceram com resultado, sobre os homens de israel dos séculos vindouros, um poder mais que militar e político. Num sentido, na verdade, israel vivia isolado, visto como se recusava a aceitar os falsos deuses das nações vizinhas - mas em outros, estando situado na estrada principal entre Babilônia e Egito, e achando-se nos limites de Moabe e Edom e das tribos desertas, encontrava-se nas condições de assimilar o que havia de bom na vida social daqueles povos. Deus, que tinha operado entre os pagãos, porque a Vida foi sempre a Luz dos homens (Jo 1.4), preparou o Seu povo predileto, não somente separando-o, de forma que israel pudesse crescer em força mental e espiritual, mas também incutindo nele, de quando em quando, aquela instrução secular que os pudesse habilitar na realização de um maior progresso no conhecimento do Senhor. israel, e só israel, pôde assimilar tudo isso - israel tornou-se, de um modo crescente, capaz de ser o recipiente da Encarnação. Evidentemente, o A.T. é um auxílio espiritual para nós. Na maior parte os seus livros são históricos, sendo ilustrados os princípios expostos. Não há ali israelita algum, por exemplo, que seja apresentado como pessoa sem defeito - e por mais ilustre e bondoso que seja, quando ele peca, o seu pecado produz o seu fruto próprio, seguindo-se de alguma forma o respectivo castigo. Por outro lado, é fácil delinear em cada caso o efeito das boas ações na feliz existência dos indivíduos e dos povos. Mas o leitor cristão do A.T. obterá mais do que um conhecimento profundo dos eternos princípios, e do que o necessário esclarecimento na sua aplicação. Ele achará um auxílio espiritual muito direto. As vidas dos santos que ali se acham descritas, porque santos muitos israelitas o foram, apesar da sua relatava ignorância de uma revelação mais alta sobre a vontade de Deus, lhe infundirão coragem, e ao mesmo tempo o levarão a prostrar-se perante o Senhor de infinita misericórdia, humilde e envergonhado, porque, não obstante os altos privilégios cristãos, está, na sua vida, abaixo deles. Ele se gloriará na esperança da perfeição social anunciada nos últimos profetas, esperança que, por enquanto, só teve realização parcial na vinda do Messias, pois a obra do Messias apenas se acha principiada. Acima de tudo, ele procurará entrar no espírito dos Salmos, pois foram escritos por homens que, evidentemente, viviam em íntima comunhão com Deus e tinham progredido muito na vida espiritual. Nenhum cristão piedoso pode seguramente desprezar o estudo religioso do A.T., por grande que seja o seu conhecimento do Evangelho.

antiguidade: do Lat. antiquitate s. f., qualidade de antigo; o tempo antigo, remoto; tempo de serviço em algum cargo; período histórico, também chamado Idade Antiga, indefinido quanto ao seu início e que culmina com a queda do Império Romano do Ocidente, no ano de 476; (no pl. ) objectos antigos de grande valor; (no pl. ) instituições antigas.

anticristo: (isto é, rival de Cristo, contra Cristo.) o termo ocorre somente em 1 Jo 2.18 a 22, 4.3, e 2 Jo 7, onde a última hora é assinalada pela atividade de falsos mestres, ‘os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne’. Mas a idéia aparece sob várias formas, na concepção geral de que o reino do Messias, ou de Cristo, será precedido e anunciado por uma terrível e mortal manifestação dos poderes do mal. *veja Ez 38,39 e Dn 7.9,11,12. A base do ensino do N.T. pode achar-se nas palavras de Jesus, mencionadas em Mt 24.6 a 24. Paulo refere-se a esta última reunião de forças opostas ao espírito do Evangelho, como desvio da verdade (apostasia), e personifica-as no ‘homem da iniqüidade’, no ‘filho da perdição (2 Ts 2.3 a 12). Em 2 Co 6.15 o Apóstolo usa o termo ‘Maligno’, aplicado na literatura judaica a esta mesma idéia de anticristo (cp. com a epístola de Judas, e 2 Pe 2,3, e com a ‘besta’ do Apocalipse). É destas passagens das Escrituras que se devem deduzir as qualidades características da apostasia do anticristo. Dois pontos são claros: l. que o anticristo é uma personificação, e não uma pessoa (1 Jo 2.18, onde está a expressão ‘muitos anticristos’, e deve-se notar que Paulo troca a frase ‘o que o detém’ por esta: ‘aquele que agora o detém’, 2 Ts 2.6,7) - 2. Que o triunfo de Cristo sobre o anticristo é certo.

antídoto: Medicamento usado para frustrar a ação de um veneno.

anti-cristo: grego: contra Cristo, em lugar de Cristo

antenor: Forte adversário, lutador que toma lugar de outro

antero: Florido, cheio de flores

antao: Aquele que está na vanguarda, inestimável

ansiedade: Do Latim anxietate Dificuldade de respiração; opressão; angústia; inquietação de espírito; desejo veemente; impaciência.

anri: hebraico: eloqüente

anselmo: Aquele que é protegido pelo elmo divino

anrafel: a boca de Deus falou

anrão: misericórdia de Deus

anômalo: Que apresenta anomalia; irregular, anormal.

anonimato: Estado do que é anônimo, ou seja, sem o nome ou a assinatura do autor; sem denominação; indivíduo obscuro, sem nome ou renome.

ano embolísmico: Ano em que ocorre o acréscimo de um mês (sete vezes em cada ciclo de 19 anos) para que o ano lunar se iguale ao ano solar.

ano novo: A lua nova do sétimo mês (tisri, ou outubro) indicava o começo do ano civil - e a festa que nesse dia, o dia do ano novo judaico, se celebrava, recebia o nome de Festa das Trombetas (Lv 23. 23 a 26). Era um descanso solene, antecipando-se ao Dia da Expiação, que vinha nove dias depois. Com respeito ao serviço especial e sacrifícios do ano novo, *veja Nm 29.1 a 6.

ana ou hannah: cheia de graça

anne: Aquela que é cheia de compaixão, graça e clemência

anisio: Completo, perfeito

antibíblico: Ensino errôneo que contraria o ensino bíblico; antônimo de extrabíblico.

anjo: Mensageiro. Anjos, na qualidade de assistentes de Deus, mensageiros da Sua vontade, é doutrina que corre por toda a Bíblia. l. A sua natureza. Pouco se acha dito sobre isto. os anjos geralmente aparecem na figura de homens (Gn 18 - At 1.10), e algumas vezes revestidos de glória (Dn 10.5,6 e Lc 24.4). os serafins de isaías (6.2), e os querubins de Ezequiel (1.6), têm asas: assim também Gabriel (Dn 9.21), e o anjo do Apocalipse (14.6). Em Hb 1.14 são eles espíritos ministradores (cp. com Mc 12.25). 2. As suas funções. Primitivamente eram mensageiros de Deus para em Seu nome dirigir os homens, guiá-los, guardá-los, fortalecê-los, avisá-los, censurá-los e puni-los. *veja as narrações de Gn 18,19,22,28,32 - Jz 2,6,13 - 2 Sm 24.16,17 - 2 Rs 19.35: e cp. com Sl 34.7, 35.5,6 e 91.11. Nas mais antigas referências o anjo do Senhor não se acha bem distinto do próprio SENHoR. É Ele quem fala (Gn 22.16 - Êx 3.2 a 16 - Jz 13.18 a 22). Há, também, a idéia de uma grande multidão de anjos (Gn 28.12 - 32.2), que num pensamento posterior são representados como o exército de Deus, a Sua corte e conselho (Sl 103.20,21 - 89.7 - is 6.2 a 5, etc. - cp. com Lc 2.13 - Mt 26.53 - Lc 12.8,9 - Hb 12.22 - Ap 5.11, etc.). Eles são guardas, não só de indivíduos mas de nações (Êx 23.20 - Dn 10.13 a 20): cada igreja cristã tem o seu ‘anjo’, representando a presença divina e o poder de Deus na igreja - é ele garantia divina da vitalidade e eficácia da igreja (*veja Ap 2.1 a 8). Uma expressão de Jesus Cristo parece apoiar a crença de que cada pessoa tem no céu o seu anjo da guarda, e de que o cuidado das crianças está a cargo dos mais elevados seres entre os ministros de Deus (Mt 18.10 - cp. com Lc 1.19). Em conformidade com tudo isto é que os anjos servem a Jesus (Mc 1.13 - Lc 22.43), manifestam interesse pelo decoro nas reuniões da igreja (1 Co 11.10), e pela salvação dos homens (Lc 16.10 - 1 Pe 1.12) - tiveram parte na grandiosa revelação do Sinai (At v. 53 - Gl 3.19 - Hb 2.2), e executarão o Juízo final (Mt 13.41). São de diferente ordem. Dois são especialmente mencionados: Miguel, um dos principais príncipes angélicos (Dn 10.13), ‘o arcanjo’ (Jd 9), e Gabriel (Dn 8.16 - Lc 1.19). Nos livros apócrifos outros nomes aparecem, especialmente Rafael e Uriel. Há, também, referências a estes seres celestiais em Ef 1.21 - Cl 1.16 - 2.16 - e na epístola aos Colossenses condena-se de modo especial a idéia de interpô-los entre Deus e o homem, tirando assim a Jesus a honra de único Mediador, que lhe pertence (Cl 1.14 a 20, 2.18, etc.). Algumas passagens (Jd 6 - 2 Pe 2.4) referem-se misteriosamente a anjos caídos - e em Ap 12.9 Satanás tem o seu exército de anjos.

aniquilar: Reduzir a nada; destruir, nulificar.

anipolis: hebraico: a cingida cidade ou cercada pelo mar

animosidade: Aversão persistente

alimária: os animais irracionais, de utilidade ou não.

aniceto: Invencível

anícia: filha de Ana

anibal: Dádiva do deus Baal

anião: gemido do povo

angelo: Anjo, mensageiro

angustiado: Cheio de angústia, Aflito, Agoniado, Atormentado, Atribulado.

angelita: Aquela que é como um anjo, pura

angelica: Aquela que é como um anjo, pura

angelina: Aquela que é como um anjo, pura

angela: Anjo mensageiro

anfípolis: circundada pelos lados

anete: Diminutivo de Ana

anesio: Repouso

anesia: Repouso

aner: l. Um dos três chefes hebronitas,que cooperaram com Abraão na perseguição dos quatro reis invasores (Gn 14.13 a 24). 2. Cidade da meia tribo de Manassés, ao ocidente do rio Jordão, a qual foi dada aos coatitas (1 Cr 6.70). Parece ser o mesmo lugar que Taanaque (Js 21.25).

aném =duas fontes:

andrönico: vencedor dos homens

anel: Tanto nos tempos antigos como nosmodernos, os dedos sempre foram adornados de anéis. Com efeito, eles tinham uma significação oficial. Foi neste sentido que Faraó presenteou a José com um anel, quando este foi revestido de autoridade (Gn 41.42), e que Assuero deu também um anel a Hamã (Et 3.10). A razão disto era que o anel se usava como selo, e os selos foram sempre muito comuns no oriente, sendo a sua marca, impressa no documento, equivalente à nossa assinatura. Tinha, também, freqüentes vezes gravado o nome do possuidor, e era usado na mão direita (Jr 22.24). o pai do pródigo pôs um anel no dedo do seu filho como sinal de que ele tornava a alcançar o favor paterno e o poder que tinha antes (Lc 15.22).

andrônico: vencedor dos homens

andrea: Forte, viril

andreia: Aquela que é forte, viril

andreas: Forte, viril, masculino

alexandre: Auxiliador dos homens. Cincopessoas com este nome, que era vulgar, acham-se mencionados no N.T. 1. Filho de Simão, o cireneu, que foi compelido a levar a cruz de Jesus (Mc 15.21). 2. Um parente de Anás, sumo sacerdote, o qual era membro diretor do Sinédrio em Jerusalém, quando Pedro e João foram presos e levados àquele tribunal (At 4.6). 3. Um judeu de Éfeso, a quem os seus compatriotas impeliram para diante durante o tumulto, provocado por Demétrio, ourives de prata (At 19.33). 4. Um convertido que tinha abandonado a sua fé, e que Paulo entregou a Satanás (1 Tm 1.19, 20). 5. Um latoeiro que fez muito mal a Paulo, e que havia resistido às suas palavras (2 Tm 4.14) - talvez este indivíduo seja o mesmo do número 3.

anel de sinete: Anel em que se encravava o nome ou símbolo de uma autoridade. Era empregado na impressão sobre barro não-seco ou cera para legitimar documentos oficiais. Símbolo de autoridade (Gn 41,42).

andrajos: Vestes esfarrapadas.

andorinha: É mencionada em Sl 84.3, e Pv 26.2 - e também em is 38.14 - Jr 8.7. Estas passagens contêm referências aos hábitos das andorinhas na confecção dos seus ninhos, ao seu rápido e incansável voar, ao tom da sua chilreada, e à sua anual emigração. Há, na Palestina, diversas variedades de andorinhas.

ancora: A âncora era, antigamente, lançada da popa do navio (At 27.29). Nesta passagem a referência pode ser feita a uma âncora de quatro dentes, geralmente usada em águas pouco fundas - ou, trata-se de quatro âncoras distintas (*veja Navio). Usada simbolicamente, a palavra âncora designa tudo o que sustenta a alma em tempos de violência e perturbação. A esperança tem uma admirável influência sobre o coração crente e chama-se, por isso, a sua âncora (Hb 6.19). A âncora foi um dos mais antigos símbolos usados na igreja Cristã, e acha-se em anéis e monumentos.

anderson: Filho de André (aquele que é viril, masculino)

anciãos: Nas primitivas formas de governo, eram revestidos de autoridade aqueles que, sendo já pessoas de idade e de reconhecida experiência, podiam tomar a direção dos negócios gerais como representantes do povo. Esta instituição não era, de maneira alguma, peculiar a israel: o Egito, Moabe e Midiã tinham os seus ‘anciãos’ (Gn 50.7 - Nm 22.7) - e de semelhante modo os gregos e os romanos. Na história do povo hebreu aparecem eles pela primeira vez antes do Êxodo (Êx 3.16 a 18 - 4.29 - 12.21) - e depois são, a cada passo, mencionados como representantes da comunidade, sendo eles um meio de que se servia o povo para comunicar-se com os dirigentes da nação - Moisés e Josué, os juizes e Samuel. Moisés, tendo sobre si o peso da administração da justiça, por conselho de Jetro, seu sogro, nomeou magistrados de vários graus de autoridade, delegando neles a resolução dos negócios, à exceção dos mais graves (Êx 18.13 a 26):pelo v. 12 é evidente que estes foram escolhidos dentre os ‘anciãos de israel’. Acham-se exemplos destas funções judicativas em Dt 19.12 - 21.2 - 22.15 - 25.7 - Js 20.4 - Rt 4.2. o capítulo 11 do livro dos Números narra-nos como Moisés, dirigido por Deus, nomeou um conselho de setenta anciãos para o auxiliarem e aliviarem. Como o Estado era essencialmente religioso, partilhavam os anciãos de israel do Espírito que estava em Moisés. Com este fato relaciona a tradição judaica a instituição do Sinédrio. Foram os anciãos de israel que pediram a Samuel que lhes desse um rei (1 Sm 8.6). Para se conhecer qual a sua influência no tempo da monarquia, *veja 2 Sm 3.17 - 6.3 - 17.4 - 1 Rs 8.1 - 12.6, etc. Depois do exílio, ainda continuaram a representar o povo (Ed 6.6,9 - 6.7,14 - 10.8). Para anciãos, sinônimo de presbíteros, no N.T., *veja igreja, Bispo e Presbítero

ancestral: Relativo ou pertencente a antecessores, a antepassados.

andida: Aquela que é alva, pura

anatolio: Aquele que veio do Oriente

anatote: Respostas. 1. Cidade de Benjamim, três quilômetros ao oriente de Gibeá, concedida aos sacerdotes (Js 21.18 - 1 Cr 6.60). Abiatar foi desterrado para Anatote, depois de ter falhado a sua tentativa de pôr no trono Adonias (1 Rs 2.26). Foi a terra natal de Abiezer, um dos trinta capitães de Davi (2 Sm 23.27 - 1 Cr 11.28 - 27.12) - de Jeú, outro dos valentes (1 Cr 12.3) - e de Jeremias (Jr 1.1 - 11.21 - 29.27). Foi novamente ocupada depois da volta do cativeiro. Esta cidade é, agora, segundo dizem, a moderna Anata, não longe de Jerusalém, com os seus campos bem cultivados de trigo, oliveiras e figueiras. Existem ainda as ruínas de muralhas, e as suas pedreiras ainda fornecem pedras a Jerusalém para as suas edificações. 2. Um filho de Bequer (1 Cr 7.8). 3. Um dos chefes que assinaram o pacto com Neemias (Ne 10.19).

anatoli: Aquele que veio do Oriente

anastacio: Aquele que ressurgiu após o batismo

anatole: Aquele que veio do Oriente

anastacia: Aquela que renasceu após o batismo

anarquista: Diz-se de pessoa dada à anarquia, à desordem.

anátema: Palavra grega que significa ‘coisa exaltada’ dentro de um templo - por exemplo, como oferta de voto a um ídolo. (Assim, em Lc 21.5.) Na versão dos LXX o termo é aplicado aos animais que, oferecidos a Deus, deviam ser mortos (Lv 27.28, 29): daqui vem o sentido genérico ‘condenado’, amaldiçoado (Js 6.17 - 7.12). Com esta significação se encontra o termo grego em 1 Co 16.22 - Rm 9.3 - 1 Co 12.3 e Gl 1.8,9. Em At 23.14 está a palavra empregada no sentido de ‘maldição’.

ananias ou hananiah: o amado de D'us

anamim: hebraico: homem de rocha

anacarater: passagem estreita

anacleto: Chamado de novo

anaarate: hebraico: passagem ou caminho estreito

anabe: que produz uva

ana-maleque: o deus Anu é príncipe

amuleto: Pequeno objeto (figura, medalha, figa, etc.) que alguém traz consigo ou guarda por acreditar em seu poder mágico de afastar desgraças ou malefícios.

analogia: Ponto de semelhança entre coisas diferentes.

abraão (abrão): A provável significaçãode Abrão é: o pai é engrandecido. A forma mais extensa não quer dizer coisa alguma, mas por uma semelhança de som sugere a significação hebraica de ‘pai da multidão’ (Gn 17.6). Fundador da nação judaica (como se vê em Js 24.2 - 1 Rs 18.86 - is 29.22 - Ne 9.7 - etc. - Mt 1.1 - 3.9, etc. ). Acha-se descrita a sua vida em Gn 11.26 a 26.10. Terá, descendente de Sem, saiu de ‘Ur da Caldéia’ com seu filho Abrão e sua nora Sarai, e seu sobrinho Ló, para Harã, onde fixou residência, não indo, como tencionava, ‘para ir à terra de Canaã’ (Gn 11.31). Depois da morte de Terá, ouviu Abraão a divina chamada, e procurou nova terra - recebeu, então, de Deus a primeira promessa com bênçãos a respeito da futura grandeza da sua descendência (Gn 12.1). Guiados por Deus, dirigiram-se Abraão, Sarai e Ló com os seus haveres e servos, à terra de Canaã, e vemos depois toda a família na rica planície de Moré, perto de Siquém, nas faldas dos dois famosos montes Ebal e Gerizim. Aí edificou ele um altar ao Senhor, e recebeu a primeira promessa, clara e distinta, de que aquela terra seria dos seus descendentes (Gn 12.7). Depois retirou-se para outro lugar, na região montanhosa entre Betel e Ai, e aí se conservou em segurança até que a fome o levou para o Egito. Neste país, o seu artifício com respeito a Sarai obrigou-o a uma situação humilhante perante Faraó. A sua riqueza e o seu poder já eram consideráveis. Ao voltar do Egito, ele separou-se de seu sobrinho L6 e foi habitar no vale de Manre, perto de Hebrom, a futura capital de Judá, que estava na linha de comunicação com o Egito, e nas proximidades do deserto e das terras de pastagem de Berseba. No ataque a Quedorlaomer (Gn 14), Abrão já é o principal de uma pequena confederação de chefes, e bastante poderoso para perseguir o inimigo até à entrada do vale do Jordão, combatendo com bom êxito uma grande força, e libertando Ló. E com esta vitória pôde deter por algum tempo a corrente das invasões do norte. No cap. 15 confirma-se a promessa de uma inumerável descendência em face da objeção de Abrão de que não tinha filhos - assume, então, a sua fé uma tal proeminência na teologia judaica e cristã que, dizem os autores sagrados, ‘ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça’ (Gn 16.6 - cp. Rm 4.3 - 9.7 - Gl 3.6 - Tg 2.23). É, ainda, ratificada a promessa por meio de um pacto entre o Senhor e Abrão - mas antes de cumprir-se pelo nascimento de isaque, é a sua fé provada pela demora, e fortalecida com uma disciplina moralizadora. os caps. 16 a 20 contêm narrativas do nascimento de ismael, filho de Abrão e de Hagar, que era serva de Sarai, e também a respeito da circuncisão, instituída como selo do pacto, e da mudança dos nomes de Abrão para Abraão e de Sarai para Sara. Nesses mesmos capítulos se narra a visita dos anjos e a especial promessa de que Abraão e Sara haviam de ter um filho dentro do espaço de um ano - a intervenção de Abraão pela cidade de Sodoma - a destruição das cidades da planície - a salvadora fuga de L6 - e a segunda decepção a respeito de Sara (Cp. com o cap. 12, e vede Abimeleque). Depois do nascimento de isaque, e da expulsão de ismael a favor do ‘filho da promessa’ (cap. 21), a história silencia por alguns anos, até que, na infância de isaque, aparece a dura prova de fé a Abraão na ordem que recebeu para oferecer o seu filho em sacrifício (cap. 22). Em vista do uso de sacrifícios humanos, tão generalizado entre as nações pagãs circunvizinhas, tal ordem podia ser prontamente considerada, sem qualquer repugnância, como vontade de Deus. o seguimento da narrativa nos mostra Abraão e sua fortíssima fé, com a declaração de que para o Senhor Deus de israel era melhor a ‘obediência’ que o ‘sacrifício’. Ainda que a vida de Abraão se tenha prolongado por 60 anos depois deste acontecimento, os únicos incidentes que se acham pormenorizados são a morte de Sara, a compra da gruta de Macpela para sepultura (cap. 23), e o casamento de isaque com Rebeca (cap. 24). A morte de Sara foi em Quiriate-Arba, isto é, em Hebrom, devendo por isso voltar Abraão, de Berseba, à sua antiga casa. É realmente significativo (At 7.5) o fato de ter sido a herança de Abraão na terra da promessa apenas um túmulo (*veja Gn 60.18). Na bela história do casamento de isaque é deveras digno de nota o ter Abraão recusado a aliança do seu filho com as idólatras de Canaã. Finalmente menciona o livro de Gênesis o seu casamento com Quetura, e a sua morte na idade de 175 anos. o seu herdeiro isaque, bem como o exilado ismael, sepultaram-no ao lado de Sara na cova de Macpela. Abraão representa, no N.T., o verdadeiro ideal da religião, quer pela sua fé (Rm 4. 16 a 22), quer pelas suas obras (Tg 2.21 a 28). Jesus mesmo diz dele: ‘Vosso pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia’ (Jo 8.56). S. Tiago (2.23) chama-lhe ‘o amigo de Deus’ (cp.com is 41.8 - 2 Cr 20. 7), designação que entre os árabes substituiu o seu próprio nome (Kalil Allah, ou simplesmente Kalil, o Amigo).

ampliato: Um cristão romano (Rm 16.8). Acha-se o nome em 2 notáveis inscrições (sendo possível que uma delas seja do primeiro século): nas catacumbas de Roma e no túmulo de Sta. Domitília. Significa isto a honra dada a um escravo, por meio do qual uma nobre família de Roma foi convertida ao Cristianismo?

amplias: engrandecido

amós (livro de): o estilo de Amós é simples, mas de maneira alguma deficiente na sua beleza pitoresca. o seu modo de vida pode descobrir-se pelas ilustrações que ele escolhe, e que na maior parte são tiradas dos serviços campestres. Muitas são originais e admiráveis, e todas elas deixam ver a vida da Natureza. o conhecimento que revela dos acontecimentos de remota antigüidade (9.7), e doutros menos antigos, ainda não descritos em parte alguma (6.2), o encadeamento regular dos seus pensamentos e a correção da sua linguagem, tudo tende a mostrar que a responsável, e muitas vezes perigosa (3.12), ocupação de um pastor era ainda tão favorável à cultura intelectual como tinha sido no tempo de Moisés e de Davi. o livro pode dividir-se em cinco partes, quanto aos assuntos ai tratados: 1. Caps. 1,2 - Uma série de acusações contra as nações pagãs, e também contra Judá, e por fim contra israel, pelos seus pecados, com declarações de que viria o castigo sobre elas. 2. Caps. 3 a 5.17 - Samaria (sinônimo do reino de israel): os seus pecados são pormenorizadamente expostos e anunciado um castigo próximo. 3. Caps. 5.18 a 6.14 - Razões de falsa confiança dos israelitas e avisos de repetição dos castigos. 4. Caps. 7.1 a 9.10 - Uma série de cinco visões, mostrando de vários modos a paciência e os justos juízos de Deus. Entre a terceira e quarta visões é apresentada uma narrativa pessoal de profundo interesse (7.10 a 17). 5. Caps. 9.11 a 15 - Conclusão, mostrando que a nação será restabelecida, e novas bênçãos a tornarão próspera. Estas últimas insinuações de futuras bênçãos são citadas pelo Apóstolo Tiago (At 15.16, 17), para mostrar que todas as nações da terra participariam dos benefícios que os judeus receberiam. A linguagem e as alusões feitas no livro de Amós sugerem o conhecimento de quão familiares eram ao profeta os livros de Moisés. *veja 2.10 (Dt 29.5) - 4.6 a 10 (Dt 4.30, 30.2) - 4.11 (Dt 29.23) - 5.11 (Dt 28.30 a 39). No N.T. o livro é citado por Estêvão no seu discurso perante o Sinédrio, e por Tiago no Concilio de Jerusalém (At 7.42, 43 - 15.16 a 18). Na primeira citação merece notar-se a extensão da frase ‘além de Damasco’ para ‘além de Babilônia’. E na última está ‘o resto dos homens’, segundo a versão dos LXX, por ‘o restante de Edom’ - é que as palavras homem e Edom em hebraico são semelhantes nas consoantes. Seja qual for a tradução preferida, é admirável o testemunho do profeta quanto à universalidade do Evangelho. Há, também, uma notável coincidência entre 3.7 e Ap 10.7, pois em ambas as passagens se declara a revelação do mistério de Deus aos profetas.

amoz: Forte. o pai do profeta isaías (is 1.1).

amós: Condutor de carga. l. Autor do livro que com o seu nome está na coleção dos ‘Doze Profetas’ ou ‘Profetas menores’ - provavelmente a sua profecia é a mais antiga dos escritos proféticos. Quanto ao tempo em que Amós escreveu, como parece que ele exerceu o seu ministério nos reinados de Uzias e Jeroboão ii (1.1), deve ter sido contemporâneo de oséias. A missão de Amós era exercida tendo em vista as dez tribos (7.10 a 13). Todavia, ele não pertencia ao reino de israel, mas habitava em Tecoa, talvez sua terra natal, cidade ao sul de Belém, na orla das grandes pastagens da montanhosa região de Judá. A respeito da sua vida pessoal, era pastor e lavrador (7.14), e não ‘profeta, nem discípulo de profeta’ - quer isto dizer que não tinha sido educado para esta missão, mas foi chamado para profetizar ao povo de israel pela força irresistível de Deus (3.8 - 7.15). A este fato alude o profeta, quando Amazias, o sacerdote idólatra de Betel, o acusou de conspirar contra Jeroboão. A sua primitiva ocupação devia afastar qualquer suspeita de ligação política com a casa de Davi, e ele faz sobressair a soberania e sabedoria Daquele que procura os Seus ministros tanto na tenda dos pastores como no palácio dos reis, dando a cada um a aptidão necessária para cumprimento dos seus deveres. 2. Filho de Naum na genealogia de Cristo (Lc 3.25).

amoque: profundo

amorável: Terno, meigo, afável.

amonitas: Descendentes de Ló (Gn 19.38), semíticos, habitantes da região nordeste do mar Morto.

amom: o nome de um povo (1 Sm 11.11 - Sl83.7) - mais geralmente amonitas, filhos de Amom. Segundo se lê em Gn 19.38, eles descendiam de Ben-Ami, o filho de L6. os amonitas eram uma raça de terríveis salteadores, tão cruéis que chegavam a vazar os olhos aos seus inimigos (1 Sm 11.2), e rasgavam o ventre das mulheres grávidas (Am 1.13). o território amonita ficava ao oriente do Jordão e nordeste do mar Morto, estando o país de Moabe ao sul. A sua principal cidade era Rabá (2 Sm 11.1 - Ez 2L5 - Am 1.14). Eles nunca obtiveram um palmo de terreno do lado ocidental do rio Jordão, apesar das suas incursões. os israelitas não podiam ver os amonitas, porque estes não os auxiliaram, quando do Egito se dirigiam para Canaã (Dt 23.4), e porque tomaram parte no caso de Balaão (Dt 23.4, e Ne 13.1). A animosidade entre os dois povos continuou em numerosas lutas, de que reza a sua história. Todavia, certa mulher amonita, Naamá, foi uma das mulheres de Salomão, e mãe de Roboão (1 Rs 14.21). o deus da tribo era Milcom (uma semelhança do ídolo Moloque), a abominação dos filhos de Amom (1 Rs 11.5).

ammom: hebraico: fiel ou patrício

amnom: fiel

amiur: meu povo é nobre

ampliar: Tornar amplo, Aumentar, Alargar, Dilatar, Desenvolver.

amizabade: hebraico: o meu povo deu, ou, o parente doou

amitai: hebraico: fiel

amirom: Deus é sublime

amisadai: povo do todo poderoso

amiúde: hebraico: povo glorioso

adoração: Há duas palavras no A.T. significando adoração: uma delas, em certos lugares, tem o sentido de fazer ‘reverência’, ‘inclinar-se’ (Dn 2.46 - 3.5) - a outra usa-se a respeito do culto prestado ao SENHoR e a outros deuses ou objetos de reverência (Gn 24.26, 48, etc. - Êx 34.14 - Dt 4.19,etc.) - e também a respeito do ‘príncipe do exército do Senhor’ (Js 6.14). No N.T. a palavra mais freqüentemente empregada significava, na sua origem, beijar a mão de alguém, como sinal de consideração, fazendo-se uma inclinação respeitosa. É usada com as seguintes significações: adoração a Deus (Mt 4.10) - reverência para com Jesus Cristo (Mc 5.6) - e culto idólatra (At 7.43 - cf. Ap 9.20 - 14.9 - 22.8).

aminon: digno de confiança

aminom: digno de confiança

aminadabe: o Senhor mostrou-se generoso

amilcar: Graça de Hércules

amijude: um povo de Judá

amigo: Do Latim amicu. O que quer bem; favorável; partidário; aliado; afeiçoado; que tem amizade.

amiel: meu povo é Deus

ametista: Esta pedra preciosa (espécie de cristal de rocha) era posta no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.19, e 39.12). É mencionada no Ap 21.20, como sendo uma das pedras que adornavam os fundamentos do muro da Jerusalém celestial. A ametista oriental, oriunda da india, é uma jóia rara, muito brilhante, somente em dureza inferior ao diamante, e ordinariamente tem cor de púrpura. A palavra hebraica implica a crença de que usar a pedra era causa de sonhos favoráveis - e a palavra grega dá a entender que era uma proteção contra a embriaguez.

america: Governanta

amêndoa, amendoeira: A vara de Arão produziu flores e ‘dava amêndoas’ (Nm 17.8). Em Jeremias a expressão ‘vejo uma vara de amendoeira’ (Jr 1.11) é simbólica de pressa, porque a raiz da palavra hebraica, traduzida por amêndoa, significa ‘apressar-se’. Mostra-se ao profeta uma vara de amendoeira para significar que o SENHoR apressará o cumprimento da Sua palavra. Bem cedo no país a amendoeira mostra as suas flores de um branco-rosado, estando em completa florescência na Palestina em janeiro, e os seus frutos aparecem em março ou abril. os copos do castiçal de ouro deviam ser feitos à maneira de amêndoas (Êx 25.33), isto é, segundo o modelo da flor. o ser tomada a amendoeira, quando coberta de flores, como símbolo de avançada idade (Ec 12.5), foi sugerido pelo seu aspecto de nívea alvura, quando observada à distância. As amêndoas que faziam parte do presente mandado por Jacó ao seu desconhecido filho (Gn 43.11), melhor traduzido o termo são as nozes da pistácia, árvore oriunda da Palestina e da Síria, onde é muito cultivada por causa dos seus frutos, que são exportados de Alepo e dos por-tos do Levante. o miolo oleoso da amêndoa serve de sobremesa, e com ele se preparam certos bolos. As amêndoas eram altamente apreciadas pelos antigos, para alimentação e como remédio estomacal: empregavam-se, também, como antídoto para a mordedura das serpentes. Em Ct 6.11 a tradução é ‘jardim das nogueiras’. No presente a nogueira é cultivada nas encostas e nas rampas mais baixas do Líbano e do Hermom, e também nalguns sítios da Galiléia.

amelia: Trabalhadora, lutadora e ativa

amedeo: Aquele que ama a Deus

americo: Aquele que governa

ambrosio: O divino, o imortal

amém: Advérbio hebraico, formado de umaraiz, que significa ‘assegurar, firmar’, e por isso é empregado no sentido de confirmar o que outrem disse. Amém - assim seja. 1. No Antigo Testamento aceita e ratifica uma maldição (Nm 5.22 - Dt 27.15 a 26 - Ne 6.13), e uma ordem real (1 Rs 1.36) - e uma profecia (Jr 28.6) - e qualquer oração, especialmente no fim de uma doxologia (Ne 8.6) - e constitui resposta do povo às doxologias, que se acham depois dos primeiros quatro livros de salmos (41.13, 72.19, 89.62, 106.48 - *veja 1 Cr 16.36). Este costume passou dos serviços religiosos da sinagoga para o culto cristão. 2. No Novo Testamento: (a) Emprega-se no culto público (1 Co 14.16). A doxologia e o Amém que fecham a oração dominical em Mt 6.13 são, sem dúvida, devidos ao uso litúrgico da oração. (b) Este modo de responder com Amém generalizou-se, para confirmar orações individuais e de ação de graças (Rm 1.25, 9.6, 11.36 - Gl 6.18 - Ap 1.6,7, etc.) (c) Jesus costumava, de um modo particular, empregar o mesmo termo, quando se tratava de chamar a atenção para assunto de especial solenidade: ‘em verdade vos digo’ (Jo 1.61) ou ‘em verdade, te digo’ (literalmente é Amém), o que ocorre umas trinta vezes em Mateus, treze vezes em Marcos, seis vezes em Lucas, e vinte e cinco vezes no quarto Evangelho. (d) Em 2 Co 1.20 diz-se que se encontram em Cristo as promessas de Deus (Nele está o ‘sim’), e por meio Dele acham a sua confirmação e cumprimento (‘também por Ele é o amém’). No Ap 3.14 o próprio Salvador se chama ‘o Amém, a testemunha fiel e verdadeira’ (*veja is 65.16, liter. ‘Deus de Amém’). o uso da palavra nos serviços da sinagoga cedo foi transportado para os cultos da igreja cristã (1 Co 14.16), e disso fazem menção os Pais, como Justino Mártir, Dionísio de Alexandria, Jerônimo e outros.

amauri: Homem ativo, laborioso

amassai: hebraico: pesado

amazias: Fortaleza do SENHoR. l. oitavorei de Judá, que, tendo vinte e cinco anos de idade, sucedeu a seu pai Joás, que tinha sido assassinado pelos seus servos (2 Rs 12 e 14). Declarou guerra aos edomitas, derrotou-os no vale do Sal, ao sul do mar Morto, e tomou-lhes a sua capital, Sela ou Petra g Cr 25). Amazias realizou cerimônias religiosas em honra dos deuses deste último país e por causa deste ato de idolatria principiaram os infortúnios no seu reinado. Foi inteiramente derrotado na batalha de Bete-Semes por Jeoás, rei de israel, a quem tinha provocado, e por quem foi preso e conduzido às portas de Jerusalém, que caiu sem resistência (2 Rs 14.13). No 27º ano do seu reinado foi Amazias assassinado por conspiradores em Laquis, para onde se tinha retirado, fugindo de Jerusalém (2 Cr 26.27). 2. Sacerdote de Betel, que mandou a Jeroboão acusações contra o profeta Amós, e esforçou-se em levá-lo de israel para Judá (Am 7.10 - *veja 1 Rs 12.25 a 33). 3. Um dos ‘filhos de Simeão’, mencionado em 1 Cr 4.34. 4. Um levita (1 Cr 6.46).

amaro: Amargo

amandio: Aquele que é digno de ser amado

amaríssimo: amargo, desagradável, doloroso, triste, penoso.

amanda: Aquela que é digna de ser amada

amasa (amasai): hebraico: pardo ou fardo

amancio: Amante

amarias: o SENHoR prometeu 1. *veja 1 Cr 6.7, 62. 2. Sumo sacerdote do tempo de Josafá (2 Cr 19.11) - parece ter apoiado os esforços deste rei para a realização de uma reforma em israel e Judá. 3. *veja 1 Cr 23.19 e 24.23. 4. Chefe de um dos vinte e quatro turnos de sacerdotes, cujo turno tinha aquele nome no tempo de Davi, de Ezequias e de Neemias - e também é chamado imer (1 Cr 24.14 - 2 Cr 31.16 - Ne 10.3 e 12.2 a 13). 5 Um daqueles que no tempo de Esdras casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10.42). 6. *veja Sf 1.1, 7. *veja Ne 11.4.

ainoã: Meu irmão é gracioso. 1. Mulher de Saul, primeiro rei de israel (1 Sm 14.50). 2. Uma mulher de Jezreel, que veio a ser mulher de Davi, quando este andava errante (1 Sm 25.43) - com esta e com a outra sua mulher Abigail foi Davi à corte de Aquis, rei de Gate (1 Sm 27.3). Foi mãe de Amnom, o filho mais velho de Davi (2 Sm 3.2).

amana: confiança

amalia: Trabalhadora, lutadora e ativa

amaleque, amalequitas: Segundo o que sediz em Gn 36.12 a 16, era Amaleque neto de Esaú, e um dos príncipes de Edom (*veja lCr 1.36). Em qualquer outra parte o nome não é de pessoa, mas de tribo - amalequitas (Êx 17.8 a 16) - e há boa razão para dar à tribo maior antigüidade do que a DATA do seu suposto antepassado Amaleque. *veja Gn 14.7, e cp.com a frase de Balaão: ‘Amaleque é o primeiro [o mais antigo] das nações’ (Nm 24.20). Estas tribos errantes aparecem na narrativa de Gn 14, como habitantes de Canaã, perto de Cades, onde foram batidas por Quedorlaomer e seus confederados (Gn 14.7). Mais tarde, depois do êxodo, atacaram a retaguarda dos israelitas em Refidim, perto do Sinai (Dt 26.17 s 19), e foram derrotados por Josué (Êx 17.8 a 16). Eles, os mais antigos e desapiedados agressores de israel, foram colocados debaixo da maldição divina: ‘Haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.’ A sua memória havia de ser extinta de debaixo dos céus. Aliados com os cananeus, infligiram grave derrota aos israelitas, quando estes primeiramente procuraram entrar na Palestina (Nm 14.43 a 45). No tempo dos juizes, os amalequitas, com os filhos de Amom, juntaram-se a Eglom, rei de Moabe, e atacaram israel, tomando Jericó (Jz 3.13) - mas foram completamente derrotados por Gideão no vale de Jezreel (Jz 6.33 - 7.12 a 22). No tempo de Saul, recebeu este rei a ordem de executar o divino decreto de extermínio, e destruiu totalmente o povo amalequita, mas perdoou ao rei Agague, e não se desfez do melhor do seu despojo, sendo pela sua desobediência castigado com a perda do seu reino (1 Sm 15). Na ausência de Davi, eles invadiram e saquearam Ziclague, e levaram consigo duas mulheres de Davi, e outras, como cativas - mas foram perseguidos e desbaratados (1 Sm 30.1 a 31). Um dos amalequitas, acusando-se de ter assassinado Saul, foi por Davi condenado à morte (2 Sm 1.1 a 16). o ouro e prata daquele povo foram consagrados ao SENHoR (2 Sm 8.12 - 1 Cr 18.11). Foram também derrotados no reinado de Ezequias por quinhentos homens da tribo de Simeão, que em conseqüência disso habitaram em lugar deles (1 Cr 4.39 a 43).

amador: Aquele que ama

amade: povo eterno

amadeu: Aquele que ama a Deus

alvorotou: Alvoroçar; agitar(-se); Alegrar(-se); entusiasmar(-se)

alzira: Beleza, ornamento

aceldama: Campo de sangue. Porção de terreno, em Jerusalém, comprado com as trinta peças de prata que Judas recebeu por ter entregado Jesus (At 1.19). o tradicional sítio chama-se hoje Hakk-ed-Dumon, e existe na extremidade oriental de um largo terraço, numa inclinação para o sul do vale de Hinom, não ficando longe do tanque de Siloé.

alvissareiras: Que pede ou dá alvíssaras (prêmio ou recompensa que se concede a quem anuncia boas novas ou entrega coisa que se perdera).

alvejaram: Branquearam

alvares: Muito atento, está atento a todos

alushe: hebraico: lugar deserto

alvaro: Muito atento, está atento a todos

alusão: Referência indireta, vaga

altruísmo: Amor sacrificial e desinteressado pelo próximo, para servi-lo.

alvorada: Amanhecer

aludir: Referir-se, mencionar.

aluisio: Guerreiro glorioso

aluado: Influenciado pela Lua; lunático; amalucado.

altruísta: Pessoa desprendida; que tem amor ao próximo, abnegada.

altos (lugares altos): Lugares de adoração muitas vezes associados às práticas religiosas pagãs, à imoralidade e aos sacrifícios humanos. Depositavam-se objetos religiosos no alto de colinas, a fim de aplacar os deuses pagãos (Nm 33,52). De modo geral, os israelitas eram proibidos por Deus de adorá-lo nesses lugares; ele também ordenou a destruição dessas áreas.

altivez: Elevado; nobre; digno; orgulhoso; arrogante

altivo: Elevado; brioso; Orgulhoso, arrogante

alternativa: Opção entre duas coisas.

altino: De estatura fora do comum, descomunal

altercar: Discutir com ardor; provocar polêmicas

alosna: Nome comum a várias plantas compostas, uma das quais é o absinto

altercação: Discutir com ardor; disputa

alteado: Tornar(-se) mais alto; tornar mais excelente ou mais sublime

altares idólatras: Lugares de adoração muitas vezes associados às praticas religiosas pagãs, à imoralidade e aos sacrifícios humanos. Depositavam-se objetos religiosos no alto da colina a fim de aplacar (acalmar) os deuses pagãos (Nm. 33.52 "lançareis fora todos os habitantes da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pedras em que há figuras; também destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus altos.")

altar: Vem da palavra latina ‘altus’, echamava-se assim por ser coisa construída em elevação, empregando-se para sacrifícios e outros oferecimentos. A significação mais usual da palavra hebraica e grega é ‘lugar de matança’. Duas outras palavras em hebraico (Ez 43.15), e uma em grego (At 17.23), traduzem-se pelo termo ‘altar’, mas pouca luz derramam sobre a significação da palavra. Depois da primeira referência (Gn 8.20), estão relacionados os altares com os patriarcas e com Moisés (Gn 12.7, 22.9, 35.1,1 - Êx 17.15, 24.4). As primeiras instruções com respeito ao levantamento de um altar, em conexão com a Lei, acham-se em Êx 20.24,25. Devia ser de terra, ou de pedra tosca, e sem degraus. Havia dois altares em relação com o tabernáculo, um no pátio exterior, e outro no Santo Lugar. o primeiro chamava-se altar de bronze, ou do holocausto, e ficava em frente do tabernáculo. Era de forma côncava, feito de madeira de acácia, quadrado, sendo o seu comprimento e a sua largura de sete côvados, e a altura de três côvados - estava coberto de metal, e provido de argolas e varais para o fim de ser transportado nas jornadas do povo israelita pelo deserto. Em cada um dos seus quatro cantos havia uma saliência, a que se dava o nome de ponta. Não havia degrau, mas uma borda em redor para conveniência dos sacerdotes, enquanto estavam realizando o seu trabalho. Pois que os sacrifícios eram oferecidos neste altar, a sua situação à entrada do tabernáculo era para o povo de israel uma significativa lição de que não havia possível aproximação de Deus a não ser por meio do sacrifício (Êx 27.1 a 8 - 38.1). o altar do incenso ficava no Santo Lugar, mesmo em frente do véu, que estava diante do Santo dos Santos. Era quadrado, sendo o seu comprimento e largura de um côvado, com dois côvados de altura: feito de madeira de acácia, e forrado de ouro puro, tinha pontas em cada canto, e duas argolas de ouro aos dois lados. Ainda que este altar estava colocado no Santo Lugar, tinha ele tal relação com o significado espiritual do Santo dos Santos, que se podia dizer que era pertence deste lugar (Hb 9.3,4). Sobre ele se queimava o incenso de manhã e de tarde, como símbolo da constante adoração do povo (Êx 30.1 a 10 - 40.5 - 1 Ra 6.22 - Sl 141.2). No templo de Salomão o altar de bronze era muito maior do que o do tabernáculo (1 Rs 8.64), e um novo altar do incenso foi também edificado (1 Rs 7.48). o tabernáculo era o santuário central em que Deus podia ser adorado, segundo a maneira divinamente estabelecida - foi proibido a israel ter mais do que um santuário. Mas havia ambigüidade acerca da palavra ‘santuário’, pois empregava-se este termo tanto para casa, como para altar. A casa ou ‘santuário central’ tinha os seus dois altares, mas não estava cada altar em relação com uma casa. Em toda a parte eram permitidos altares, desde o tempo de Moisés em diante (Êx 20.24 a 26), mas somente um santuário (Êx 25.8). o requisito necessário, quanto ao levantamento de altares, era que eles não deviam ter ligação alguma com os altares gentílicos ou os lugares altos (Dt 16.21). Pluralidade de altares era coisa consentida, mas não de casas (Êx 20.24 a 26). A única ocasião em que houve mais de uma casa foi durante as confusões e complicações do tempo de Davi, existindo então dois santuários com dois altares de bronze, um em Gibeom e o outro em Jerusalém (1 Rs 3.2,4,16). Quando o reino se dividiu, estabeleceu Jeroboão os seus próprios santuários em Dã e Betel, a fim de evitar que o povo se dirigisse a Jerusalém, e fosse por isso afastado da submissão ao seu rei. os outros usos do altar eram, ou para memória de algum fato (Js 2L10), ou para servir de asilo em caso de perigo (1 Rs 1.50) - mas isto era excepcional, não destruindo a idéia geral do altar como lugar de sacrifício. No Novo Testamento o emprego do termo altar é muito raro. Em Mt 5.23, a referência é ao altar judaico dos holocaustos. Em 1 Co 9.13 e 10.18, o altar pagão e a Mesa do Senhor são postos em relação e em contraste.

altaneiro: Que voa bem alto; soberbo

altair: Estrela que voa

alqueire: A palavra grega, traduzida por alqueire (Mt 5.15), significa aquela medida, a que se faz referência em Gn 18.6 - Mt 13.33 - e Lc 13.21, e que era a terça parte de um efa (effi), a medida padrão.

alpendre: Cobertura saliente duma só água em geral à entrada de um prédio

alparcas: tipo de sandálias - sapato

alote: subida-altura

alongaste: Tornar longo ou mais longa

alom-bacute: carvalho do choro

aijalom: Lugar de gazelas. 1. Cidade dos coatitas (Js 21.24), dada à tribo de Dã (Js 19.42) - todavia, a tribo foi incapaz de desapossar os amorreus daquele lugar (Jz 1.35). Aijalom foi uma das cidades fortificadas pelo rei Roboão (2 Cr 11.10), durante os seus conflitos com o novo reino de israel - e a última notícia que temos dessa povoação é que os filisteus a tomaram e habitaram. A cidade tem sido identificada fora de dúvida, com a moderna Yalo, um pouco ao norte da estrada de Jafa e cerca de 23 km distante de Jerusalém. Está situada na encosta de um extenso monte, que forma o limite sul do belo vale das searas de trigo, e que agora tem o nome de Merj ibn"Amir - parece, pois, não haver razão para duvidar d e que esse é o antigo vale de Aijalom, onde se deu a derrota dos cananeus (Js 10.12). 2. Lugar de Zebulom, mencionado como sepultura de Elom, um dos juizes (Jz 12.12).

aloisio: Guerreiro glorioso

aloés: o aloés da Escritura não tem relação com a florida planta dos jardins modernos, mas representa uma madeira odorífera, que desde tempos remotos foi empregada no oriente para fins sagrados e comuns. Nas passagens: Sl 45.8, Ct 4.14, e Pv 7.17, está o aloés juntamente com mirra como perfumes agradáveis e atraentes - uma só vez se acham mencionados no N.T. em conexão com o enterro de Jesus, em que tomaram parte José, de Arimatéia e Nicodemos (Jo 19.39).

almon-diblataim: hebraico: coisa escondida no pé de figo

almodade: hebraico: agitador

almodá: o agitador

almeida: à mesa

aljava: o receptáculo em que se levavamas setas (Js 39.23). Usa-se metaforicamente em Sl 127.6. E em Gn 27.3 é possível que se trate de uma espada ou outra arma, suspensa do ombro.

almata: Hangamatana, cidade da Média, hoje chamada Hamadã, no Irã. Imenso.

alipio: Aquele que não sente tristeza, alegre

almejada: Desejada ardentemente, com ânsia.

aline: A que é nobre

alina: Agulha

abner: Meu pai é uma lâmpada. Comandante chefe do exército de Saul. o pai de Abner, chamado Ner, era irmão do pai de Saul, o qual se chamava Quis, daí serem primos Abner e Saul. Foi ele que trouxe Davi à presença de Saul, depois do combate com o gigante Golias (1 Sm 17.67), e foi com Saul na sua expedição contra Davi (1 Sm 26.3 a 14). Cinco anos depois da morte de Saul e do desastroso combate em Gilboa, Abner proclamou rei de israel a is-Bosete, filho de Saul - e o novo monarca foi geralmente reconhecido, exceto por Judá, onde reinava Davi. Seguiu-se uma guerra entre os dois reis, e houve uma batalha em Gibeom entre o exército de israel, comandado por Abner, e o de Judá sob o comando de Joabe, filho de Zeruia, irmã de Davi (2 Sm 2.12 a 17). Abner foi derrotado, e pessoalmente perseguido por Asael, o irmão mais novo de Joabe. Abner, em sua própria defesa, mas com relutância, matou o seu inimigo. is-Bosete censurou insensatamente a Abner porque este se casara com Rispa, que tinha sido concubina de Saul. Abner, indignado pela acusação que lhe faziam, passou para o lado de Davi, que lhe prometeu o principal lugar no seu exército. E Abner, em paga desta confiança, conquistaria a israel. Mas antes de poder fazer qualquer coisa neste sentido, foi ele traiçoeiramente assassinado por Joabe e seu irmão Abisai, como vingança da morte de Asael - contudo, a causa principal era o receio de que Abner os despojasse em favor de Davi. o ato traiçoeiro foi julgado por Davi com indignação, mas razões de Estado o levaram a deixar impune aquele crime. Mostrou, porém, a sua consideração pelo general Abner, assistindo ao funeral e fazendo uma oração apropriada junto da sepultura (2 Sm 3.33,34).

aguilhão: Uma grande vara para conduzirgado, tendo numa das extremidades um ferro de ponta aguçada (Jz 3.31 - 1 Sm 13.21 - Ec 12.11). Em At 26.14 a frase ‘Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões’ é uma expressão proverbial muito vulgar em grego e latim, para mostrar que é vã a resistência quando o poder é grande.

aimaaz: irmão da ira

alimentação imunda: A Lei de Moisés prescrevia exatas indicações, quanto ao alimento que se podia ou que não se podia comer. o que se podia comer era ‘limpo’ - o que a Lei proibia comer era ‘imundo’. o intuito da distinção era a separação dos hebreus como povo particular do SENHoR (Lv 11.43 a 47 - 20.24 a 26). A visão de Pedro, antes da recepção dos convertidos gentios, adapta-se a esta maneira de ver (At 10.12). A lei sobre as iguarias aplicava-se a todo o povo, e não, como acontecia em outros países em que havia restrições semelhantes, a uma classe ou a certas classes somente. Aquelas prescrições, inteiramente expostas em Lv11 e Dt 14.3 a 21, concordam, como há muito tempo o disse Cirilo, um dos Pais da igreja, com os nossos naturais instintos e observações, embora o costume (como no caso do uso da carne do porco) possa vencer a natural repugnância. Pode ser, porém, que muitas restrições tenham sido feitas com o fim de evitar a comida de qualquer coisa que os pagãos consideravam sagrada. A natureza preparatória das determinações a respeito de comidas limpas ou imundas, e a respeito da impureza do homem, acha-se claramente indicada na epístola aos Hebreus, cap. 9.9,10. (*veja Alimento, impureza.)

alimas: hebraico: um esconderijo

alimárias: Animais selvagens

alimento: o alimento de origem vegetal é muito mais comum entre os orientais, do que o de origem animal. Em lugar de manteiga, banha de porco, e gordura, fazem uso do azeite. Uma sopa de favas e lentilhas, temperada com alho e azeite, é um prato favorito. ovos, mel, leite, e especialmente o leite azedo, e os diversos produtos das hortas, fornecem os principais elementos para as refeições no oriente. o prato mais comum consta de arroz cozido com carne, feito à maneira de sopa, dando-se-lhe uma cor azul, vermelha ou amarela. o alimento animal era reservado, o mais possível, para ocasiões especiais (Gn 18.7 - Lc 15.23). Certos animais provenientes da caça, bem como a vaca, o novilho, a ovelha e o cabrito são carnes apreciadas no oriente. É costume servir em uma só refeição o animal por inteiro. o peixe é um gênero de alimento muito estimado. Entre os egípcios os alimentos mais em uso são os melões, os pepinos, as cebolas, a chicória, as beldroegas, os rabanetes, as cenouras, os alhos e os alhos porros. o leite de cabra entra em grande parte nas refeições do oriente desde o princípio de abril até setembro, e o de vaca durante os outros meses. A carne assada é quase limitada às refeições das pessoas ricas. os hebreus comiam grandes quantidades de pão. Algumas vezes também se comiam as espigas verdes de trigo, sendo esfregadas com as mãos (Lv 23.14 - Dt 23.25 - 2 Rs 4.42 - Mt 12.1 - Lc 6.1). Todavia, eram com mais freqüência tostados os grãos ao lume numa caçarola (Lv 2.14), e comidos como trigo seco. Era comum esta espécie de alimento entre trabalhadores do campo (Lv 23.14 - Rt 2.14 - 1 Sm 17.17 - 25.18 - 2 Sm 17.28). Algumas vezes era pisado o grão, e seco ao sol - então se comia, ou temperado com azeite, ou transformada a massa num bolo mole (Lv 2.14,15,16 - Nm 15.20 - 2 Sm 17.19 - Ne 10.37 - Ez 44.30). A fruta que servia de alimento eram os figos secos, e na forma de bolos (1 Sm 25. 18) - as uvas em estado de passas (1 Cr 12.40), mas algumas vezes servidas dentro de bolos (2 Sm 6.19) - as romãs (Ct 8.2 - Ag 2.19) - as avelãs - e as amêndoas (Gn 43.11). os pepinos (Nm 11.5 - is 1.8) e a alface (Êx 12.8 - Nm 9.11) devem ser postos na lista dos vegetais, usados na Palestina, em adição à lista acima referida, como constituindo o sustento dos egípcios. os hebreus deitavam na sua comida um grande número de condimentos: o cominho, o endro, o coentro, a hortelã, a arruda, a mostarda, e sal. Era-lhes proibido, sob pena de morte, alimentarem-se de sangue de animais (Lv 3.17 - 7.26 - e 19.26 - Dt 12.16 - 1 Sm 14.32 - Ez 44.7, 15), sobre o fundamento de que o sangue continha o princípio da vida, e devia, por isso, ser oferecido sobre o altar (Lv 17.11 - Dt 12.23). Também não podiam comer aquelas reses que morriam de morte natural (Dt 14.21), ou tivessem sido despedaçadas pelas feras (Êx 22.31), bem como as aves e outros animais, que a Lei considerava impuros (Lv 11, e Dt 14. 4). os cristãos não deviam comer a carne daqueles animais que eles sabiam terem sido oferecidos aos ídolos (At 15.29 - 21.26 - 1 Co 8.1), para que não parecesse isso um ato de idolatria. Mas era-lhes permitido comer a carne, comprada nos mercados públicos, ou que era servida em jantares de festa, não devendo fazer perguntas sobre a proveniência desse alimento (1 Co 10.25 a 27). os convertidos africanos, em nossos dias, são orientados de modo semelhante.

alienado: Louco, doido, desvairado.

alienar: Transferir para outro o domínio de; desviar; afastar

aliciar: Seduzir; atrai

alienação: Desinteresse; que está alheio a tudo.

alianças: Abraão fez uma aliança com osrégulos de Canaã (Gn 14.13), e com Abimeleque (Gn 21.22). A última foi renovada por isaque (Gn 26.26). Todavia, quando o povo israelita se estabeleceu em Canaã, era-lhe proibido efetuar alianças com as nações circunvizinhas - esta ordem divina tinha por fim evitar que o povo escolhido se corrompesse com a idolatria dos povos confinantes. Esta proibição, mais tarde, não foi respeitada. Salomão contraiu alianças com Hirão, rei de Tiro, e com Faraó, rei do Egito. o rei de israel teve em vista, por meio da aliança com Hirão, obter materiais e operários para a construção do templo, bem como construtores de navios, e marinheiros. A aliança com o rei do Egito deu a Salomão o monopólio do negócio de cavalos e outros produtos daquele país. As dissidências entre Judá e israel, e as relações destes países com c Egito e as monarquias da Assíria e Babilônia conduziram aqueles povos a numerosas alianças e contra-alianças. Vide os livros dos Reis e das Crônicas, assim como trechos de isaías, Ezequiel e Jeremias. Vários ritos religiosos eram executados quando se realizava uma aliança. A vítima do sacrifício era morta e dividida em duas partes, entre as quais passavam as pessoas interessadas, pedindo-se, nessa ocasião, a maldição de semelhante despedaçamento para aquele que quebrasse os termos da aliança. Este costume vigorou por longo período de tempo (Jr 34.18). Geralmente falando, o juramento só é mencionado no ato de contrair alianças, quer entre nações (Js 9.15), ou entre indivíduos (Gn 26.28 - 31.53 - 2 Rs 11.4). o acontecimento era celebrado com uma festa (Êx 24.11 - 2 Sm 3.12 a 20). o sal, como símbolo de fidelidade, era usado nestas ocasiões, aplicado aos sacrifícios - e vem deste uso a expressão ‘aliança de sal’ (Nm 18.19 - 2 Cr 13.5). Levantou-se uma coluna em memória da aliança entre Labão e Jacó (Gn 31.52). Eram também enviados presentes pela parte que solicitava a aliança (1 Rs 15.18 - is 30.6). os judeus atribuíram sempre grande importância ao fato de serem fiéis aos seus compromissos (Js 9.18). A ira divina caía sobre os que os violavam (2 Sm 21.1 - Ez 17.16).

aliança: Concerto, pacto. Era um contrato, ou convenção que solenemente se realizava entre homem e homem, ou entre homem e Deus. Exemplos do primeiro caso ocorrem em Gn 21.27, e 31,44,45 - Js 9.6 a 15. o concerto entre Deus e o homem de tal modo predomina nas Escrituras que definitivamente se deu ao Cânon já completo os títulos do Antigo Testamento (isto é, a antiga aliança), e Novo Testamento. l. o Antigo Testamento. A palavra ‘aliança’ é usada, primeiramente, falando-se das promessas de Deus a Noé (Gn 6.18 - 9.9 a 16) - mas o fato característico de um pacto entre Deus e o Seu povo escolhido, israel, principia em Abraão, com as promessas a este feitas nos caps. 12 a 15 do Gênesis, ratificadas por solene concerto ritual, sempre repetidas e ampliadas (Gn 17.19 e 22.16). Da parte de Abraão se manifestava a fé (15.6) e a obediência (17.1,9 : 22.16). Conforme ao estabelecido nessa aliança, começa a narração do Êxodo, assentando que Deus ‘lembrou-se da sua aliança com Abraão, com isaque e com Jacó’ (Êx 2.24). A promulgação da Lei no monte Sinai foi preparada com a recordação de ter Deus libertado israel, e com as promessas de outras bênçãos sob condição de obediência. Moisés escreveu todas as palavras do Senhor’ no ‘Livro do Concerto’, e depois dos sacrifícios expiatórios leu-o diante do povo, que respondeu: ‘Tudo o que falou o Senhor, faremos, e obedeceremos’ - e depois disto ele aspergiu o povo com ‘o sangue da aliança’ (Êx 19.4 a 6 e 24.4 a 8). É a este pacto que geralmente se fazem referências por todo o A. T., e em notáveis declarações do N.T. As tábuas da Lei foram, mais tarde, colocadas na ‘Arca da Aliança’, que era considerada como símbolo do SENHoR, e lugar da Sua manifestação (Êx 25.21, etc.). E assim como ‘comer do sal de qualquer homem’ significava um penhor de amizade, assim ‘o sal da aliança’ devia ser acrescentado a toda a oferta de manjares, como lembrança santa dos sagrados laços entre Deus e o Seu povo escolhido (Lv 2.13 - *veja Nm 18.19 - 2 Cr 13.5). o pacto de uma perpétua realeza na descendência de Davi (2 Sm 23.5) acha-se consignado em 2 Sm 7. As referências que no A.T. se fazem à Aliança estabelecida entre Deus e o Seu povo são abundantes, com a declaração de que houve quebra da parte dos israelitas, que se esqueceram do concerto, transgredindo as determinações divinas. Todas estas incriminações culminam na grande profecia de Jr 31.31 a 34, que anuncia ‘uma nova aliança’, não somente exigindo obediência, mas criando aquele poder de amor, cuja lei deve estar escrita no coração. No cumprimento desta profecia passamos da antiga aliança para a nova. 2. A Nova Aliança (para o sentido da palavra testamento, *veja Testamento). Segundo a mais antiga narração da instituição da Santa Ceia, Jesus disse: ‘Este cálice é a Nova aliança no meu sangue’ (1 Co 11.25 - *veja Mt 26.28 - Mc 14.24 - Lc 22.20). Há, aqui, uma referência ao Êxodo(24.8) - Jesus ia criar uma nova relação entre Deus e os homens, fundada como a antiga sobre o sacrifício, o sacrifício de Si próprio. No desenvolvimento desta verdade, nos escritos do N.T., os apóstolos concentram de um modo natural todo o poder da nova aliança no sangue de Cristo (Rm 3.25 - Ef1.7 - Hb 9.14 - 1 Pe 1.19 - 1 Jo 1.7 - Ap 1.5, etc.). o pensamento da própria aliança é proeminente em 2 Co 3.6 - Gl 3.15, e especialmente em Hb 8.10 e 12.24 e 13.20. *veja na palavra Testamento outros pontos de vista.

algoz: Carrasco, pessoa cruel, desumana.

alfredo: Conselheiro

alforje: Um saco que os viajantes usam para levar dinheiro e mantimento para a jornada. Era feito de diversos materiais, geralmente pele ou couro, e estava preso à cintura (1 Sm 17.40 - Mt 10.10 - Lc 12.33 a 36). (*veja Bolsa.)

alforge: sacola

alfeu: 1. Pai de Levi (Mc 2.14), que deve ser o mesmo que Mateus, o apóstolo. 2. Em cada uma das quatro listas dos apóstolos (Mt 10 - Mc 3 - Lc 6 - e At 1), o nono lugar é dado a Tiago, filho de Alfeu.

alfonso: Guerreiro pronto para o combate, inclinado ao combate

alfinete: enfeite

alfarroba: É o fruto da alfarrobeira. Esta árvore tem folhas escuras e brilhantes, e produz vagens grandes, sendo estes frutos pisados para alimento de gado e porcos os pobres também os empregam na alimentação, e acham-nos muito nutritivos. É a este fruta que se refere a parábola do Filho Pródigo, em Lc 15.16.

alfa e ômega: Termo para Deus e Jesus encontrado apenas no Apocalipse. Alfa e Ômega são as primeiras letras do alfabeto grego. O termo significa que Deus é eterno e soberano. (Apocalipse 1:8)

alexsandro: Defensor do homem

alfa: A primeira letra do alfabeto grego, sendo Ômega a última. A frase ‘Eu sou o Alfa e o Ômega’ vem no Ap 1.8 e 21.6, como expressão do Senhor. originariamente uma forma expressiva da perfeição, teve depois especial aplicação à eternidade e onipresença de Deus, pois é do supremo Ente que têm origem todas as coisas, e para o qual todas as coisas tendem. Frases de significação semelhante se encontram em is 41.4 - Rm 11.36 - 1 Co 8.6 - e Hb 2.10. No Ap 22.13 é transferido o título para Jesus glorificado, revelador e realizador do divino plano de redenção, em quem está o ‘Sim’ e o ‘Amém’, a confirmação e cumprimento de todas as promessas de Deus (2 Co 1.20 - *veja também Jo 1.3 - 1 Co 8.6 - Cl l. 15, 17 - Hb 1.2,3).

alexandro: Defensor do homem

alessio: Protetor e defensor do gênero humano

alexandria: Cidade edificada sobre o delta do rio Nilo, fundada por Alexandre Magno, rei da Macedônia, 332 a.C., para ser a metrópole do seu império ocidental. Desde o princípio foi misturada a sua população - chamava-se a região dos judeus um dos três bairros em que se dividia a cidade. Depois da tomada de Jerusalém removeu Ptolomeu i um considerável número dos seus cidadãos para Alexandria. Muitos outros judeus, por sua própria vontade, os seguiram, e com estas e outras imigrações foi a colônia judaica rapidamente aumentada. Mais tarde, quando a cidade de Alexandria caiu sob o domínio de Roma, Júlio César e Augusto confirmaram os privilégios de que os israelitas gozavam antes daquele acontecimento. Eles eram representados por um funcionário seu, e Augusto estabeleceu um Conselho ‘para superintender nos negócios dos judeus’, segundo as próprias leis judaicas. Por algum tempo a igreja judaica em Alexandria conservou-se numa estreita dependência da de Jerusalém, reconhecendo ambas o sumo sacerdote como seu chefe religioso - mais tarde, porém, separaram-se. A versão do A.T. em grego (conhecida como dos Setenta, pelo fato de terem sido os tradutores setenta judeus de Alexandria), fortaleceu a barreira de linguagem entre a Palestina e o Egito - e o templo de Leontápolis (161 a.C.), que sujeitava os judeus do Egito às despesas provenientes do cisma, alargou mais a ruptura na família israelita. Todavia, no princípio da era cristã, os judeus do Egito contribuíram ainda para o serviço do templo de Jerusalém, que apesar de tudo era a cidade santa e a cidade-mãe da raça judaica. Segundo Eusébio, foi Marcos quem primeiramente pregou o Evangelho no Egito e fundou a primeira igreja de Alexandria. Pelo fim do segundo século era Alexandria um importante centro de influência e instrução cristãs. A sua escola de catequização era altamente distinta. o mais antigo dos seus mestres, mencionado pelo historiador Eusébio, foi Panteno, cerca do ano 180. Clemente e orígenes foram os mais famosos dos seus sucessores, embora Ário, o autor da heresia ariana, também tivesse sido, segundo Teodoreto, um dos principais doutrinadores. As referências do Novo Testamento a Alexandria acham-se em At 6.9 - 18.24 - 27.6 e 28.11.

alexandrino: Defensor do homem

alessandro: Variante italiana de Alexandre

alexandra: Defensora do homem

alemete: lugar coberto

alema: hebraico: esconderijo

alessandra: Variante italiana de Alexandra

aleivoso: Caluniador; fraudulento

aleixo: Defensor

alecio: Calda de peixe

alefe: 1a. letra do alfabeto hebraico, boi

aldir: Vivido, experiente

adroaldo: Aquele que governa com nobreza

alcione: Nome herdado de uma estrela da constelação das Plêiades

alcino: Espírito forte

alcindo: Espírito forte

alcinda: Nome herdado de uma estrela da constelação das Plêiades

alcina: Aquela que tem capacidade e mente forte

alcides: Aquele que é forte

alcibiades: Defensor da vida

alçar: Suspender; elevar; erguer

alceu: Aquele que é forte

alcebiades: Defensor da vida

alcadema: campo de sangue

aleluia: Forma grega na versão dos Setenta para a palavra composta do hebreu Hallelujah, ‘louvai ao Senhor’. Acha-se o vocábulo da versão dos Setenta nos salmos 105, 106, e outros, traduzidos da Vulgata Latina. Em outras traduções vem o significado ‘louvai ao Senhor’, e na margem - Aleluia. Adaptação da palavra hebraica no culto cristão é devida ao seu uso no Ap 19.1 a 7. Já no 4º. século era o termo Aleluia reconhecido como uma exclamação cristã de alegria e de vitória. os aleluias tinham um lugar especial nas primitivas liturgias da igreja oriental e ocidental.

albuquerque: Carvalho branco

alçadas: Levantadas; erguidas.

albino: Branco, alvo, puro

albertina: Ilustre, brilhante

alberico: Rei dos montes

adalberto: Nobre, ilustre

adonias: o SENHoR é o Senhor. 1. Quartofilho de Davi, nascido em Hebrom, quando seu pai era rei de Judá (2 Sm 3.4). Nos últimos anos do reinado de Davi, formou Adonias em volta de si um partido forte, e começou a manifestar suas pretensões, aspirando a ser sucessor de seu pai. Mas Davi tinha prometido a Bate-Seba que seu filho Salomão havia de ser o rei de israel, e deu ordens para que Salomão se dirigisse, montado na mula real, a Giom, ao ocidente de Jerusalém. Foi ali ungido e proclamado rei por Zadoque e alegremente reconhecido pelo povo. Esta resolução infundiu terror no partido contrário, e Adonias fugiu para junto do altar. Foi perdoado por Salomão, sob a condição de mostrar-se como homem digno, sendo também ameaçado de morte se alguma maldade fosse por ele praticada (1 Rs 1). Depois da morte de Davi, pretendeu Adonias o consentimento de Salomão para o seu casamento com Abisague, que tinha vivido com Davi, quando já muito avançado em idade. Pensou Salomão que havia nele intenção de reivindicar o trono e ordenou que fosse morto (1 Rs 2.25). 2. Um dos levitas, a quem Josafá mandou para ensinar a lei ao povo (2 Cr 17.8). 3. Um chefe judaico, que com Neemias assinou o pacto (Ne 10.16).

abandonar: Deixar, largar, Deixar só; Desamparar, Renunciar a, desistir de, Não se interessar por, Descuidar, Desprezar.

abdom: Servil. 1. Cidade na tribo de Aser (Js 21.30; 1 Cr 6. 74; em Js 19.28 chama-se Ebrom. Está identificada com Abdé, pequenas ruínas sobre um monte, que domina a planície de Acre. 2. o décimo-primeiro dos doze juizes (Jz 12.13, 15). 3. *veja 1 Cr 8.23. 4. Primogênito de Jeiel, pai de Gibeom (1 Cr 9.35, 36) 5. Filho de Mica, que foi mandado com outros pelo rei Josias à profetisa Hulda a fim de consultá-la a respeito do Livro da Lei, que se encontrou no templo (2 Cr 34.20). Em 2 Rs 22.12 e chamado Acbor.

albano: Branco, alvo, puro

alaúde: instrumento de canta, semelhante à viola. É a tradução da vulgar palavra hebraica nebel. Nebel é a maior parte das vezes traduzido pelo termo saltério. As cordas eram tocadas com os dedos (is 5.12 - 14.11 - Am 5.23 - 6.5). (*veja Música.)

alarde: Ostentação, aparato.

alarido: Gritaria; algazarra

alameleque: carvalho do rei

alamote: voz de virgens

alamete: hebraico: vigor de juventude

alabe: lugar fértil

alafe: primeira letra do alfabeto hebraico: um ou mil quando recebe dois pontos iguais a rema.

alabastro: *veja Mt 26.7; Mc 14.3; Lc 737 - as passagens que descrevem o caso de ter uma mulher derramado o precioso bálsamo, contido num vaso de alabastro, sobre a cabeça do Salvador. os antigos consideravam o alabastro (espécie de mármore branquíssimo - carbonato de cálcio), como o melhor material para conservar os seus ungüentos. A forma usual desses frascos era redonda, bojuda no fundo, terminando para cima num estreito gargalo, que era cuidadosamente selado. Na narrativa de S. Marcos diz-se que a mulher quebrou a redoma, antes de derramar o ungüento. isto apenas significa a quebra do selo ou do gargalo; :mas também pode querer dizer que o vaso foi destruído para não tornar a ser usado.

ajelet-sanar: hebraico: veado da aurora, ou corça da manhã

ajalom: hebraico: um grande carneiro

aiude: irmão de judeu

aitube: hebraico: meu irmão é bondade, filho de benevolência, ou irmão da formosura

aitude: bom irmão

aitofel: irmão de loucura. Um gilonita,conselheiro de Davi - a reputação de Aitofel era tão alta que as suas palavras tinham a autoridade de um oráculo divino. Se, como se pode depreender de 2 Sm 23.34, em comparação com 11.3, era ele avô de Bate-Seba, talvez fosse a queda da neta que o levou a aderir à revolta de Absalão, sendo por, este mandado chamar no princípio da conjuração (2 Sm 15.12). Para mostrar ao povo que o rompimento entre Absalão e o pai era irreparável, aconselhou Aitofel ao rebelde que tomasse posse do harém real (2 Sm 16.21). Com o fim de contraditar os seus conselhos, mandou Davi que Husai fosse para junto de Absalão. Aitofel tinha recomendado que Davi fosse imediatamente atacado, mas Husai aconselhou a demora, tendo em mira enviar especial aviso a Davi, e assim dar-lhe tempo de reunir as suas tropas para um decisivo combate. Quando Aitofel viu que prevalecia o conselho de Husai, caiu em desespero, e, voltando para sua casa, pôs as suas coisas em ordem e enforcou-se (2 Sm 17). Tem sido notado que é este o único caso de suicídio, mencionado no Antigo Testamento (não se falando em atos guerreiros), assim como o de Judas é o único caso do Novo Testamento.

aisar: irmão do canto

aisameque: irmão de ajuda

aisamaque: hebraico: irmão de apoio

aisaar: irmão da alva

airton: Ilha misteriosa

airão: meu irmão (Deus) é excelso

ainas: hebraico: resposta do Senhor

aimote: irmão da morte

alaide: Princesa da terra, de linhagem nobre

ainadabe: irmão da liberdade

aimeleque: irmão do rei

abinadabe: Meu pai é nobre. l. Um israelita da tribo de Judá, que vivia perto de Quiriate-Jearim, e em cuja casa a arca, depois de ter sido restituída pelos filisteus, permaneceu durante vinte anos (1 Sm 7.1, 2; 2 Sm 6.3 a 4; 1 Cr 13.7). 2. Segundo filho de Jessé, e portanto irmão de Davi, o qual combateu por Saul na guerra contra os filisteus (1 Sm 16.8; 17.13; 1 Cr 2.13). 3. Filho de Saul, que foi morto em Gilboa pelos filisteus, juntamente com Jônatas e outros irmãos (1 Sm 31.2; 1 Cr 8.33; 9.39; 10.2). 4. Pai de um dos oficiais de Salomão, também chamado Ben-Abinadabe (1 Rs 4.11).

agradar: Causar ou inspirar complacência ou satisfação, Ser agradável, Contentar, Satisfazer, Sentir ou causar prazer.

acube: fraudulento

aimee: Aquela que é amada e apreciada

aimaas (z): hebraico: meu irmão está irado ou irascível

aimas: hebraico: irascível

aimaás: Meu irmão está irado. 1. Pai damulher de Saul, Ainoã (1 Sm 14.50). 2. Filho de Zadoque, sacerdote no reinado de Davi. Quando Davi fugia de Jerusalém por causa da rebelião de seu filho Absalão, aconteceu que Zadoque e Abiatar, acompanhados de seus filhos, levaram a arca, de Deus na sua intenção de irem com o rei. Mas Davi ordenou-lhes que voltassem para a cidade, o que eles fizeram, bem como Husai (2 Sm 15). Em virtude de certa combinação, Husai, fazendo-se amigo de Absalão, deu um conselho diferente do de Aitofel e disse a Zadoque e a Abiatar alguma coisa do que se passava no palácio, para que fosse levado um aviso a Davi por Aimaás e Jônatas, que tinham ficado em En-Rogel, fora dos muros da cidade (2 Sm 17.17). o que depois se sabe de Aimaás está em relação com a morte de Absalão às mãos de Joabe e seus escudeiros. Aimaás questionou com Joabe, para que lhe fosse permitido levar a Davi a notícia do fato. Joabe, que era amigo de Aimaás, sabendo quão doloroso seria para o pai o conhecimento da morte do filho, não acedeu ao seu pedido, mas mandou um etíope em seu lugar. Já depois de ter partido o etíope, tornou novamente Aimaás a insistir com Joabe para que lhe fosse concedido ir levar a notícia a Davi, sendo por fim atendido. Correndo por atalhos, Aimaás chegou antes do etíope à presença de Davi, e informou o rei da vitória alcançada sobre os revoltosos, mas não mencionou a morte de Absalão. Deixou ao etíope, com uma esperteza oriental, a desagradável missão de dar essa notícia (2 Sm 18). 3. Um dos oficiais de Salomão, o qual tinha a seu cargo o abastecimento da casa do rei durante um mês em cada ano. Era genro do rei, pois tinha casado com sua filha Basemate (1 Rs 4.15).

ailude: irmão do que nasceu

ailate: hebraico: fortaleza

aijolon: lugar de gazelas

aijelete-has-saar: hebraico: corça da aurora.

aiin: décima sexta letra do alfabeto hebraico

aiezer: irmão do auxilio

adelaide: Princesa da terra, de linhagem nobre

aicão: Meu irmão se levantou. Quando Safa, o escriba, trouxe ao rei Josias o Livro da Lei que Hilquias, o sumo sacerdote, tinha achado no templo, foi Aicão mandado pelo rei com outros delegados consultar a profetisa Hulda (2 Rs 22). Quando, no reinado de Jeoaquim, os sacerdotes e profetas acusaram o profeta Jeremias perante os príncipes de Judá de ter feito arrojadas declarações sobre os pecados da nação, Aicão usou da sua influência para proteger o profeta (Jr 26.24). o seu filho Gedalias foi nomeado governador de Judá por Nabucodonosor, rei da Babilônia, e a ele Jeremias foi entregue, quando saiu da prisão (Jr 39.14 e < -l0.5).

aican: hebraico: irmão do inimigo

aibe: hebraico: gordura

aias ou ahiyah: amigo de D'us

aiate: hebraico: monte de ruína

aias: irmão do SENHoR. 1. Sacerdote do Senhor em Silo. A arca de Deus estava sob o seu cuidado - ele trazia a estola e inquiria do Senhor por meio da arca (1 Sm 14.18). Provavelmente é o mesmo que Aimeleque em 1 Sm 21: eram filhos de Aitube (1 Sm 14.3 - 22.9). Era Aimeleque irmão do rei. 2. Filho de Bela (1 Cr 8.7), e que se pensa ser a mesma pessoa que Aoá (1 Cr 8.4). 3. Filho de Jerameel (1 Cr 2.25). 4. Um dos valentes de Davi (1 Cr 11.36). 5 Levita do reinado de Davi, que tinha a seu cargo os tesouros da casa de Deus, e, também, os das coisas sagradas (1 Cr 26.20. Ed. R.C.). Na E.R.A. não consta o nome Aías. 6. Um dos príncipes de Salomão (1 Rs 4.3). 7. Profeta de Silo (1 Rs 14.2), chamado por isso o silonita (1 Rs 11.29), nos dias de Salomão, e de Jeroboão, rei de israel. Existem dele duas notáveis profecias. A primeira diz respeito a Jeroboão - anuncia-lhe que dez tribos separar-se-iam de Salomão como castigo da idolatria deste rei, e seria para ele transferido o reino. Esta profecia chegou ao conhecimento de Salomão, e Jeroboão, a fim de salvar a vida, teve de fugir para junto de Sisaque, rei do Egito, onde permaneceu até à morte do rei de israel (1 Rs 11.29 a 40). A segunda profecia acha-se em 1 Rs 14.6 a 16, e foi dirigida à mulher de Jeroboão, que, sob disfarce, tinha vindo saber notícias de seu filho Abias, que estava doente. Aías predisse a morte do menino, bem como a destruição da casa de Jeroboão, por causa de sua idolatria - e também anunciou o cativeiro de israel para além do rio Eufrates. 8. Pai do rei Baasa (1 Rs 15.27, 33). 9. Um dos chefes do povo que selaram o convênio com Neemias (Ne 10.26).

aião: irmão da mãe

aiai: hebraico: Narinas, narigudos

aiam: hebraico: irmão da mãe ou amigo da nação

ailton: Ilha misteriosa

adonibezeque: senhor de Bezeque

ahavat israel: Amor ao próximo; um dos preceitos fundamentais da Torá: “Ame ao teu próximo como a ti mesmo”.

acaia: Emprega-se no N.T. esta palavra para designar uma província romana, que incluía o Peloponeso e grande parte da Hélade, com as ilhas adjacentes. Acaia e Macedônia juntas formavam a Grécia (At 19.21 - Rm 15.26). Na ocasião em que Paulo foi levado à presença de Gálio, era a Acaia governada por um procônsul da parte do Senado Romano.

ahi: hebraico: irmão de Jeová

aguinaldo: Aquele que governa pelo uso da espada

aguçar: Excitar; estimular; afiar

aguardar: Esperar, Permanecer na expectativa de, Respeitar, Acatar.

agripino: O parto foi feito pelos pés

agripina: Que foi dado à luz com dificuldade

agrilhoado: Prender com grilhões

agricultura: A Palestina, à exceção da parte mais meridional, é terra de ribeiros d"águas e de fontes que correm das montanhas e dos vales (Dt 8.7 a 9). As primeiras chuvas caem em outubro. Não são chuvas contínuas, mas intermitentes, dando isso ocasião a que o lavrador possa semear trigo e cevada. Continua a chuva a cair por intervalos durante os meses de novembro e dezembro, havendo ainda em março e abril dias chuvosos. Nos restantes meses até outubro, o tempo é seco, vendo-se o céu sem nuvens. Logo que no mês de outubro o chão é amolecido pelas chuvas, principia a semeadura de trigo, cevada e lentilhas. o arado dos antigos hebreus era, provavelmente, semelhante aos de hoje, constando de uma vara grossa feita de duas peças, às quais se prendia uma travessa onde se atrelava uma junta de bois. Na outra extremidade era metida uma peça num ângulo obtuso, que terminava por baixo na relha e havia uma grosseira rabiça na parte superior. os bois eram impelidos por meio de uma vara com aguilhão, a qual era também empregada para quebrar os torrões de terra ou limpar o arado. A ceifa começa no fim de março ou princípio de abril. A colheita da cevada vem primeiro, sendo a última a do trigo em meados de maio. o tempo da ceifa durava sete semanas. o trigo era segado com uma foice e, reunido em molhos, era levado para a eira, um terreno circular, exposto ao vento, com uns vinte metros de diâmetro. Aqui era o grão liberto da palha mediante o andar de bois ou jumentos sobre o trigo. Porções de trigo eram também algumas vezes debulhadas por meio de um mangual (is 28.27) - mais freqüentemente, porém, se empregava um instrumento, que constava de uma armação de madeira, com pedras pontiagudas metidas em buracos na parte inferior, posta em contato com o trigo. Esta armação era puxada por bois, e muitas vezes o agricultor sentava-se em cima para aumentar o peso. Também se usava para a debulha um revestimento de madeira adaptado às rodas de um carro, com certo número de lâminas para cortar o trigo. Depois, quando soprava levemente o vento, levantava-se com pás de madeira a palha com o grão, caindo este na eira e levada aquela pelo ar fora. o trigo ainda era limpo das pedras e impurezas agitado numa joeira (Am 9.9). A palha mais comprida servia de alimento para os bois (is 11.7), não tendo valor a restante. A colheita era armazenada em lugares subterrâneos (Jr 41.8). Em troca de ouro e prata e artigos de luxo, abastecia a Palestina, com o conteúdo dos seus armazéns, os mercados de Tiro e Sidom, onde se reuniam também as mercadorias de todas as nações desde a Espanha à india. Nas minuciosas descrições de Ezequiel sobre a grandeza de Tiro, ele menciona o trigo entre os diversos artigos, que a Fenícia importava de Judá no seu tempo, o sexto século antes de Cristo. Mais de seis séculos depois vemos que é ainda Canaã que fornece trigo à Fenícia, pois uma missão especial veio, cerca do ano 44 d.C., ao rei Herodes Agripa, da parte de Tiro e Sidom, pedindo paz, porque o seu país era sustentado pelas terras do rei (Atos 12.20).

agravo: Ofensa, injúria, afronta, dano.

agraciada: Que recebeu graça, mercê; condecorado, galardoado.

agouro: Presságio ou adivinhação de cousa má; que anuncia coisas más

agoureiro: Presságio de coisa má

agouros: Presságio, pressentimento.

agnes: Pura, alva, cristalina

agostinho: Aquele que é sublime e venerado

agnosticismo: O termo "agnosticismo" vem do grego "ágnostos", que significa "não cognoscível". O Vocábulo é de origem mais ou menos recente. É conhecido e usado pela primeira vez no sentido moderno e familiar por Thomas Huxley (1825-1895) em 1869, como ele mesmo narra em seu escrito "Agnosticism" de 1889 e inserido nos "Collected Essays" . Em oposição à "gnose", Huxley entendeu essa palavra no sentido de "não saber nada" sobre um argumento ou encontrar-se perante um problema insolúvel. Naturalmente, foi o ambiente filosófico favorável da época, com o ceticismo de Hume e a filosofia crítica de Kant, que permitiu a Huxley cunhar e divulgar o termo "agnosticismo" como expressão de um certo pensamento. Huxley escolheu-o para apresentar-se também com um "ismo" e assim classificar seu pensamento junto aos colegas da "Metaphysical Society" de Londres, como a moda dos "ismos" de então o exigia. O novo vocábulo assumiu e conservou sucessivamente um significado mais restrito e mais preciso, indicando uma posição de "não conhecimento" da verdade metafísica ou de "não conhecimento" da existência de uma realidade sobrenatural, dita justamente "incognoscível" . Já os atenienses dos tempos de S.Paulo Apóstolo dirigiam-se a um Deus desconhecido (agnósto Theó) levantando-lhe altares e fazendo-lhe orações. Portanto, "agnosticismo" significa, de modo geral, a atitude espiritual de quem suspende o próprio juízo sobre a existência e natureza do Absoluto e da Divindade. Declara a inatingibilidade, por parte da mente humana, dos problemas referentes à primeira origem da realidade, à natureza de Deus e ao último destino do homem. Não deve ser confundido com o ceticismo, porquanto é mais uma abstração do que uma negação do conhecimento: o agnosticismo convida a uma posição de neutralidade entre a afirmação e a negação a respeito de tudo quanto se relacione com os problemas do Absoluto.

agnelo: Cordeirinho

agnaldo: Aquele que governa pelo uso da espada

ageu: Festivo. Um dos três profetas da Restauração. Pouco se sabe a respeito da sua personalidade, mas o tempo do seu aparecimento pode deduzir-se do seu livro e do de Esdras. Nasceu, provavelmente, durante o cativeiro, e pertenceu ao número dos que vieram com Zorobabel da Babilônia para Jerusalém, no ano 536 a.C. A reedificação do templo começou com grande zelo, mas, por causa da oposição dos samaritanos, foram suspensas as obras pelo espaço de quatorze anos. Subindo, então, Dario Histaspes ao trono da Babilônia, foi Ageu inspirado por Deus a exortar Zorobabel e Josué a que recomeçassem o trabalho do templo. os seus arrazoados produzir um efeito (Ag 1.14 - 2.1), prosseguindo os judeus na reedificação no ano 520, dezesseis anos depois da volta do cativeiro. Diz-se que Ageu foi sepultado em Jerusalém, perto dos sepulcros dos sacerdotes.

ageu (livro de): Encerra este livro quatro mensagens proféticas, todas elas apresentadas durante 4 meses pouco mais ou menos (1.1 - e 2.1, 10, 20). Na primeira são censurados os judeus por desprezarem o templo - faz-se a promessa de que o favor divino havia de acompanhar a sua construção. Vinte e quatro dias depois desta profecia, foram as obras continuadas, sendo os israelitas animados por uma misericordiosa mensagem da parte de Deus. Mas, passado um mês, arrefeceu de novo o zelo do povo, e começaram a pensar se seria possível a restauração. Com o fim de remover as dúvidas do povo e levantar as suas enfraquecidas energias, apareceu Ageu declarando que o Senhor era com eles e profetizando que a glória do novo templo havia de ser maior do que a do primeiro (Ag 2.1 a 9). Pela terceira vez dirige-se Ageu aos judeus e censura-os pela sua indiferença - ao mesmo tempo incita-os a trabalharem o mais possível (Ag 2.10 a 19). No mesmo dia foi proferida outra profecia, dirigida a Zorobabel, príncipe de Judá, representante da casa de Davi, e aquele por quem principia a genealogia do Messias depois do cativeiro, encerrando as palavras proféticas a promessa de que o povo de Deus seria preservado no meio da queda e ruína dos reinos da terra (2.20 a 23). Cp.Ag 2.6 com Hb 12.26,27. Mas as palavras de 2.9, ‘neste lugar darei a paz’, foram, sem dúvida, cumpridas com a presença de Jesus Cristo no segundo templo.

agildo: Oferta dos deuses

agenor: Bravo, viril, corajoso

agatha: Bondosa, cuja influência predispõe ao amor

agata: pedra preciosa

agarrar: Pegar algo, Apanhar, Prender, Segurar com força, aprisionar.

agastar: Aborrecer; zangar-se

agarai: hebraico: vagabundo

agague: Violento. Rei dos amalequitas (1 Sm 16), cuja vida Saul poupou, desobedecendo à ordem divina. Samuel declarou que, por este ato, a sucessão sairia da família de Saul, e ele próprio mandou buscar Agague, fazendo-o em pedaços. Hamã, o agagita, de cuja sorte se fala no livro de Ester, era, seguindo a crença dos judeus, descendente de Agague, e por isso eles odiavam a sua raça. Em Nm 24.7 parece ser o nome Agague usado como título geral dos reis amalequitas.

agape: Este é o amor mais sublime, mais alto, é a palavra usada para expressar o amor de Deus (ex. João 3:16). Este é o amor descrito em 1 Coríntios 13. Quando fala sobre o amor de Cristo usa-se a palavra ágape, não fileo. Esta palavra descreve um amor desinteressado, de alguém que se dispõe a dar de si mesmo sem esperar receber nada em troca. É o amor que leva alguém a oferecer a sua própria vida para salvar a outros,

afranio: Poeta cômico latino

agabo: gafanhoto

açafrão: Este nome deriva-se do arábicozafaran. obtém-se em pequenas quantidades dos estigmas amarelos e do estilete de um croco, sendo precisos, como dizem, 60.000 botões para preparar um arratel de açafrão. No oriente se faz com esta planta uma substância odorífera (Ct 4.14), usada para dar gosto à comida e ao vinho, empregada também como poderoso medicamento estimulante. Também serve para tinta - e desta se fabrica uma qualidade inferior com o Carthamus tinctorius, uma planta alta da família das Compostas.

afonso: Guerreiro pronto para o combate

afoitamente: Tornar(-se) afoito; animar(-se); encorajar(-se)

afluíram: Do verbo afluir: convergir; vir em grande quantidade; aglomerar.

afligir a alma: Causar aflição a; angustiar, mortificar, agoniar, agonizar

afogueado: Muito corado (Que tem cor; branqueado ou tornado branco pela exposição à luz solar; quarado; que tem as faces vermelhas (diz-se das pessoas)

aflição: Adversidades, catástrofes e sofrimentos, que por vezes duram muito tempo. Às vezes a aflição nos é imposta por outrem, outras vezes por nós mesmos e ainda em outros casos pelo próprio Deus.

afluir: Correr para; convergir

afligir: Ver. aflição.

afinidade: Relação, semelhança, analogia.

afikoman: “Sobremesa”; pedaço de matsá tirado no início do sêder e guardado até o final da refeição; é o último alimento a ser ingerido antes do Bircat Hamazon, Bênção de Graças após a refeição – para lembrar as oferendas de Pêssach, que era o último alimento ingerido no sêder, na época do Templo.

afeto: Dizer respeito a; concernir, interessar.

afetação: Afetar; atingir, afligir, comover, abalar.

afeque: Fortaleza. 1. Cidade real dos cananeus, cujo rei foi morto por Josué (Js 12.18). Coube, na distribuição das terras, a issacar. 2. Cidade situada na extremidade norte de Aser, nos limites dos amorreus (Js 19.30), donde não foram expulsos os cananeus. 3. Lugar em que acamparam os filisteus, enquanto os israelitas se conservavam em Ebenézer, antes da fatal batalha em que foram mortos os filhos de Eli e tomada a arca (1 Sm 4.1). Era perto de Jerusalém, ao nordeste. 4. Campo da batalha em que Saul foi derrotado e morto (1 Sm 29.1). 5. Cidade na estrada militar que vai da Síria a israel (1 Rs 20.26). Acha-se esta cidade identificada com a moderna Fik, no cimo do Wadi Fik, 10 km ao oriente do mar da Galiléia, passando ainda pela povoação a grande estrada entre Damasco e Jerusalém. Foi teatro da derrota de Ben-Hadade (1 Rs 20.30), e de muitas outras batalhas.

afes-domim: grego: costa de Domim

afegue: hebraico: fortaleza

afamado: Que tem fama; prestígio

afeca: fortificação

advogado: A palavra grega Parakletos, traduzida ‘advogado’ em português, em 1 Jo 2.1, aplica-se também ao Espírito Santo em Jo 14.16, 26 - 15.26 - 16.7. A significação grega é a de ‘alguém chamado para defender outra pessoa’, especialmente quando se trata de uma acusação legal. Em latim advocatus. A tradução ‘consolador’ acha-se nas passagens citadas do Evangelho de João. o cristão tem, portanto, ou no Espírito Santo ou em Jesus Cristo, quem defenda a sua causa, e lhe dê conforto nas horas tristes. (*veja Espírito Santo.)

afamada: Que se tem fama.

adversidade: Infelicidade; má sorte

advir: Vir em conseqüência; resultar, proceder, derivar.

advento: Vinda, chegada.

aduzir: Trazer, apresentar.

adurão: o Senhor é execelso

aduram: hebraico: dois montes

adumim: sangue

adultério: Este ato é proibido no sétimo mandamento (Êx 20.14 - Dt 5.18). *veja em Nm 5.11 a 29 a descrição da prova de impureza por meio da água amarga, que era dada à mulher suspeita para beber. As referências que os profetas fazem ao adultério indicam uma situação moral muito baixa (is 51.3 - Jr 23.10 - os 1.4). É provável que depois do cativeiro, quando o laço conjugal se tornou menos apertado, raras vezes, se alguma vez o foi, tenha sido a pena de morte aplicada. A frase em Mt 1.19, ‘não a querendo infamar’, provavelmente significa não levar o caso perante os juizes do conselho local. José procedeu assim, pois preferia, como podia fazê-lo, deixá-la secretamente. A palavra adultério era usada figuradamente para exprimir a infidelidade do povo hebreu para com Deus. Figura muito apropriada por causa dos ritos impuros que faziam parte do culto idólatra (Ez 16). Assim também falou o Senhor de uma geração ‘adúltera’ (Mt 12.39). (*veja Casamento.) As principais passagens do N.T. em que se fala de adultério, relacionam-se com o divórcio ou separação: Mt 5.31,32 - 19.6 - Mc 10.11, 12 - Lc 16.18 - Jo 8.3 a 11 - Rm 7.2, 3 - 1 Co 7.10,11, 39.

adriene: Escura, morena

adulão: Cidade de Judá (Js 15.35), sedede um rei cananeu (Js 12.15), evidentemente lugar de grande antigüidade (Gn 38.1 a 20): é hoje Aid-el-Ma. Havia muitas cavernas nas colinas de pedra calcária, existentes nos subúrbios da povoação - era ali o ponto de reunião de Davi e seus companheiros. Ali também se encontraram com Davi, seus irmãos e toda a casa de seu pai, indo de Belém (1 Sm 22.1). Foi naquele sítio que se deu o ousado ato dos três valentes, que arriscaram a vida indo a Belém buscar água para Davi (2 Sm 23.14 a 17 - 1 Cr 11.15 a 19). A cidade de Adulão foi fortificada pelo rei Roboão (2 Cr 11.7), e foi um dos lugares reocupados pelos judeus depois da sua volta da Babilônia (Ne 11.30). Há, ainda, muitas cavernas nos montes de pedra calcária, ali perto.

adriel: Filho de Barzilai, meolatita, aquem Saul deu a sua filha Merabe, ainda que a tinha prometido a Davi (1 Sm 18.19). Cinco filhos de Adriel estavam entre aqueles sete descendentes de Saul, os quais Davi entregou aos gibeonitas (2 Sm 21.9), com o fim de dar-lhes uma satisfação por ter Saul empregado todos os seus esforços para extirpá-los, embora em outros tempos tivessem os israelitas feito uma aliança com eles (Js 9.15).

adriano: Escuro, moreno

adriana: Escura, morena

adufe: tambor

adriane: Escura, morena

adria-meleque: hebraico: o Deus Adar é rei

adria: hebraico: escura

adorar: Prestar culto à divindade; venerar; amar em extremo.

adorão: hebraico: O Senhor é exaltado

adoram: hebraico: dois montes ou baluartes

adoraim: Montes

adonirão: hebraico: O Senhor é engrandecido, ou excelso.

adonisedeque: o Senhor é justo

adoniran: O Senhor é excelso

adonição: O Senhor se tem levantado

adoniram: Deus é exaltado

abisai: Meu pai é Jessé. Dedicado sobrinho de Davi, filho mais velho da sua irmã Zeruia (1 Cr 2.16). Ele foi à noite com Davi ao campo de Saul (1 Sm 26.6), e teria atravessado o rei com a sua lança se Davi não o tivesse contido. Abisai implorou a permissão de matar Simei, que amaldiçoou a Davi quando este fugia de Absalão (2 Sm 16.9 a 14). Mais tarde tomou parte na grande batalha que pôs fim à insurreição de Absalão (2 Sm 20.6). Ele combateu vitoriosamente contra os amonitas (2 Sm 10.10; 1 Cr 19. 11), e contra os edomitas (2 Sm 8.13; 1 Cr 18.12). Auxiliou no desleal assassinato de Abner (2 Sm 3.30) e na perseguição de Bicri (2 Sm 20.6, 10). Na guerra com os filisteus, Abisai livrou Davi de ser morto às mãos de isbi-Benobe o gigante, a quem ele matou. Mostrou grande valor, lutando com trezentos homens (2 Sm 23.18; 1 Cr 11.20).

adrameleque: 1. ídolo dos de Sefarvaim,que Salmaneser ii, rei da Assíria, trouxe para colonizar as cidades da Samaria, depois de ter levado para aquele país os habitantes cativos (2 Rs 17.31). Este ídolo era adorado com ritos semelhantes aos de Moloque, sendo-lhe sacrificadas as crianças. 2. Filho de Senaqueribe, rei da Assíria - auxiliado por seu irmão Sarezer, matou o pai na casa do deus Nisroque, estando ele a adorar ali (2 Rs 19.37).

adoni-zedeque: meu Senhor é justo

adoni-bezeque: hebraico: Senhor de Bezeque

adonai: (Hebraico) - Senhores meus. Um dos nomes de Deus no Antigo Testamento. - Senhor (Maitre), Senhores (Maitrês). É assim que o homem da Bíblia invoca, o mais das vezes, seu Elohîms (Gn 15:2; 20:4, etc.) Adonai é um plural gramatical como Elohîms, com o qual se combina freqüentemente em Adonaï-Elohîms.

adomias: Jeová é o senhor

adolpho: Nobre, lobo, bravo guerreiro

adoecer: Ficar doente ou enfermo

adolfo: Nobre, lobo, bravo guerreiro

adna: satisfação

admoestar: Censurar, repreender com brandura; aconselhar, exortar.

adoção: Termo pelo qual Paulo exprime oparentesco que a frase ‘filhos de Deus’ designa. Em Rm 8.15 a 23 - 9.4 - Gl 4.5 - e Ef 1.5, há referência ao costume legal, entre os romanos, pelo qual a criança adotada tomava o nome do seu novo pai, e tornava-se seu herdeiro. o parentesco era, em todos os respeitos, o mesmo que existia entre o pai natural e seu filho. o costume da adoção tem sido seguido por todas as nações e em todos os tempos. A adoção civil era permitida e determinada para alívio e conforto daqueles que não tinham filhos - mas na adoção espiritual não aparece esta razão. o Senhor onipotente adota os crentes, e eles tornam-se filhos de Deus, não porque haja qualquer excelência neles, mas porque Ele é infinitamente bom. A filha de Faraó adotou Moisés por causa do seu lindo rosto (At 7.20,21) - Mordecai adotou Ester pela mesma razão, e porque ela era sua parenta (Et 2.7) - nada há no homem, porém, que o torne merecedor da adoção divina (Ez 16.5). Além disso, na adoção espiritual, o novo filho recebe não só um nome novo, mas uma nova natureza: torna-se participante da natureza divina (2 Pe 1.4).

admata: nome persa de significação ignorada

adjacente: Situado perto; ao lado; situado na vizinhança.

adlai: hebraico: justiça de Jeová

admá: fortificação

aditaim: hebraico: dupla passagem, cidade de duas presas

adira: sensível

adino: hebraico: delicado

adivinhação: o dom da profecia foi concedido por Deus apenas a pouquíssimas pessoas, na história da Humanidade - mas nos tempos bíblicos havia quem pretendesse ter o dom da adivinhação, praticando várias espécies de artifícios com o fim de fazerem crer que possuíam conhecimentos do futuro. Em geral a adivinhação fazia parte dos predicados de uma casta sacerdotal, que disso fazia uso para os seus próprios fins(Gn 41.8 -is 47.13 - Jr 5.31 - Dn 2.2). As pessoas que afirmavam ter em si espíritos familiares (is 8.19 e 29.4) crê-se que eram ventríloquos, que desde debaixo da terra, chilreando entre dentes, murmuravam para imitar a voz dos espíritos, que se acreditava terem sido invocados dentre os mortos. Com respeito à invocação da alma de Samuel pela pitonisa de En-Dor (1 Sm 28.7 a 25), considerando que a mulher era indubitavelmente uma impostora, podemos dizer que Deus permitiu nesta ocasião, para os Seus próprios desígnios, que Saul, pelas engenhosas práticas da feiticeira, pudesse ser inteiramente avisado do que o esperava, tendo ainda tempo nos seus últimos dias de voltar o seu coração para Deus. Em Ez 21.21 a referência à adivinhação é por meio de flecha. o rei arremessou um feixe de setas a fim de ver em que direção iam descer - e, como elas caíram à sua mão direita, ele marchou para Jerusalém. A taça pela qual se diz ter José adivinhado (Gn 44.5), era um vaso de prata (simbólico do Nilo, ‘a taça do Egito’) que se supunha ter misteriosas qualidades mágicas. A adivinhação era feita por meio de irradiações da água, ou de gemas, com inscrições mágicas, a ela arremessadas. A condição do fígado do animal, que tinha sido sacrificado, julgavam alguns ser uma indicação relativamente ao futuro (Ez 21.21). Moisés proibiu toda espécie de adivinhação. (*veja Magia.)

adina ou adni: voluptuosa

adimi: hebraico: humano

adina: hebraico: delicada ou sensível

adim: hebraico: delicada

adilson: Filho de Adão

adijaim: dois caminhos

adhemar: Glorioso guerreiro

adestrar: Hábil; capaz

aderbal: Adorador de Baal

adepto: Partidário, sectário, sequaz, prosélito.

adeno: hebraico: voluptuoso

ademir: Revestido de riqueza e nobreza

adelson: Justo

ademar: Guerreiro glorioso

adelina: Aquela que é nobre

adelia: Aquela que é nobre

adbeel: hebraico: servo de Deus

adauto: Aumentado, elevado

adarezer: hebraico: majestade

adelmo: Nobre elmo

adar: Glorioso. 1. Nome (babilônico) dodécimo-segundo mês do ano sagrado judaico (fevereiro-março), Ed 6.15 - Et 3.7, etc. Foi dobrado sete vezes em dezenove anos para harmonizar o ano lunar com o solar. 2. Uma cidade nos confins de Judá (Js 15.3).

adão ou adham: homem de terra vermelha

adami-neguebe: hebraico: humano

adams: Filho de adão

adami: hebraico: humano

adame-mequebe: humano

adamastor: Indomável

adama: terra

adamantino: Indomável

adar (mês): Fevereiro/março

adalia: grego: nobreza, nobre

adalmir: Nobre, ilustre, brilhante

adali: justiça de Deus

adalto: Elevar o sentimento espiritual

adais: hebraico: Jeová embelezou

adail: Aquela que guia e defende

adalgisa: Lança de nobreza, autoridade

adágio: Ditado; provérbio; axioma

adada: festival

adaías: Jeová ordenou

aczibe: mentiroso

acurada: Aperfeiçoada; tratada com cuidado

açular: provocar

acudir: ir em socorro, defesa ou proteção de - socorrer - auxiliar.

açude: Lago formado por represamento

acucena: Branca, alva e pura como a flor que tem o mesmo nome

acsafe: Dedicada

acrisio: Aquele que não distingüe

acsa: anel no tornozelo

acrisolar: Purificar; provar

acrabim: Escorpiões

acrabatine: hebraico: escorpião

acossar: Correr ao encalço de, perseguir, afligir, atormentar.

acorom: hebraico: emigração

acometer: Atacar; investir contra ou sobre

açoites: o costume geral de castigar, no oriente, era, e ainda é, bater com varas (Dt 25.1 a 3 - Pv 22.15, etc.). No A.T. há referência ao açoite ou chicote em 1 Rs 12.11, 14, 2 Cr 10.11, 14 (não Lv 19.20). Quanto ao emprego do açoite, em sentido figurado, *veja Js 23.13 - Jó 5.21 - 9.23 - is 10.26 - 28.15. Em Mt 10.17 e 23.34 há uma referência à prática judaica de açoitar os transgressores da religião - e S. Paulo registra o fato de ter sofrido este castigo em cinco ocasiões (2 Co 11.24 - cp. com Hb 11.36). As correias dos romanos para açoitar eram cheias de nós, sendo estes formados de ossos agudos ou de metais. Usualmente a flagelação precedia à crucificação, e foi essa uma parte do castigo infligido a Jesus (Mt 27.26 - Mc 15.15 - cp. com Jo 19.1, onde o açoitamento, talvez de uma maneira mais leve, precede a sentença, querendo com isso Pilatos evitar a pena de morte). Pela Lei Pórcia um cidadão romano não podia ser açoitado (At 22.25). A lei judaica não permitia que se dessem mais de quarenta açoites (Dt 25.3) - e, para evitar que este número fosse excedido, recebia o culpado somente trinta e nove (2 Co 11.24). ADÃo. Provavelmente vermelho. 1. Nome do primeiro homem, cuja criação se lê em Gn 1 e 2. Foi formado ‘do pó da terra’ (2.7), à imagem e semelhança de Deus (1.26). Foi-lhe dado domínio sobre todas as coisas criadas (1.26), e colocado no Jardim do Éden (2.8) com sua mulher Eva (2.22). Eva cedeu à tentação da serpente (3.5), comendo do fruto proibido da ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’ (2.17 e 3.6), e dando-o a Adão. Como resultado abriram-se os olhos de ambos (3.7) - sua desobediência foi castigada com uma completa mudança das condições terrestres, e foram expulsos do Éden (3.24). Na maldição proferida contra a serpente já se vê anunciada a vinda de um redentor (Gn 3.15) - e esse redentor foi Jesus, que é apresentado por S. Paulo como o reparador da perda que a Humanidade sofreu por motivo da queda dos nossos pais (1 Co 15.22,45). 2. Cidade nas margens do Jordão, mencionada quando passaram o rio os filhos de israel (Js 3.16). É hoje Ed. Danieh.

acobor: hebraico: camundongo, rato

aco: Esta povoação foi mais tarde chamada Ptolemaida, e S. João d"Acre - atualmente é Akka. É um porto de importância na costa da Síria, cerca de 48 km ao sul de Tiro. Acha-se situado na baía de Acre, uma reentrância formada peio cabo do Carmelo, que entra pelo mar Mediterrâneo. Na divisão da terra de Canaã entre as tribos de israel, coube Aco a Aser, mas nunca foi tomada aos seus primitivos habitantes (Jz 1.31) - e por isso é contada entre as cidades da Fenícia. A única referência que se faz no N.T. a esta povoação é a de At 21.7, quando fala da passagem de S. Paulo por ali, vindo de Tiro para Cesaréia.

acmetá: Lugar de cavalos

aclamar: Reconhecer solenemente, proclamar.

acepção: Escolha; seleção

aclima: irmã gemea e mulher de Caim

acir: Magoado

acerbamente: Duramente; severamente; árduo

acedeu: Concordou

acbor: rato

acbal: hebraico: gordo, fértil

acaz ou achaz: possuidor. Rei de Judá, filho de Joatão

acarom: hebraico: emigração

acasbal: hebraico: desprezo

acarel: hebraico: a força tem permanecido

acampamento: No cap. 33 de Números acham-se mencionados quarenta e um acampamentos ou estações, na viagem dos israelitas através do deserto. Todavia, não devemos supor que os acampamentos dos israelitas eram formados segundo um estrito regulamento militar. Não havia coisa que se parecesse com entrincheiramentos, ou outros meios, para repelir qualquer ataque dos inimigos. Havia, contudo, para fins higiênicos, ordens estritas que deviam ser cumpridas (Nm 5.3 - Dt 23.14). A forma de acampar acha-se prescrita em Nm 2.3. Todo o corpo do povo israelita constituía quatro divisões - cada divisão era formada de três tribos, de maneira que o tabernáculo ficava encerrado num quadrado. Cada uma das divisões tinha uma bandeira (Nm 1.52 e 2.2), bem como cada tribo - e também possuía as suas insígnias qualquer grande associação de famílias, perfazendo uma tribo. As leis sanitárias para o acampamento eram extraordinariamente minuciosas e muito rigorosas. os mortos eram enterrados fora do arraial (Lv 10.4) - e todos aqueles que tinham estado em contato com os corpos tinham, igualmente, de ficar fora pelo espaço de sete dias (Nm 31.19). os leprosos eram, com todo o rigor, excluídos da convivência com seus semelhantes (Lv 13.46). Havia, também, fora do arraial, um lugar onde eram depositadas e queimadas todas as imundícies e coisas de refugo (Lv 4.12 - Dt 23.10). ACAZ. Possuidor. 1. Filho de Jotão, e undécimo rei de Judá (2 Rs 16 - 2 Cr 28).Quando ele subiu ao trono, Rezim, rei de Damasco, e Peca, rei de israel, formaram uma liga contra Judá, e intentaram cercar Jerusalém. o profeta isaías aconselhou Acaz a que vigorosamente se opusesse, e a empresa daqueles reis fechou (is 7.3 a 9). Todavia, os aliados fizeram grande número de cativos (2 Cr 28), que foram restituídos, como resultado das repreensões do profeta odede, e grande dano infligiram também a Judá (2 Rs 16), tomando Elate, um ponto florescente do mar Vermelho, no qual depois de expulsos os judeus, restabeleceram os siros. Acaz, no meio destas perturbações, pediu auxílio a Tiglate-Pileser, que invadiu a Síria, tomou Damasco, matou Rezim, e privou israel dos seus territórios setentrionais e dos de além-Jordão. Acaz, em troca destes serviços, tornou-se tributário de Tiglate-Pileser, mandou-lhe todos os tesouros do templo e do seu próprio palácio, e ainda apareceu perante ele em Damasco como seu vassalo - quando ele morreu, depois de um reinado de dezesseis anos, não o puseram nos sepulcros dos reis (2 Cr 28.27) 2. Bisneto de Jônatas (1 Cr 8.35 - 9.42).

acalentar: Aquecer(-se) nos braços ou no peito; afagar(-se), agasalhar(-se), embalar(-se)

acalentada: Favorecida; incentivada.

acaico: natural de Acáia

abençoar: Quando Moisés abençoou os filhos de israel (Dt 33), ele profetizou uma contínua progressão de prosperidades para eles, no auxilio de Deus. Era essa uma forma patriarcal de bênção e ao mesmo tempo uma cerimônia religiosa, em conformidade com a maneira de abençoar do Pai celestial, que está sempre, na realidade, a derramar benefícios sobre as Suas criaturas. Quando se diz no Sl 103 que os homens bendizem ao Senhor, isto significa pertencer ao Criador o louvor e a honra que são igualmente o dever e a alegria das Suas criaturas prestar-lhe. Mas quando é Deus que abençoa o Seu povo, como acontece em Gn 1.22 e em Ef 1.3, isto quer dizer que Ele distribui sobre os Seus filhos toda espécie de benefícios, temporais e espirituais, e desta forma comunica-lhes alguma parte daquela infinita bem-aventurança que Nele existe (1 Tm 1.11). A bênção era costume que muitas vezes se observava entre os hebreus, e é freqüentemente mencionada nas Sagradas Escrituras. Assim, Jacó abençoou os seus filhos (Gn 49), e Moisés os filhos de israel (Dt 33). Abraão foi abençoado por Melquisedeque. Tão importante lugar ocupava o ato da bênção na religião e vida dos judeus, que o próprio método da sua concessão fazia parte do ritual israelita (Nm 6.23). A bênção era dada em pé, com as mãos levantadas ao céu. (*veja Bênção.)

acácia: Na profecia de is 41.19 acha-se(acácia) no número das árvores que deviam ser plantadas no deserto. Noutros lugares usa-se a expressão madeira de acácia. As referências a esta madeira acham-se no livro do Êxodo e em Dt 10.3 - e, pelo que aí se diz, sabemos que foi ela principalmente usada na construção do tabernáculo e da respectiva mobília. A árvore de que se trata o ‘sunt’ do Egito é a acácia seyal, que produz a goma-arábica do comércio. Cresce principalmente na península do Sinai, e aparece também na Palestina, sendo encontrada no vale do Jordão e na parte oriental do mar Morto. Tem uma haste dura e espinhosa, e produz flores amarelas entre a sua folhagem peniforme. A sua vagem é como a do laburno. A madeira é rija, durável, e admiravelmente adaptada a obras de marceneiro (Êx 25, 26, 27, 30, 35, 36, 37, 38 - Dt 10.3).

acadêmico: Pertencente ou relativo ao ensino superior de ciência ou arte; faculdade, escola.

acacio: Imortalidade

acabo: hebraico: gafanhoto

abstrato: Que utiliza abstrações, que opera com qualidades e relações, e não com a realidade sensível: pensamento abstrato; ciência abstrata.

abster-se: Privar-se; conter-se

acabe: irmão de pai. 1. Filho de onri, sétimo rei de israel, e o segundo de sua família, que se sentou naquele trono. A história do seu reinado vem no livro 1 dos Reis, caps. 16 a 22. Casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei de Tiro, que era adorador do deus Baal, e tinha sido sacerdote da deusa Astarote, antes de ter deposto seu irmão e tomado as rédeas da governo. o reinado de Acabe distinguiu-se pela ação do profeta Elias, que se opôs fortemente a Jezabel, quando esta introduziu em israel o culto de Baal e Astarote (*veja Elias). A rainha Jezabel não somente levou o seu marido para a idolatria, mas também o fez viver uma vida maléfica. Foi ela quem instigou Acabe a cometer um grande crime contra Nabote, cuja vinha o rei ambicionou para juntar a outros aprazíveis terrenos que faziam parte do seu novo palácio de Jezreel. Nabote recusou vender o terreno, baseando-se na lei de Moisés, segundo a qual a vinha era a ‘herança de seus pais’. Pela sua declaração foi acusado de blasfêmia, sendo ele e seus filhos mortos por apedrejamento (2 Rs 9.26). Elias então disse que a destruição da casa de Acabe seria a conseqüência desta atrocidade. Uma grande parte do reinado de Acabe foi ocupada com três campanhas contra Ben-Hadade ii, rei de Damasco. Das duas primeiras guerras ele saiu completamente vitorioso. No fim da segunda, o rei Ben-Hadade caiu nas mãos de Acabe, mas foi libertado sob a condição de restituir todas as cidades de israel, que tinha em seu poder, e fazer bazares para Acabe em Damasco (1 Rs 20.84). A bênção de Deus foi retirada da terceira campanha. o profeta Micaías (ou Mica) avisou Acabe de que não teria agora a proteção divina, dizendo que os profetas que o tinham aconselhado estavam apressando a sua ruína. Acabe foi à batalha e disfarçou-se para não ser conhecido pelos frecheiros de Ben-Hadade. Apesar disso foi morto por certo homem que arremessou a flecha à ventura. o seu corpo foi levado para Samaria, para ser sepultado, e na ocasião em que um criado estava lavando o carro, lamberam os cães o seu sangue (1 Rs 22.37,38). 2. Filho do falso profeta Colaías, que guiou mal os israelitas em Babilônia. Foi condenado à morte pelo rei Nabucodonosor (Jr 29.21).

abster: Conter, refrear.

abstenção: Abstinência; recusa voluntária de participar de qualquer ato.

absinto: Há, na Palestina, várias espécies de absinto, sendo a mais conhecida destas plantas o Artemisia absynthium dos botânicos - é uma planta de qualidades medicinais, pertencente à família das compostas, também chamada abrótano. Usavam-na os gregos em medicina, mas chamavam-lhe ‘amargor’. Aparece, principalmente, nas costas arenosas, nos desertos, e sobre os montes escalvados. A sua amargura dá origem a numerosas passagens figuradas da Escritura. ‘Absinto e fel’ são figuras de uma vida amargurada pela aflição, pelo remorso, e sofrimento punitivo. Sob esta figura, são os israelitas avisados por Moisés contra a idolatria (Dt 29.18). Em termos semelhantes Salomão adverte o jovem contra as más inclinações (Pv 5.4). Duas vezes emprega Jeremias a referida palavra, como expressiva do castigo, que havia de cair sobre o israel idólatra e corrompido (Jr 9.15 - 28.16). E mais tarde lamenta a realização da profecia, contemplando a desolação que se seguiu à tomada de Jerusalém (Lm 8.15, 19). A ‘estrela’ mística da visão apocalíptica, a qual se chamava ‘Absinto’, se descreve como caindo nas águas da terra, tornando-as mortalmente amargas (Ap 8.11). A palavra traduzida por absinto, ou alorna, ou peçonha, é, na língua hebraica, um nome de especial sentido, significando coisa angustiosa. Em todos os casos usa-se o termo como sendo a planta o tipo daquelas ervas venenosas ou amargas que impedem o crescimento das plantas benéficas (os 10.4 - Am 6.12)

absam: o veloz

abominação: Termo especialmente usado arespeito de coisas ou atos pelos quais se tem religiosa aversão. É aplicado aos sentimentos dos egípcios com respeito a comerem juntamente com os hebreus (Gn 43.32), e aos sacrifícios israelíticos de animais que no Egito se consideravam sagrados (Êx 8.26) - e também com relação aos pastores (Gn 46.34). E mais freqüentemente a abominação se refere (havendo com o mesmo sentido diferentes palavras hebraicas), àquilo que era detestado pelo povo ou pelo Senhor Deus de israel, como as carnes imundas (Lv 11), carne imprópria para os sacrifícios, práticas pagãs, e especialmente a idolatria e os deuses gentílicos (Jr 4.1 - 7.30 - vede o artigo seguinte).

absalão ou absalom: pai da paz

absalão: Meu pai é paz. Terceiro e favorito filho de Davi - nasceu em Hebrom, sendo Maaca sua mãe (2 Sm 8.3). Ele deseja, primeiramente, ser o vingador de sua irmã Tamar, que tinha sido violada por seu irmão Amnom, o filho mais velho de Davi e de Ainoã, a jizreelita. Depois do assassinato de Amnom, fugiu Absalão para a corte de Talmai, em Gesur. Três anos depois pediram a Davi que permitisse a volta de seu filho para Jerusalém, no que ele anuiu - mas não quis vê-lo senão passados mais dois anos, dando-lhe, no fim desse tempo, o beijo da reconciliação. Era agora Absalão, entre os filhos sobreviventes, o mais velho de Davi, mas receando ser suplantado pelo filho de Bate-Seba, procurou obter popularidade, mantendo ao mesmo tempo uma esplêndida corte. Por fim, revoltou-se contra seu pai, e a princípio foi bem sucedido - mas depois foi capturado e morto por ,Joabe, apesar da proibição de Davi, que ainda muito amava a seu filho (2 Sm 8 e 18 a 18).

abrona: o trigésimo-primeiro acampamento dos israelitas: a sua situação era perto do golfo Elanítico (Nm 83.84, 35).

abrolho: Rochedo marítimo que atinge a superfície das águas

abreu: Agradecimento

abrange: Do verbo abranger: cinge; abarca; abraça; encerra; contém.

abram ou abraham: sublime é o pai

abraão ou abraham: pai das multidões. O verdadeiro fundador do povo hebraico

abraão (seio de abraão): os judeus, quando tomavam as suas refeições, recostavam-se em leitos, apoiando-se cada um no seu braço esquerdo, e desta forma podia-se dizer que o seu vizinho próximo se reclinava no seu seio (*veja Jo 13.23). Portanto, o seio de Abraão, sendo este o pai da raça hebraica, significava uma situação de grande honra e bênção depois da morte (Lc 16.22).

abominosa: Que deve ser abominado; detestável, execrável.

abra ou abraham: mãe das multidões. Foi a favorita de Salomão, na Bíblia

abominar: Sentir horror; repulsa; detestar

abner ou abhener: pai da luz, da sabedoria

abóbada: Teto

abnegação: Abster-se, renunciar à própria vontade, sacrificar-se

abjurar: Renunciar

abjeto: Vil; baixo; desprezível

ablução: Ação de lavar-se antes (de uma cerimônia)

abjeção: Desprezo

abiude: cujo pai é Judá

abiude ou abihud: pai dos judeus

abiú ou abihu: D'us é pai

abital: hebraico: meu pai é orvalho

abiú: Deus é pai

abisur ou abishur: meu pai é muralha

abitube: Pai da bondade

abisur: hebraico: meu pai é uma parede

abissinia: hebraico: o mesmo que Etiópia, grego: Antiópia, sol abrasador

abisua: pai da salvação

abismo: Poço sem fundo que, no fim dos tempos, Satanás ficará banido por um tempo (Ap 20,3). Os gregos empregavam a palavra em referência ao submundo dos espíritos; transmite a idéia de um lugar tão profundo que chega a ser insondável (Lc 8,31).

abolir: Extinguir; suprimir

abisaque: pai do erro

abirão ou abiram: pai da elevação

abirão: Deus é excelso

abisaga ou abixag: meu pai é o erro

abiqueila: pai da fortaleza

abinoão: Pai das graças

abinaão ou abinam: meu pai é suave

abiner: hebraico: pai da luz ou lâmpada.

abimael: Meu pai é Deus

abilio: Aquele que é apto, que é incapaz de vingança

abila: grego: prado ou planície

abilene: (Também Abilinia, Abilina), uma planície. Tetrarquia, mencionada por S. Lucas, e que era governada por Lisânias (Lc 3.1). Abila era a capital, situada na inclinação oriental do Antilíbano, numa região fertilizada pelo rio Barada. A tradição liga o nome de Abila, distante 29 km. de Damasco, com a morte de Abel; e seu suposto túmulo, chamado Neby Havil, está numa elevação sobre as ruínas da cidade, que ficava num notável desfiladeiro, onde o rio corre da montanha até à planície de Damasco.

abisal: hebraico: meu pai é Jessé, ou, meu pai possui tudo que é desejável

abigail: Meu pai é alegria. 1. Formosa mulher de Nabal, rico possuidor de cabras e carneiros no monte Carmelo. Quando os mensageiros de Davi foram desconsiderados por Nabal, tomou Abigail sobre si a culpa de seu marido, e levou a Davi e aos seus homens os solicitados mantimentos, apaziguando-o desta maneira. Passados dez dias morreu Nabal; casou-se a viúva com Davi. Teve dela um filho, chamado Quileabe, em 2 Sm 3.3, mas Daniel, em 1 Cr 3.1. 2. Uma irmã de Davi, casada com Jeter, o ismaelita, e mãe de Amasa, a quem Absalão nomeou capitão em lugar de Joabe (2 Sm 17.25; 1 Cr 2.17).

abiezera: hebraico: meu pai é auxílio

abigail ou abigayl: fonte do prazer; pai do contentamento

abiel: força- pai do poder

abiezer: pai do auxílio

abidão: pai do julgamento

abibe (nisã): Março/Abril

abida: pai do conhecimento

abibe: o germinar do trigo. Antigo nomecananeu do primeiro mês do ano sagrado dos hebreus, sendo o sétimo do civil; foi no dia 15 desse mês que partiu do Egito o povo de israel (Êx 13.4). Para comemorar esta libertação, foi a lua da Páscoa, mais tarde, considerada o princípio do ano judaico (Êx 12.2). Depois do Exílio mudou-se o nome para nisã, termo babilônico (março-abril).

abiazafe: hebraico: pai de proteção

abiatar: Pai da abundância ou Deus é pai. Décimo-primeiro sumo sacerdote, sucessor de Arão. Ele escapou, quando Doegue, o edomita, instigado por Saul, matou seu pai Abimeleque e oitenta e cinco sacerdotes, em virtude de ter Abiatar intercedido por Davi e ter-lhe dado o pão da proposição e a espada de Golias (1 Sm 21; Cf. Marcos 2.26, onde ‘Abiatar’ deve ser Abimeleque). Juntou-se a Davi em Queila, trazendo consigo uma estola que habilitou o futuro rei, na crise do seu exílio, a consultar o Senhor (1 Sm 23.9; 30.7). Abiatar e Zadoque foram mandados a Jerusalém com a arca (2 Sm 15). Depois ele conspirou para que Adonias fosse o sucessor de Davi; foi desterrado para a sua terra natal, Anatote, em Benjamim (Js 21.18); por fim, Salomão o afastou do seu cargo. Foi poupada a sua vida por causa dos serviços prestados a Davi (1 Rs 2. 27 a 36).

abiasafe: pai da colheita

abias: o Senhor é pai. 1. Filho de Roboão e rei de Judá depois de seu pai (1 Rs 14.31; 2 Cr 12.16). É chamado Abias no Livro das Crônicas e Abião no livro dos Reis. Abias esforçou-se em recuperar o reino das dez tribos (israel), e fez guerra a Jeroboão. Foi bem sucedido, e tomou as cidades de Betel, Jesana e Efrom, com as suas respectivas vilas. Depois da sua vitória fortificou-se, e casou com quatorze mulheres (2 Cr 13.21). Reinou somente três anos, sendo iníqua a última parte do seu reinado. Seguiu os maus passos de seu pai Roboão, caindo no pecado da idolatria e imoralidades afins. Sua mãe chamava-se Maaca; era neto de Salomão (1 Rs 15; 2 Cr 11.20). 2. o segundo filho de Samuel (1 Sm 8.2). 3. Filho de Jeroboão, primeiro rei de israel; foi aquele, de toda a casa de Jeroboão, que teve algumas boas inclinações para com o Senhor Deus de israel, sendo, por isso, o único da família a quem foi concedido morrer em paz. Era ainda jovem, quando morreu, justamente na ocasião em que a mulher de Jeroboão, sob disfarce, tinha ido ao profeta Aías a fim de procurar auxílio para a doença de Abias (1 Rs 14). 4. Um descendente de Eleazar, que deu o seu nome ao oitavo dos vinte e quatro turnos em que Davi dividiu os sacerdotes (1 Cr 24.10). 5. *veja Nm 10.7. 6. A filha de Zacarias, mulher de Acaz e mãe de Ezequias (2 Cr 29.1).

abião: Deus é pai

abial: hebraico: pai da força

abiail: Meu pai é poder. 1. Pai de Zuriel, chefe da família levítica de Merari, contemporâneo de Moisés (Nm 3.35). 2. Mulher de Abisur (1 Cr 2.29). 3. 1 Cr 5.14. 4. Uma descendente de Eliabe, irmão mais velho de Davi (2 Cr 11.18). 5. Pai de Ester e tio de Mordecai (Et 2.15; 9.29).

abia ou abiah: cujo pai é D'us

abia (s): o Senhor é pai

abi-albom: pai da força

abessalão: Deus é paz

abelha: (Dt 1.44). Alude-se nesta passagem à conhecida natureza belicosa das abelhas, bem como no Sl 118.12. Embora a abelha da Palestina seja considerada uma espécie distinta pelos naturalistas, parece pertencer à subespécie da abelha vulgar, Apis mellifica. É mais loura e mais claramente marcada do que a abelha britânica. É, também, mais miúda, e muito mais perigosa. Como o mel é um importante artigo de alimentação no oriente, é a abelha cuidadosamente cultivada; consta a colmeia de um tubo de barro, tendo um pouco a forma de um cano para água, ou de um certo número deles postos uns sobre os outros. Estes canos têm cerca de 20 cm de diâmetro e 1 metro de comprimento, com as extremidades fechadas, havendo apenas uma pequena abertura. É, contudo, um fato singular que o único mel mencionado na Bíblia é o ‘mel silvestre’; ainda hoje muitos árabes vivem do trabalho de colhê-lo. Não é, pois, de surpreender que Sansão tenha encontrado mel na carcaça do leão que ele havia matado. A carne do animal não levou, certamente, muito tempo para ser devorada pelas feras; e as abe-lhas puderam, então, achar um lugar próprio, formado das costelas secas, onde encher do doce mel os seus favos, indo colhê-lo na abundância de flores, que por aqueles sítios cresciam. A curiosa expressão em is 7.18, ‘assobiará o Senhor... às abelhas que andam na terra da Assíria’, é uma alusão à prática de chamar as abelhas para fora das suas colmeias pelo som agudo dos assobios. (*veja Mel.)

abel-sitim: hebraico: prado das acácias

abelardo: Abelha

abel-quiramin: hebraico: prado das vinhas

abel-bate-maaca: hebraico: prado da casa de Maacã

abel-maim: hebraico: prado das águas

abel-meola: hebraico: prado da dança

abede-nego: servo do Nego ou Nebo

abel ou hebhel: sopro, esvanecer

abel: Respiração ou vapor. l. o segundofilho de Adão e Eva, pastor de ovelhas, assassinado pelo seu irmão Caim. Caim ofereceu ao Senhor dos frutos da terra, e Abel a principal rês do seu rebanho. A oferta de Caim foi rejeitada, e aceita a de Abel; movido de inveja, Caim irou-se contra seu irmão e o matou (Gn 4.2 a 15, cp. com Hb 11.4). Jesus Cristo falou de Abel, como primeiro mártir (Mt 23.35). Em Hb 12.22 -24 a frase de Gn 4.10 (‘A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim’) é modificada, fazendo ver o contraste entre antiga e a nova aliança: ‘Mas tendes chegado... ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.’ 2. Prado.

abdon: escravidão, servilismo

abdonio: Servo

abdnego: servo ou nego

abdir: poderoso

abdin: aquele que serve

abdias: servo do Senhor

abdenego: Um dos três hebreus que foram lançados numa fornalha ardente por se recusarem a se ajoelhar diante de uma estátua preparada pelo rei Nabucodonosor. Seu nome hebraico era Azarias. (Daniel 1:7)

abdeel: servo de Deus

abdão ou abdom: sérvulo de Deus

abdalah: Servo de Deus

abdala: Servo de Deus

abastança: Fartura; riqueza

abarim: Passagens

abarcar: Abranger; compreender

abam: hebraico: irmão do discernimento

abail: hebraico: pai de fortaleza

abagta: dado pela fortuna

abaete: Homem de respeito

abba: pai

abadom: O destruidor

abade ou abba: pai, guia ou chefe de um mosteiro

aaziz: hebraico: sustentado pelo Senhor

aava: corrente de água

aba: Pai. Esta palavra aramaica apareceno Evangelho de Marcos quando descreve a oração de Jesus em Getsêmani (14.36). Aparece, também, nas invocações a Deus, inspiradas pelo Espírito Santo em Romanos 8.15 e Gálatas 4.6. Em todos os casos a frase é colocada da seguinte maneira: ‘Aba, Pai’, estando o termo Aba, seguido do equivalente grego tomado talvez como complemento. Talvez não passe de modo de interpretação, pois não há o que explique o uso daquelas palavras no momento da oração. Provavelmente a invocação ‘Aba’, tenha se tornado sagrada pelo constante emprego de Jesus. Desta maneira, conservada pelos cristãos, que falavam grego, como uma espécie de nome próprio (Deus), sendo a designação ‘Pai’ uma adição natural.

aarão: Arca

aarel: hebraico: a força tem permanecido

aaia: irmão

aadom: destruição, destruidor, perdição